Mateus 13


Capítulo 13: As parábolas do reino dos céus
1.Cristo veio para ser o Rei de Israel, porém, foi rejeitado. A partir daí abriu-se um intervalo chamado “Os mistérios do reino” é conhecido como “o Reino postergado” ou “o período da ausência do Rei”. Cristo voltará a lidar com Israel, mas por enquanto está salvando os gentios por todo o mundo e também judeus que se tornam Igreja de Cristo. A seguir um resumo de cada uma das parábolas. No final do capítulo vemos que Jesus foi rejeitado até mesmo pelos humildes moradores de Nazaré, seu lugar de criação (v.1-58).

As parábolas de Mateus 13 (Os mistérios do reino dos céus)
1.O semeador. É um período de sementeira que resultará em colheita e separação. Jesus é o semeador, a Palavra é a semente, os inimigos são as aves (Satanás), os espinhos são o mundo e os pedregais são a carne.


2.O joio e o trigo. O joio e o trigo crescem juntos até a 2ª Vinda de Cristo. O trigo é recebido no reino milenar e o joio é lançado fora à espera da 2ª ressurreição para ser lançado no Lago de Fogo.

3.A semente de mostarda[1]. Trata-se de um crescimento anormal, não real. O homem é Cristo, a semente é a Palavra e o campo é o mundo. A semente cresce e transforma-se numa enorme árvore. Isto significa o crescimento do Evangelho, porém, esse crescimento fez com que pousassem muitos inimigos de Deus, as aves, aproveitando-se da sombra e frutos para os seus próprios interesses. É o caso das heresias que estão usando o Evangelho e descansando em sua sombra e até roubando os seus frutos causando, assim, muitos males.

4.O fermento. A farinha é a doutrina de Cristo, o fermento é maldade e corrupção. Portanto, o fermento que é o falso sistema religioso com suas heresias, afeta a massa que é a boa doutrina de Cristo. A mulher representa o falso sistema religioso.

5.O tesouro escondido. O campo é o mundo, Cristo é o comprador e Israel é o tesouro escondido que perdeu o seu lugar para a Igreja. Porém, Cristo comprou o campo que é o mundo e quando desenterrar o tesouro pegará de volta Israel através do remanescente fiel.

6.A pérola de grande valor. A pérola de grande preço é a Igreja. A formação e o desenvolvimento da Igreja cobrem um grande período do mistério do reino. A epístola aos Efésios apresenta a Igreja como mistério. A Igreja não é o reino, mas faz parte do mistério do reino e também é chamado de mistério, pois nenhum profeta jamais anunciou a Igreja.

7.A rede de arrasto. Segue o mesmo princípio da parábola do joio e do trigo. A rede é deixada no mar por algum tempo. A rede representa o Evangelho e o mar representa o mundo, as nações. Ao final da pescaria a rede é arrastada até a praia. Alguns peixes são ruins. Isto diz respeito aos crentes nominais os quais foram simpáticos ao Evangelho e talvez até trabalharam para Cristo, contudo jamais foram salvos (Mt 7:21-23).

A conclusão do estudo das parábolas do mistério do reino. Vimos no estudo dessas parábolas que durante o intervalo que separa a rejeição do reino e o estabelecimento deste há uma mistura de verdade com a falsidade, salvos e não salvos. É exatamente nesse período que a Igreja está situada. A conclusão está nos v.51-53 onde as “coisas velhas” são as velhas verdades do Antigo Testamento e as “coisas novas” são as novas revelações de Cristo para Israel através dessas parábolas. Certamente os escribas e os fariseus, os copistas das Escrituras e os intérpretes delas, estavam confusos, pois nada disso foi falado pelos profetas. Os que não são pré-milenistas não gostam dessa interpretação e as chamam de “Teoria do reino Postergado”.



[1] A mostarda em um ano chegava a 8 mt. O cedro pode medir 40 mt de altura e 3 mt de diâmetro, portanto, a mostarda não é a maior das árvores. O crescimento mencionado por Jesus é anormal, assim como o evangelho na época do intervalo do reino.

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