Ezequiel 22

Capítulo 22: A lista de pecados do povo
1.Deus julga a cidade de Jerusalém através do profeta. Para isto o profeta precisa ouvir do próprio Deus quem de fato são os seus habitantes. Quando Deus fala sobre o homem podemos ter certeza que é a verdade, por mais dura que seja a verdade. No caso, Deus inicia a apresentação da lista dizendo que a cidade é sanguinária. Jerusalém derrama sangue contra si mesma e faz ídolos para o seu próprio mal e, por isso, está sendo ridicularizada pelas nações. É como alguém tentar chutar alguém e acertar o próprio calcanhar. Todo aquele que desobedece a Deus prejudica a si mesmo, pois o mal sempre volta contra o desobediente. Os príncipes de Israel estão dando mau exemplo, pois eles derramam o sangue, desprezam os pais, oprimem o estrangeiro, o órfão e a viúva (v.1-7).


2.A nação desprezou as coisas santas de Deus e profanou os sábados, adorando nos montes. Para matarem inocentes usaram os caluniadores. Há perversidade no meio do povo. Há incesto e homossexualismo entre pai e filho, desrespeito para com as mulheres menstruadas, adultério e um tipo de incesto de sogro com nora e estupro contra meia-irmã. Não se trata de casamento, pois isto não era proibido, mas violentar é perversidade. A nação se esqueceu do Senhor, subornando juízes para matar inocentes, usando a prática da agiotagem e extorsão. Diante dessas injustiças e perversidades Deus bate as mãos, que é um gesto de indignação. Deus desafia esse povo para enfrentá-lo em sua ira. Deus espalhará o povo entre as nações. Isto se chama dispersão ou diáspora. Com isso a terra ficará purificada dessa imundícia e o povo profanado no meio de outros povos. Assim saberão que Deus é o mesmo Senhor poderoso, pois se não é possível mostrar o Seu poder ao mundo através de um povo santo, Ele pode mostrar o mesmo poder castigando o mesmo povo que se desviou de Seus retos caminhos (v.8-16).

3.Deus considera o Seu próprio povo como escória (lixo) e metal a ser derretido. O Senhor fará com eles como se faz com os metais: juntará todos num só lugar para fazer a fundição. O apóstolo Paulo também foi considerado como escória deste mundo, mas há uma enorme diferença. Paulo estava sofrendo injustamente nas mãos de perseguidores por fazer a vontade de Deus. O povo de Israel está sofrendo nas mãos de Deus, por merecido castigo por não fazer a vontade de Deus (v.17-22, veja 1 Co 4.13 e 1 Pe 4.15).

4.A terra de Jerusalém não possui duas qualidades essenciais para uma nação que teme ao Senhor. Ela não é purificada e ela não é regada de chuvas, que era uma consequência das bênçãos de Deus sobre a terra. Os profetas são conspiradores, pois devoravam as almas como leões, roubaram a alegria e os tesouros das pessoas e deixaram muitas mulheres viúvas por causa de suas falsas previsões (v.23-25).

5.Os homens religiosos, os sacerdotes, também têm culpa neste castigo que a terra sofre (v.26).

Os sacerdotes violaram a lei de Deus
Os sacerdotes profanaram as coisas santas de Deus
Os sacerdotes não distinguiram o santo do profano
Os sacerdotes não fizeram diferença entre o imundo e o puro
Os sacerdotes não observaram os sábados do Senhor
Por isso, Deus é profanado entre os sacerdotes

6.Os príncipes, ou seja, os reis, são como lobos para derramar sangue e destruir almas. As injustiças eram tantas que havia em Jerusalém desde opressão social até julgamentos injustos e assassinato. Os profetas estão construindo o futuro com cimento fraco e, por isso, nada se estabelece com segurança. O próprio povo que é oprimido, também oprime. O povo rouba. É comum nas sociedades em geral, quando o governo está uma anarquia, haver saques. O pobre oprime ao pobre e o estrangeiro, que nada tem a ver com a situação, mas também é oprimido pelo povo. O profeta buscava um justo. Alguém que moralizasse a sociedade, mas não havia um justo sequer. O muro da vida daquela cidade foi levantado com argamassa ruim. Alguém precisa reparar as brechas. Havendo um justo, Deus desviaria a sua ira, mas não havia um justo sequer e a ira de Deus foi derramada. Evidentemente, Ezequiel é justo, mas ele não conta, pois o povo não o aceitava como não aceitava o próprio Deus (v.27-31).

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