Ezequiel 24

Capítulo 24: A panela e o cozido. A ruína de Israel
1.O nono ano é contado a partir do cativeiro de Jeoaquim. No décimo dia do décimo mês foi o dia que o rei da Babilônia se pôs contra Jerusalém. Novamente o profeta dramatizará a sua profecia. Agora ele deve colocar uma panela com água no lume (fogueira) e colocar carnes boas dentro. A carne sendo cozida representa a cidade de Jerusalém sendo assolada pela invasão da Babilônia.nDeus quis mostrar o quanto Jerusalém era sanguinária, por isso, colocou a panela numa rocha sem vegetação (descalvada) para que o sangue aparecesse e subisse para Deus cheirar a indignação. Deus fará uma fogueira de Jerusalém. Não terá piedade, pois nunca se purificou de suas mentiras. Os povos verão e julgarão Jerusalém (v.1-14).


2.Agora o profeta recebe um grande golpe, contudo, Deus não quer que ele chore. Ele perde a própria esposa, o desejo dos olhos dele. Nem dos rituais de lamentação era para ser guardado por Ezequiel com a morte da esposa. Rebuçar significa cobrir com rebuço que é a parte da capa que cobre o rosto. “... de acordo com as tradições judaicas um lamentador não podia comer do seu próprio pão, mas era obrigado a comer o pão dos outros...” {Gill}. Mas, o profeta não podia comer o pão dos outros. O povo ficou intrigado com a atitude do profeta e quis saber o que significava. A explicação era a seguinte: o desejo dos olhos do povo era o santuário e Deus o profanou e os filhos, a espada os matou. Apesar dessa calamidade o povo não podia lamentar em voz alta, exatamente como Ezequiel. No dia da calamidade de Jerusalém o profeta poderá falar, mas sempre contra Jerusalém. Deus não ficou em silêncio para o povo, mas a Sua palavra foi de reprovação, pois a cidade de Jerusalém foi sanguinária, mais ainda do que foi Israel. A partir de agora, as profecias são contra os povos vizinhos de Jerusalém (v.15-27).

Um comentário:

  1. Obrigado por sua explicação ela me ajudou a tirar as minhas duvidas

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