Isaías 49


Capítulo 49: O Servo do Senhor e a Restauração de Israel

1.O Servo do Senhor (v.1-7)
2.A restauração de Israel (v.8-26)

1.Há uma mudança no livro de Isaías a partir deste capítulo. Até agora, o profeta enfatizou que Deus é o único e que os ídolos e as nações ímpias serão destruídos, mas a partir desse ponto de suas profecias, a ênfase é sobre o Messias e o futuro glorioso da nação e de todos os que O aceitarem. O Messias é Jesus Cristo. Ele foi chamado desde antes do nascimento. Ele é o Deus eterno, Encarnado, preparado para alcançar o mundo todo (v.1).

2.Jesus Cristo foi preparado pelo Pai para o mundo. Ele é o Filho obediente desde antes de existir o mundo. É um erro doutrinário ensinar que Ele só se tornou Filho na Sua Encarnação. Ele está preparado na aljava de Deus para ferir o mundo no tempo determinado por Ele. A nação de Israel também é chamada “servo”, porém, aqui, a referência é ao Messias de Israel, uma vez que a nação carregou o nome de Deus, mas não em justiça (veja 48.1). O Messias é o verdadeiro “Príncipe com Deus” que é o significado de Israel. Deus é glorificado Nele, embora, até o momento, a nação não O tenha recebido (v.2-5).


3.Ele não apenas trará Israel à sobriedade, mas converterá as nações distantes de Deus. Graças ao sacrifício de Jesus Cristo, nós que estávamos longe da Sua Palavra e de Suas promessas, fomos salvos. Onde o nome Dele for pregado haverá salvação, mas também haverá muita rejeição. Quando Ele voltar ao mundo para julgar todas as nações muitos se converterão. Quando Jesus esteve na terra submeteu-se até aos governos tiranos para alcançar os perdidos. Um dia, até os governos tiranos O reconhecerão como o único Senhor (v.6-7).

4.Esse Servo salvará a nação de Israel, assim como Ele tem salvado os pecadores que reconhecem Sua divindade e aceitam-No como o único salvador. A salvação para Israel não é apenas espiritual e celestial, mas é uma restauração dos territórios, pois a promessa feita a Abraão é de uma grande nação e um grande território. Há promessa de abundância de frutos, de fontes de água e de pastos verdejantes (v.8-10).

5.Onde precisar tirar montanhas, Ele fará. Onde precisar montes, Ele levantará. As estradas serão alteadas ou exaltadas. Haverá conversão de povos que não imaginávamos que existissem ou que aceitariam a mensagem. Alguns interpretaram Sinim como o distante país da China. Jesus não se limita a Israel, mas está salvando pessoas de todas as nações e línguas. O Servo do Senhor convida a todos para se alegrarem Nele em quem há consolo. A Igreja precisa levar o Evangelho a todas as tribos para que também participem da bênção de conhecê-Lo e serem salvas (v.11-13).

6.A nação de Israel está chorando quando deveria se alegrar no Salvador. A choramingação de abandono é injusta, pois Ele jamais abandonou a nação. Há algumas mães que abandonam seus filhos. Algumas até faziam isso pensando no bem-estar dos filhos, deixando-os nas portas de orfanatos e casas de ricos. O povo de Deus é tão importante para Ele que está escrito nas mãos Dele[1]. É interessante como algumas pessoas escrevem os recados, números e nomes na palma da mão para não se esquecerem. Note que ao mencionar os muros, o profeta lembra ao povo de Israel que Jerusalém está estabelecida no coração de Deus e voltará a estabelecer na terra como a capital da nação e a capital de adoração do mundo. Os inimigos serão arrancados da cidade, mas o povo de Israel recolocado (v.14-17).

7.Os judeus que comporão a nação de Israel no reino do Messias são o ornamento da nação. Jerusalém será pequena para o número de pessoas que desejará morar perto do Senhor, mas a prioridade será do povo de Israel redimido pelo Messias. As demais nações O adorarão através de seus representantes uma vez por ano. Israel verá filhos que nem sabia existir. A bondade do Senhor será demonstrada por meio do cumprimento dessa promessa maravilhosa, a restauração da nação de Israel. Nós, Igreja, já temos nossa salvação resolvida, mas a nação de Israel ainda precisa voltar para o Servo do Senhor, Jesus Cristo, o Messias (v.18-21).

8.Deus não mais se envergonhará de Israel e a nação também não mais envergonhará Deus. A bandeira de Israel será levantada, as nações se aproximarão de Israel para adorar Aquele que é digno de louvor, Jesus. As nações se humilharão, pois por toda a História desprezaram a Deus e o Seu povo, Israel (v.22-23).

9.Os tiranos são os governadores deste mundo, sendo que Satanás é o maior tirano o qual mantém firme seus escravos, os pecadores sem Cristo. Satanás não tem mais poder depois que o pecador aceita a Jesus Cristo como Seu Salvador pessoal e único. A nação de Israel não será destruída, nem por Satanás e nem pelas nações inimigas. A perdição virá contra os inimigos do povo de Israel. O diabo não vencerá o Servo do Senhor que é o Redentor de Israel e dos pecadores que chegam até Ele, arrependidos e convencidos pela Palavra de Deus que são pecadores sem esperança fora Dele, aceitando o sacrifício substitutivo de Jesus na cruz (v.24-26).


[1] Aqui um antropormofismo, ou seja, uma figura humana para retratar o Deus invisível.

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