Salmo 133


As ilustrações da comunhão entre os irmãos
Salmo 133.1-3

Introdução
1.Viver em comunhão com os irmãos é bom e agradável. Deus se agrada disso e a Igreja deve promover essa unidade. Não somos chamados para criar comunhão, pois esta já existe em Cristo Jesus, mas devemos preservar, promover e incentivar (v.1, Ef 4.3).

2.Não se consegue unidade entre os irmãos separadamente. Precisamos nos encontrar. Há muitos irmãos espalhados por esse mundo. Quanto mais a nossa sociedade se estreita através da globalização e dos meios de comunicações e transportes, mais fácil fica para conhecer novas pessoas, inclusive irmãos em Cristo.


3.Não é possível manter contato com todos os irmãos que conhecemos, porém, aqueles que estão dentro do nosso círculo geográfico merecem nos ver freqüentemente. As reuniões da Igreja não servem apenas para adorarmos a Deus ou estudar a Palavra Dele, mas serve ao propósito da comunhão. Não precisamos pretexto para entrar na casa de Deus e rever os irmãos, pois é uma ordem, conforme Hb 10.25.

4.Antigamente os crentes se reuniam em casas, mas atualmente em quase todos os lugares, as igrejas têm seus prédios reservados para esses encontros. Para ir à casa de alguém quase sempre é necessário um pretexto, um contato prévio e assunto. Para ir à casa de Deus é só obedecer a ordem do Senhor.

5.O salmista Davi recorre a duas ilustrações para mostrar a importância da comunhão entre os irmãos.

I.É como óleo sobre a cabeça, escorrendo para a barba de Arão e descendo para a gola de suas vestes (v.2)
1.O óleo era derramado na cabeça dos sacerdotes e com o óleo vários utensílios eram santificados. Não se poderia ungir outra carne, ou seja, outro que não fosse sacerdote e, também não poderia misturar ou inventar outra composição para este óleo (Êx 30.23-33).

2.Alguns acham que os reis eram exceção, pois eram ungidos, porém, alguns acham que os reis usavam óleo comum, embora, Salomão pegou do tabernáculo {Gill}. Quanto ao uso exclusivo para os sacerdotes, Deus queria que o povo respeitasse a autoridade deles, pois cuidam do rebanho. Um pastor tem uma autoridade especial, porém, responderá pelos seus atos, também de modo especial (ver 1 Rs 1.9 e 1 Pe 5.1-3).

3.O óleo escorria pelos cabelos e a barba de Arão e chegava até a boca ou extremidade (peh) das vestes. Não se usava tanto óleo e a barba era grande e despontada. A gola não poderia ser de renda. Molhava só um pouco e não chegava a entrar para o peito do sacerdote {Gill} (ver Êx 28.32, 39.23).  

4.Quanto à comunhão aprendemos como esta ilustração que é preciso uma autoridade sacerdotal. Jesus Cristo é a cabeça que recebe a unção da autoridade e essa comunhão escorre para nós sob forma de proteção. Estamos seguros e unidos debaixo do sumo sacerdote, Jesus Cristo.
5.Outro ensino importante é que não ninguém poderia preparar outra substância. A nossa comunhão é especial por causa de Cristo. Não há outra forma de comunhão que não seja por causa do sangue de Cristo. Os crentes podem se reunir com pessoas de outras crenças por vários motivos, mas jamais estarão reunidos louvando a Deus e tendo comunhão porque não há comunhão entre a luz e as trevas (ver 2 Co 6.14-18).

6.Em João 12.1-8 há um lindo ensino sobre a unção de Maria sobre os pés de Jesus, o único que merece a unção, indicando Sua autoridade.

II.É como o orvalho do Hermom que desce sobre os montes de Sião (v.3)
1.Hermom e Sião são muitos distantes um do outro, uns 100 km, mas no texto diz que o orvalho do Hermom desce sobre os montes de Sião. A bênção da comunhão começa no monte mais alto e desce sobre os vários montes de Sião em Jerusalém. Em Cristo há fonte de comunhão e os crentes espalhados se encontram em Sua Pessoa.

2.Um viajante acampou ao pé do monte Hermom e disse que a sua barraca ficou molhada pela manhã como se tivesse chovido toda a noite {Gill}.

3.O orvalho é visto aqui como bênção. Deus usou o orvalho para regar a terra muito antes de surgir a primeira chuva que foi o dilúvio (Gn 2.5-6).

4.A palavra orvalho aparece várias vezes na Bíblia (Gn 2.5-6, 27.28,39, Êx 16.13-14, Nm 11.9, Dt 32.2, 33.13,28, Jz 6.37-40, 2 Sm 1.21, 17.12, 1 Rs 17.1, Jó 29.19, 38.28, Sl 110.3, 133.3, Pv 3.20, 19.12, Ct 5.2, Is 18.4, 26.19, Dn 4.15,23,25,33, 5.21, Os 6.4, 13.3, 14.5, Mq 5.7, Ag 1.10, Zc 8.12).

5.Deus está ordenando a bênção aos crentes. Nós não ordenamos nenhuma bênção ou maldição como alguns ensinam. A autoridade é de Deus. Não merecemos as bênção Dele, mas Ele nos ama tanto que nos abençoa ricamente como o orvalho descendo do monte Hermom.

Conclusão
Essas são as duas ilustrações da comunhão entre os crentes. As duas ilustrações têm em comum algo escorrendo, o óleo e o orvalho. A comunhão nunca começa em nós, mas em algo mais alto e sublime. O óleo vem dos sacerdotes e o orvalho do alto monte Hermom. A comunhão também vem de Cristo e passa para todos os crentes. O óleo desce da cabeça e vai para o corpo, assim a comunhão vem do cabeça que é Cristo e desce para o corpo que é a Igreja. O orvalho desce do alto e sublime monte Hermom e desce para a relva, assim como a nossa comunhão vem do Alto Monte, Jesus Cristo e desce para a planície onde estão os crentes reunidos como a relva aguardando o orvalho.

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