Mateus 21


Capítulo 21: A entrada triunfal, o templo, a figueira, o batismo de João, os dois filhos e os lavradores maus
1.Cristo é o Rei rejeitado, mas ainda assim Ele cumpriu a profecia de entrar em Jerusalém montado em um jumentinho. Hosana vem do hebraico “Yassa” (Salvação) e “Na” (Agora). A salvação chegou nesse momento aos judeus, entrando pelas portas de Jerusalém, montada em um jumentinho (v.1-11).

2.O erro não estava em negociar os animais e nem fazer transação cambial das moedas, mas o erro estava em fazer tudo aquilo nas dependências do Templo e não nas imediações, pelo caminho. Com toda a certeza Jesus, também, não apoiava a exploração nos preços. Jesus é Deus e Sua autenticidade é vista nesta atitude. É o zelo de Deus. Ali no templo Jesus curou a todos e enfrentou a fúria dos sacerdotes e escribas. Cristo foi rejeitado pelos doutores, mas reconhecido pelas crianças (“nephios”) como o Filho de Davi (v.12-17).


3.A nação de Israel se tornou como a figueira sem frutos, rejeitando a Cristo. A oliveira e a figueira eram usadas como árvores-símbolo da nação de Israel. É claro que o Criador da figueira não está zangado com a “desobediência” da árvore em não produzir frutos, mas Ele quer ilustrar a situação da nação de Israel que se tornou estéril por rejeitar a Cristo. Assim como Ele se importa mais com o homem do que com os pássaros, Jesus está mais interessado nos frutos dos judeus do que nos frutos de uma figueira (v.18-22).

4.O Sinédrio é quem emitia “certificado de ensino” por assim dizer. Alguém só tinha autoridade para ensinar publicamente se a recebesse do Sinédrio. Para purificar o templo e curar pessoas, Jesus precisava ter credencial do Sinédrio e, por isso, o confrontam. Jesus responde insinuando que o batismo de João era divino e, portanto, o Seu ministério também vinha de Deus. Os judeus ficaram em situação difícil, pois João era reconhecido pela multidão como um verdadeiro profeta de Deus e qualquer rebelião do povo contra o Sinédrio seria um desastre político, pois os judeus dependiam de paz territorial, religiosa e política para continuar com seus privilégios concedidos por Roma (v.23-27).

5.Cristo ofereceu a oportunidade para os judeus, assim como o pai aos seus dois filhos. Os religiosos seriam os primeiros a dizer “eu vou para a vinha trabalhar”, mas acabaram não indo, ou seja, não creram em Jesus como o Messias. Os publicanos e meretrizes seriam os últimos a aceitarem o convite, nos entanto, disseram “sim” aceitando Jesus como o Messias de Israel. Com esta parábola, Jesus continua a responder sobre a autoridade do batismo de João  (v.28-32).

6.Cristo é como o filho do dono da casa que foi morto. Ele é a pedra rejeitada, mas eleita pelo Pai. Jesus continua a responder sobre a autoridade do batismo de João, o qual foi um dos profetas mortos, assim como os outros lavradores-profetas (Jr 20.1-2, 37.15, 38.6, 1 Rs 19.10, 22.24, 2 Cr 24.21). O reino de Deus acabou sendo tirado dos judeus e dado à Igreja a qual se tornou, posteriormente, em sua maioria gentílica (v.33-46).

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