Mateus 11


Capítulo 11: João, os graus de condenação e o descanso em Jesus
1.O Senhor Jesus enviou os discípulos para pregarem, mas Ele mesmo não ficou sem pregar, pois pregou nas cidades dos discípulos, ou seja, na Galileia. João Batista queria saber se valeu a pena a vida e ministério dele. O desejo de saber se cumpriu a missão a qual Deus o separou. A resposta de Jesus para João não foi um “sim”, mas a demonstração dos fatos para que o próprio João comparasse com as Escrituras (Isaías 35.5-6 e 61.1). Jesus passa a elogiar João e seu ministério. João não foi inconstante como um caniço ao vento, nem ostentou riquezas e pompas. Foi o último profeta e aquele que anunciou o Messias. O menor no reino dos céus é maior do que João, visto que este não participou do reino que pregou, pois foi tirado do mundo antes do estabelecimento do reino, que aliás não foi estabelecido como poder político, mas no coração dos salvos. O reino rejeitado é recebido ou tomado por esforço pelos que creem. Seria mais fácil se todo o Israel aceitasse. João Batista cumpriu algum aspecto do ministério de Elias, mas não totalmente, por isso, esperamos a vinda de Elias antes da vinda de Cristo Jesus para o estabelecimento do reino na terra. Os judeus ficaram como crianças que não sabem brincar direito. João era visto como um endemoninhado por viver isolado e de modo frugal. Jesus era visto como um glutão por comer na casa de pecadores. O resultado de ambos os ministérios justifica a sabedoria de Deus (v.1-19).


2.Em Mateus 10.15, 23:14, Marcos 6:11 e Lucas 10:12, o Senhor Jesus fez menção de grau de punição baseado na luz recebida e rejeitada. Os registros das obras em Apocalipse 20.11-15 determinam quais penalidades cada um deve receber. Se assim não fosse não seria necessário lembrar de todas as obras, pois todos os que ali estão já estão perdidos por toda a eternidade. Os graus de punição são uma realidade e, por isso, o julgamento de cada um segundo as próprias obras de cada um. Embora seja defendida neste material a ideia dos graus de punição, de modo nenhum é apoiada a ideia de que alguém no estado eterno de Perdição possa ser transferido para lugar melhor (v.20-24).

A justiça de Deus sugere que haverá grau de punição, principalmente, pelo fato de alguns terem a oportunidade de ouvir tantas vezes sobre a Pessoa do Redentor e não terem dado importância (Mt 10:15, Mc 6:11, Lc 10:12, Lc 12:47-48, Rm 2:6, Gl 6:7-8, At 17:31, Jd 15, Jó 34:11, Is 3:10-11, Mt 12:36-37, 1 Sm 2:3, Sl 9:7-8, 96:10-13, 98:9, Ec 11:9, 12:14, Ez 18:30, Mt 25:31-46). Outras referências sobre este assunto: Sl 62:12, Jr 17:10, Mt 16:27, Rm 14:12, 1 Pe 1:17, Ap 22:12, Ef 6:8, Col 3:24, Ap 2:23. O princípio é o mesmo para salvos e não salvos, porém, em tribunais distintos e num caráter distinto, também.

Não podemos culpar o incrédulo por suas boas obras, já que este tem a capacidade para fazê-las como por exemplo, não-cristãos que protegeram os judeus em épocas de perseguição como na Alemanha na época de Hitler, em que um Tcheco por nome Schindler do partido Nazista empregou judeus em suas fábricas com o fim de salvá-los, enganando o próprio sistema do qual era membro. Também, houve não-cristãos em Roma e na Rússia que protegeram judeus. Sabemos que para a Salvação estas boas obras não terão nenhuma eficácia, pois a incredulidade ultrapassa o peso de qualquer boa obra.

Sobre “tamanho de pecado” ver as seguintes referências[1]: Êx 32:30-31 (gadol), 1 Sm 2:17 (gadol), 12:17 (rab), 2 Rs 17:21 (gadol), 2 Cr 28:13 (rab), Ed 9:7,13 (gadol), Ne 13:27 (gadol), Jó 22:5 (rab), Jr 26:19 (gadol), Ec 2:21 (rab), Jr 11:15 (rab), Sl 19:13 (rab), 25:11 (rab). Ver Gn 1:16 (gadol).

3.O foco de Cristo vai mudando do povo escolhido para oferecer a todos os que precisarem de descanso que venham até Ele. Os pequeninhos no versículo 25 são todos aqueles que aceitaram a mensagem de Cristo, enquanto outros estão rejeitando o reino dos céus. O Filho é a revelação máxima da graça de Deus. Ele quis se revelar a todos, portanto, todos podem aceitar a mensagem da graça e serem salvos (v.25-30).



[1] As palavras hebraicas “gadol” e “rab” se referem a tamanho e quantidade. Nas referências acima mostram 7 vezes cada.

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