Isaías 48


 Capítulo 48: As promessas envolvidas no cativeiro de Judá

1.A promessa de purificação (v.1-11)
2.A promessa de repatriamento (v.12-16)
3.A promessa de redenção (v.17-21)

1.A certeza do cativeiro e da libertação é dada ao profeta por Deus de Israel. A nação tem o nome de Deus, mas não anda conforme a vontade Dele. Há crentes que mesmo levando o nome de Cristo não andam como Ele deseja, por isso, é necessário a purificação de vida e isto, às vezes, vem através da disciplina. Tudo o que Deus disse que aconteceria com Israel, aconteceu. Em Deuteronômio 30, antes mesmo de entrarem na Terra Prometida, vindos do Egito, Deus disse que seriam levados para o cativeiro. O crente desobediente não percebe o plano de Deus purificador até que seja disciplinado por Ele (v.1-3).


2.A dureza de caráter não sai tão fácil de alguém. A disciplina é uma possibilidade, mas, ainda assim, a obstinação de alguns pode chegar ao ponto de desvio total e até à morte. Deus já antecipou muitos séculos antes a predição do cativeiro e a libertação para que, quando acontecesse, o povo não atribuísse aos ídolos, principalmente, a libertação. O orgulhoso gosta da frase: “Eu já sabia”, mas Deus providenciou uma surpresa para Israel, a libertação do cativeiro, a queda da Babilônia e a simpatia de Ciro, rei da Pérsia, pela nação (v.4-7).

3.Deus sabe todas as coisas antes delas acontecerem. Isto não significa que Ele não dê ao indivíduo a liberdade de escolha. Ninguém está determinado por Deus a cometer o pecado e nem obrigado a aceitar a Sua Palavra. É um erro a doutrina do Teísmo Aberto que diz que Deus não sabe o futuro, mas também é um erro a doutrina que diz que Deus não permite mais ao homem, desde a queda de Adão, a liberdade de escolha. A soberania de Deus jamais isentou o homem de sua responsabilidade. O Senhor poderia ter acabado com Israel, mas Ele adiou a Sua ira para salvar o povo. A aflição de Israel tornou a sua bênção, pois a purificação ainda virá pelo sofrimento da nação. A glória de Deus foi penhorada na nação de Israel. Ele jurou por Si mesmo um bom êxito para a nação (v.8-11).

4.O repatriamento de Israel é um assunto abandonado por muitos crentes porque seus líderes deixaram de ensinar o futuro de Israel. A doutrina da substituição de Israel pela Igreja ganhou um tamanho extraordinário e fez com que a escatologia bíblica fosse severamente afetada com ensinos alegóricos. Porém, se Deus não cumprir as suas promessas para com Israel, no mínimo a Bíblia ficará com lacunas inexplicáveis. Foi Deus quem chamou a nação de Israel para um propósito que incluiu o estabelecimento do reino messiânico. Deus que criou a terra é o mesmo que repatriará a nação de Israel. Assim como repatriou Judá setenta anos após o cativeiro, fará isso com toda nação de Israel no final da tribulação para a entrada do Milênio (v.12-14).

5.O repatriamento de Israel será acompanhado da prosperidade da nação. A habitação segura não é possível no atual momento político, mas Deus resolverá isso com a descida do Messias para libertar a nação. Deus chamou a nação através de Abraão e um dia chamará através de Jesus, o Messias, em Sua vinda gloriosa. O profeta Isaías pensava sobre o significado dessas promessas. Nem tudo ele entendia, mas ele cria que Deus revelaria todo o segredo, um dia. Enquanto isso, ele era obediente ao Espírito e transmitia as profecias as quais não devemos, hoje, ignorá-las, pois muitas, ainda, não foram cumpridas (v.15-16).

6.Nenhuma promessa a Israel seria efetivamente cumprida, no final, se não houvesse a redenção. O coração duro do povo precisa ser transformado. A conversão da nação não aconteceu ainda, mas a promessa de Deus é que acontecerá nos tempos terríveis de tribulação. O Redentor Jesus está salvando um povo para Si, hoje, e esse povo é a Igreja. Os judeus podem ser salvos e entrarem no Corpo de Cristo, não deixando sua nacionalidade, porém, entrando para o plano atual de Deus que não se limita a judeus ou gentios, mas é um novo corpo, uma nova nação (v.17).

7.A nação de Israel seria a nação, em todos os aspectos, físico e espiritual, um exemplo às demais nações do poder e cuidado de Deus. É claro que Deus não deixou o povo sem testemunho e nem mesmo o mundo, pois é só observar a História para ver que, apesar do sofrimento, a nação perdura de modo sobrenatural. No entanto, os sofrimentos nem precisavam existir se dessem ouvidos ao Senhor. Os descendentes de Israel seriam ainda maior, mas mesmo assim, a promessa de redenção se cumprirá (v.18-19).

8.Da mesma maneira como Deus livrou Judá do poder da Babilônia, assim fará no final da tribulação. O poder do Anticristo será insuficiente para derrotar Israel para sempre. A queda da Babilônia foi marcada pelo livramento de Israel, a Segunda Guerra mundial foi marcada pelo Holocausto e libertação dos judeus e a destruição do Anticristo será marcada pela redenção de Israel. As águas correndo da pedra faz parte do acontecimento no deserto quando da libertação do Egito e, agora, com a queda da Babilônia, cantam relembrando as bênçãos do Senhor no passado. Os perversos são consumidos em todas as épocas e jamais alcançam a paz com Deus, pois lhe fazem oposição (v.20-22).

3 comentários:

  1. Deus te abençoe Pércio esta explicação realmente contribuiu muito pra minha visão diante das provações que venho passando , tenho clamado pela água de Agar no deserto.
    estou esperando realmente pelo um milagre e uma restauração completa .

    Deus continue te abençoando

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    1. Cleideanne, provações com as suas estão sendo provadas por crentes no mundo todo, aplicando as palavras do apóstolo Pedro. Fique firme, o Pai nos ama e sempre cuida.

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  2. Muito bela explicação.
    Isso facilitou o entendimento da Palavra

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