Daniel 1


Capítulo 1: Daniel e seus amigos na Babilônia
1.Quando a Babilônia levou os cativos de Judá para si, aquele império começou pelas pessoas importantes e de capacidade de Israel. Nessa leva de jovens talentosos, Daniel e os seus amigos foram levados para a Babilônia. O que é impressionante na história que se segue é o modo como Deus chamou a atenção dos babilônios através de quatro jovens (v.1-3).

2.É verdade que a integridade que fala aqui é integridade física. Mas o rei não aceitaria jovens perfeitos fisicamente, mas sem habilidade intelectual e sem presença marcante de espírito. Deveriam ser jovens que impressionassem tanto pelo físico, quanto pela inteligência e pela presença de espírito. Hoje há uma forte tendência entre os jovens, rapazes e até entre as moças, para se ter um físico forte e musculoso. Por isso, malham. Moças musculosas é o novo padrão de beleza entre os jovens. Mas os jovens deveriam se preocupar em se preparar intelectualmente e, principalmente, com um intelecto que alcance as verdades bíblicas. Os jovens, além de boa aparência tinham de ter condições para estar diante do rei, pois eles aprenderiam a gramática e a conversação dos caldeus. O estudo nunca é perdido. O jovem que se prepara intelectualmente na vida terá oportunidades que só vai saber quando chegar o momento. Não é difícil achar jovens capacitados intelectualmente, porém, é muito difícil achar um jovem íntegro diante de Deus. Com uma vida espiritual irrepreensível, mas esta é justamente uma das grandes diferenças entre jovens que andam com Deus e dos que não andam (v.4).


3.Havia um preparo para que pudessem se apresentar efetivamente ao rei. Eram selecionados, mas também eram preparados. A Bíblia diz que este preparo seria de três anos. Paulo se preparou por três anos para se apresentar aos crentes. Muitas escolas bíblicas preparam seus alunos por três anos. Seja como for, Deus quer jovens preparados em santidade para começar a desenvolver para o Rei os seus serviços. O rei dos caldeus não admitiria seus antigos nomes hebreus. Precisavam de nomes mais apropriados. Deus está fazendo uma mudança de vida nos jovens. Deus não admite uma vida nova com um antigo caráter. É curioso saber quais os significados dos nomes hebreus e os novos nomes que ganharam em Babilônia (v.5-7).

Daniel significa “Deus é meu juiz” e passou a ser chamado Beltessazar que significa “Bel proteje sua vida”
Hananias significa “Deus tem favorecido” e passou a ser chamado Sadraque que significa “Ordem de Aku, o deus da Lua”
Misael significa “Quem é como Deus” e passou a ser chamado Mesaque que significa “Quem é como Aku”
Azarias significa “Jeová tem ajudado” e passou a ser chamado Abednego que significa “Servo de Nego”

4.Daniel com seu novo nome, “O Senhor dos tesouros restritos” quis restringir a boa comida do rei. Ele teve um desejo de se santificar para o Senhor. Não se pode negar que a comida era de excelente qualidade e que o povo de Israel estava passando fome, mas Daniel não olhou para os prazeres desse mundo, antes propôs para o eunuco uma dieta “santa”. Muitos jovens querem se aproximar o quanto podem dos estilos do mundo, “agradáveis ao paladar”, mas nessa tentativa de trazerem os bons frutos acabam fazendo da nossa mesa um banquete com comidas muito estranhas ao nosso paladar. Que saudade da boa verdura! Nada complicado, nada indigesto e saudável. A santidade do jovem se vê no viver diário. A pureza sexual faz o jovem que anda com Deus diferente dos demais que naufragam diante do apelo sexual intenso (v.8).

5.Alguns jovens não aceitam ser examinados, acham que suas vidas não interessam a ninguém, senão a eles apenas. Isto é no mínimo orgulho, pois todos nós estamos sujeitos ao exame dos outros. Só assim aparecem os aprovados e os reprovados. Mas não se deixar ser examinado pode esconder algo mais sério do que um orgulho disfarçado, pode ser pecado encoberto. O pecado encoberto destrói as forças do jovem. Daniel teve uma vida aberta e sincera diante de Deus e dos homens, por isso, “achou graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos” (v.9).

6.Daniel propôs um teste de dez dias com uma dieta bem familiar a ele. Daniel tinha tanta certeza do que estava falando que até limitou um tempo e deu a sua palavra. Os jovens que andam com Deus, também se deixam ser examinados. Que desafio se jovens resolvessem aplicar os princípios da Palavra de Deus por dez dias. O resultado seria uma vida santa e todo jovem desejaria continuar essa “dieta espiritual”. Muitos jovens andam da maneira errada porque nunca tiveram uma experiência real com o Senhor. Isto faria muita diferença (v.10-14).

7.O apóstolo João disse que os jovens são vitoriosos e esta vitória não é pouca coisa. Os jovens vencem o Maligno (1 Jo 2.13-14). Provavelmente as comidas do rei não eram saudáveis. Poderiam ser até saborosas, mas não se igualava com a dieta do povo de Israel. Os prazeres do mundo têm o seu encanto e suas delícias, mas não produzem a saúde espiritual que o jovem precisa. Os quatro jovens mostraram que a sua vida era vitoriosa. A vida deles não consistia apenas de palavras, mas de poder e de eficácia. Palavras não provam nada; a vida vitoriosa sim. O jovem fará diferença neste mundo quando mostrar em sua própria vida que a “dieta espiritual” está funcionando. Ler a Bíblia e orar dá certo. Dá saúde e preparo espiritual. Jovens vitoriosos ganham oportunidades. Uma dieta de dez dias lhes deu dez vezes mais entendimento. Se jovens andarem em vitória com Deus, o Senhor lhes dará oportunidades e serão úteis para a glória de Deus. As diferenças de jovens que andam com Deus são notáveis, pois são íntegros, santos, abertos ao exame e são vitoriosos. Nossa sociedade precisa urgentemente de jovens assim, pois os jovens que a sociedade está produzindo são enganosos, violentos, e até assassinos de seus pais (v.15-21).

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