Mateus 12


Capítulo 12: O sábado, a blasfêmia, Jonas, Satanás e a família de Jesus
1.O sábado era uma figura do descanso que há em Cristo. Ele é o nosso sábado. As curas aos sábados eram propositais, pois Cristo queria mostrar aos fariseus a hipocrisia deles e a misericórdia Daquele que é o Messias. Havia base no Velho Testamento para fazer as coisas necessárias no sábado, inclusive sacrificando, que não deixava de ser um trabalho. Ele curou o homem com a mão ressequida e depois disso Mateus encontrou na profecia de Isaías 42.1-4 o cumprimento da rejeição de Cristo e o alcance dos gentios, comparados aqui como a cana quebrada e a torcida que fumega no pavio (v.1-21)

2.Neste capítulo a rejeição é evidenciada pela acusação de que Cristo era energizado pelo Diabo. É a blasfêmia contra o Espírito Santo, isto é, atribuir a Satanás as obras do Espírito Santo. No Evangelho de João também se dá no capítulo 12 a rejeição, ou pelo menos, o término do ministério de Jesus com os não salvos. Este pecado assume três características, apresentadas a seguir (v.22-37).


Primeiro, os fariseus se colocaram ao lado de Satanás acusando Jesus de estar ligado ao próprio Satanás. Esta acusação não é simplesmente contra Jesus, mas contra o Espírito Santo que dava poder a Ele para expulsar os demônios. Os fariseus podiam não acreditar no ministério de Jesus Cristo, mas o que responderiam em relação ao Espírito Santo tão conhecido por eles nos escritos do Antigo Testamento?

Segundo, este pecado foi determinado por uma situação especial. Falar contra o Espírito Santo não era apenas um pecado da língua, mas mostrava aquilo que, de fato, estava em seus corações. Além da perversidade de seus pensamentos, as suas ações eram muito conscientes, uma vez que estavam face a face com Cristo, após presenciar o ato que só poderia vir de Deus. Seria impossível duplicar este pecado hoje, pois Cristo deveria estar pessoalmente diante de alguém executando uma obra e esta pessoa conscientemente acusá-Lo de ter demônios.

A terceira característica deste pecado é que não houve perdão, pois não foi uma rejeição de testemunho ou de ensino, mas uma rejeição clara de uma pessoa presente. Deus não restringiu Sua graça salvadora, simplesmente o homem não aceitou a salvação e, ainda, “cuspiu” nela. O destino eterno é decidido pelas ações presentes desta vida e o homem tem livre escolha de aceitar ou rejeitar.

3.O Senhor Jesus não mais apresentaria o reino dos céus para os fariseus, pois seria jogar pérolas aos porcos. O reino seria adiado até Cristo vir pela segunda vez. A mensagem agora era a respeito de Sua morte e o reino do coração dos fiéis. Ao pedirem por algum sinal, Jesus se negou a falar do estabelecimento do reino, mas falou da Sua morte e ressurreição. Ele usou a figura de Jonas no ventre do grande peixe. Por causa das palavras tão claras, três dias e três noites, ou seja, 72 horas, os comentaristas estão divididos quanto ao cronograma da crucificação. Os que acham que Cristo morreu na sexta-feira dizem que são partes dos três dias e os que acham que Ele morreu na quinta-feira dizem que são três dias e três noites literais, tarde da quinta até à tarde do sábado. Quanto à ressurreição não há dúvida, foi no domingo pela madrugada (v.38-42).

4.O objetivo de Jesus em descrever a possessão demoníaca aqui foi para comparar com situação de Israel. A nação foi varrida de toda a idolatria e pecado pelo ministério dos profetas, a disciplina do cativeiro, a pregação de João Batista e o ministério de Jesus, mas como a nação não aceitou o Messias, o seu estado ficará muito pior e terá de sofrer bastante até encontrar o Messias novamente (v.43-48).

5.Cristo não é especial de alguns ou de sua própria família. Ele mostrou que há um novo relacionamento que não se limita ao parentesco (v.46-50).

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