Mateus 19

Capítulo 19: O divórcio, as crianças e o jovem rico
1.A aceitação do divórcio é uma rejeição do pronunciamento claro de Cristo[1]. Aceitar o divórcio é o mesmo que dizer: “Eu sou duro de coração e ainda vivo nos rudimentos da Lei de Moisés”. As duas escolas que se dividiram por causa do assunto divórcio e a interpretação de Deuteronômio 24.1-4 são as escolas do rabino Shamai e do rabino Hillel. Shamai era rígido proibindo o divórcio, exceto por infidelidade, mas Hillel era mais liberal permitindo ao marido dispensar a esposa até mesmo se ela deixasse a comida queimar. O Senhor Jesus é Aquele que instituiu o casamento e quer que continue como começou, ou seja, até que a morte separe o casal. O casamento é a união da carne e não do espírito, por isso, a morte somente separa o casal. A infidelidade acaba com o casamento, mas é duvidoso que deixa as pessoas (infrator ou vítima) livres para um novo casamento. Jesus não proíbe o celibato, mas adverte que é somente para alguns que são aptos ou os que têm em si o dom do celibato
para servir ao Senhor (v.1-12).

2.Novamente Jesus lembra os discípulos a respeito da humildade ilustrada nas criancinhas. Os adultos têm a facilidade de se esquecerem de sua infância e rejeitarem as crianças como se fossem intromissões indesejáveis. Quando esta atitude entra nos meios evangélicos, facilmente detectamos os sintomas nas Escolas Dominicais fracas, nas repreensões públicas nos cultos por causa do “incômodo dos bebês” e na falta de jovens que um dia foram crianças nas igrejas (v.13-15).

3.Aqui em Mateus não é mencionado que aquele jovem rico chamou Jesus de “bom”. Não existe nenhum homem bom, só Deus é bom, portanto, Jesus quer que o jovem expresse o que pensa de Jesus, é um homem ou é Deus? A obediência aos mandamentos seria a prova da perfeição, mas na vida de todo o ser humano já ficou bem provado que ninguém é perfeito para obedecer a todos os mandamentos. No entanto, o jovem tem a oportunidade de confiar em Jesus e fazer o que Ele manda naquele momento. O mais sério não foi a sua mesquinhez quanto aos seus bens, mas o fato de chamar Jesus de bom e não confiar Nele como Deus. Seria como alguém perguntar para um candidato à obra missionária: “Se Deus te chamasse para ir a tal lugar, você iria?” Quando Deus chama por que alguém duvidaria? As riquezas podem desviar as pessoas do discipulado de Cristo. O sentido do termo regeneração que Cristo usou no versículo 28 não se trata da salvação individual, mas refere-se à nova criação e renovação da terra, ou seja, o estabelecimento do Seu reino. Note que Ele prefere usar o termo Filho do homem e menciona o julgamento da nação de Israel. Ele fará justiça a Israel depois de toda a perseguição que sofrerá, por isso, estabelecerá o trono de Sua glória no final da Tribulação para a entrada do reino. Os primeiros que receberão a proclamação do reino podem ficar para trás por rejeitarem e os que vierem depois poderão aceitar o reino e entrar nele (v.16-30).


[1] Leia o artigo “Quando um cônjuge é infiel” de Tim Jackson.

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