Eclesiastes 5


Capítulo 5: Os votos precipitados e a vaidade das riquezas
1.Neste capítulo, duas partes são bem claras, a precipitação das palavras diante de Deus e as riquezas. O homem deve se achegar até Deus com um coração humilde, quebrantado e ensinável. Às vezes o homem que é acostumado a ter o controle de cada situação de sua vida, acha também que poderá controlar Deus, Suas bênçãos e disciplina. Saul ofertou precipitadamente sacrifícios que não agradaram a Deus (1 Samuel 15.22). O pecador mesmo resgatado deve ter reverência na presença de Deus. O silêncio na oração é uma prática saudável. É um trabalho devocional com Deus, assim como o trabalho manual realiza os sonhos, a devocional resultará em crescimento espiritual, mas as muitas palavras só produzem tolice. Não há nenhum preceito na Bíblia sobre fazer votos, mas só exemplo de pessoas que fizeram. O homem é falho em cumprir promessas, portanto, não é bom tentar a Deus com votos que não serão cumpridos. Há uma sugestão no texto que os anjos estão observando os votos e não cumpri-los seria como pedir para os anjos falaram para Deus que foi um engano. É claro que não somos incentivados a falar com anjos, mas é apenas uma maneira de mostrar quão perigosa é a precipitação diante de Deus. O pregador finaliza essa seção advertindo que devemos temer a

Deus e falar pouco (v.1-7).

2.A respeito das riquezas, a história nunca mudou. Sempre existirão os opressores e os oprimidos pela mesma razão que é se enriquecer às custas dos mais fracos. Em seguida, o rei exalta a agricultura, sendo necessária para o pobre e até para o rei. Atualmente vemos um êxodo rural ocasionando produtos alimentícios industrializados e superpopulação urbana juntamente com criminalidade e outros problemas sociais, de abastecimento e sanitários. Tudo gira em torno do dinheiro e quem o ama e mesmo o tem nunca está satisfeito. Quando alguém aumenta os seus negócios, terá mais pessoas dependentes dele, tais como funcionários e aproveitadores, bem como serviço e equipamentos de segurança. No final, os ricos mais olham o seu dinheiro do que realmente aproveitam, pois o seu tempo fica comprometido para a manutenção das riquezas, seja para manter ou aumentar o que tem. O trabalhar acaba dormindo melhor do que o empregador. Em ser rico também há o perigo de estar fazendo tudo para os filhos, sem aproveitar do dinheiro, mas por alguma desventura perder tudo. Neste caso, nem ele aproveitou e nem os filhos usufruirão das riquezas. Com a morte, todo o trabalho de juntar dinheiro se vai. É como trabalhar para o vento. Um conselho não muito administrativo para alguns é aproveitar do fruto do trabalho, pois esta é a porção de Deus para o homem. Quem souber aproveitar disto com alegria estará reconhecendo o dom de Deus (v.8-20).

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