Ezequiel 18

Capítulo 18: A responsabilidade individual do pecador
1.O povo cativo estava usando um provérbio antigo para tentar entender o porquê do cativeiro. Uvas azedas causam uma sensação estranha nos dentes, mas é claro, somente para aquele que as come. Em outras palavras, os cativos achavam que não eram merecedores daquele castigo, mas que estavam pagando pelos pecados dos pais (ver Jr 31.29, Lm 5.7). Deus como o Criador do Universo tem o poder sobre todas as pessoas e, portanto, tem o direito de matar o pecador. Deus isenta o obediente da morte. A questão é quem é este (v.1-9)?


O justo (v.5)
O que dá do seu pão ao faminto (v.7)
O que não come sobre os montes (v.6)
O que dá roupas ao que não tem (v.7)
O que não levanta os olhos para os ídolos de Israel (v.6)
O que não é agiota (v.8)
O que não contamina a esposa do próximo (v.6)
O que não empresta com interesse (v.8)
O que não tem relações com a mulher no dia da separação (v.6)
O que desvia a sua mão da iniqüidade (v.8)
O que não oprime ninguém (v.7)
O que julga com justiça as causas entre os homens (v.8)
O que devolve o penhor do devedor (v.7)
O que anda nos estatutos de Deus (v.9)
O que não rouba (ou pratica violência, v.7)


2.É possível um homem bom gerar filhos maus. Até mesmo um ladrão ou assassino. “... pois a graça não é conduzida através da criação natural, embora o pecado seja...” O filho morrerá por causa de seus próprios pecados. A bondade do pai não o livrará {Gill}. Há o caso também do pai perverso gerar um filho que não cometa os pecados do pai. O filho não morrerá por causa dos pecados do pai. É pensamento comum que as famílias estão ligadas pelo pecado. Isto é verdade no princípio da “Solidariedade da raça” em Romanos 5, sendo que Acaz foi um exemplo disto em Josué. Porém, a responsabilidade espiritual das obras fica por conta de cada pecador (v.10-20).

3.O pecador arrependido de suas obras más não morrerá. Não há lembrança da parte de Deus pelos pecados que o pecador arrependido cometeu. Tal pecador arrependido praticou um ato de justiça que o absolveu de toda a culpa. O ato de justiça é o arrependimento. Colocar uma carga sobre o arrependido é antibíblico. Deus não se agrada com a morte do pecador. De fato, Ele deseja que o pecador se arrependa de suas más obras para que não seja condenado. Isto concorda com 1 Tm 2.4. Por outro lado há também o justo que se desvia do bom caminho e pratica as más obras. Este não receberá a mesma misericórdia daquele pecador arrependido. Certamente morrerá. Enquanto Deus não se lembra dos pecados do arrependido, Ele também não se lembra das boas obras daquele que era justo, mas se desviou. O pecador que não está arrependido argumenta a maneira de Deus. Parece que no fundo aquele que outrora foi justo pensa que pode acumular uma cota de boas obras para livrá-lo no dia de rebeldia. Os caminhos de Deus são justos; os caminhos do pecador são tortuosos. Há tempo para o arrependimento. Deus salva o perverso arrependido de seus pecados. O conceito do homem não é igual aos caminhos de Deus (v.11-29).

4.O juízo de Deus continua contra os pecados e contra os pecadores. Cada um será julgado segundo suas próprias obras. Porém, a mão de Deus está pronta para receber o pecador arrependimento e a situação pode se reverter. Seria um desperdício morrer, sendo que é possível alcançar restauração. A única atitude do pecador é o arrependimento, como consequência, por causa do espírito novo dado por Deus, o pecador abandona suas práticas pecaminosas. Deus repete que não tem prazer na morte do pecador. O prazer do Senhor está no arrependimento do pecador (v.30-32).

Nenhum comentário:

Postar um comentário