Mateus 15

Capítulo 15: A tradição, a mulher cananeia e a outra multiplicação
1.Moisés não dera essas leis de purificação, mas foram os rabinos que acrescentaram leis cerimoniais à Lei de Moisés. Essas leis, além de serem acréscimos à Lei de Deus, muitas vezes contradiziam, como por exemplo, o Corbã[1] (ver v.5 e Marcos 7.11). Deixavam de sustentar e cuidar dos pais idosos para servirem a Deus com aqueles recursos. O Senhor Jesus não pede isto de ninguém e este voto nada vale. O apóstolo Paulo ensinou a respeito disso em 1 Timóteo 5.8. Ninguém deve abandonar os pais idosos e dependentes, nem mesmo com o motivo missionário. Jesus condenou aquelas leis cerimoniais da limpeza de pratos e mãos[2]. Entre os fariseus e escribas havia a tradição
que se tornou a Mishná (Lei oral). Segundo eles, Moisés deu a lei oral, além da Lei escrita (v.1-20).

2.A missão de Cristo no mundo era ajuntar os judeus para o reino prometido. Os gentios seriam abençoados pela bênção dos judeus. Porém, ao rejeitarem o Seu Messias, Ele deixou de Se apresentar à nação de Israel como o Cristo e até aceitou conversar com gentios, como este lindo exemplo da mulher cananeia, da Fenícia. A seguir, algumas perguntas que aplicam este ensino (v.21-28).

A mulher cananeia (Mt 15.21-28 e Mc 7.24-30)
1.Até onde você iria para anunciar o evangelho?
2.Você se lembra de alguém aflito agora por causa de um parente?
3.Alguém está cansando você por causa dos seus problemas?
4.Você entende qual é o seu propósito neste mundo?
5.Teria algum povo que deveríamos reter o evangelho?
6.Você já conheceu alguém insistente para conhecer Deus e não apenas receber suas bênçãos?

3.Enquanto Jesus era rejeitado como o Cristo pelos poderosos da nação, os miseráveis eram beneficiados com Seus feitos. Na segunda multiplicação devia ter umas 12 mil pessoas. O Senhor Jesus, semelhante à primeira multiplicação, mostra que não apóia o desperdício, mesmo sendo o próprio Deus e podendo multiplicar comida o quanto Ele quisesse (v.29-39).


[1] Corbã significa oferta que mais tarde veio a designar um voto irrevogável.
[2] A questão não é higiênica, mas religiosa. Jesus condena o esforço humano para agradar a Deus. Da mesma forma, não somos contra os vegetarianos, mas todo aquele que busca uma alimentação saudável para chegar a Deus, isto é doutrina de demônios (veja 1 Timóteo 4.1-5).

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