Mateus 22


Capítulo 22: As bodas, o tributo, a ressurreição, o mandamento e o Filho de Davi
1.Desde o capítulo 12 ficou bem claro que Cristo foi rejeitado pela nação de Israel. Portanto, quando Jesus fala do reino dos céus, Ele está se referindo àquele reino que seria estabelecido na terra, mas que teve que ter adiado por causa da rejeição dos judeus. O que vemos agora é um reino sem o Rei, mas que nem por isso deixou de ser um reino, só que não político, mas espiritual e vivo dentro do coração dos salvos. Os judeus rejeitaram as bodas do Príncipe Jesus, matando os profetas que a todos convidavam. O Rei, o Pai Celestial, chegou a queimar suas cidades.[1] Os gentios que acabaram formando a maior parte da Igreja são os desprezados que acabaram sendo bem-vindos. As vestes para a entrada no reino não são o nobre nascimento, o ser descendente de Abraão ou as boas obras, mas a exigência única que é crer em Jesus Cristo, o Filho de Deus, morto e ressuscitado pelos pecadores. O final da parábola mostra que os judeus não entraram na festa porque não quiseram. Os poucos escolhidos são os que entram pelo caminho estreito e não significa que Deus não queira salvar mais pessoas. Todos os que desejarem ser salvos poderão. O ensino de que Deus escolhe alguns para o céu
e outros para o inferno não tem base bíblica alguma e muito menos aqui, pois ficou bem claro que todos são convidados e todos podem entrar, desde que com as vestes da justiça de Cristo (v.1-14).[2]

Algumas aplicações marcantes desta parábola

1)      Muitas pessoas não querem vir até Jesus e participar desta maravilhosa festa da salvação (v.3).
2)      Nós os crentes somos os servos que saem convidando as pessoas para chegarem até Jesus (v.4).
3)      A salvação simboliza por essa festa é cheia de toda a sorte de alimentos (v.4).
4)      Os negócios desta vida atrapalham pessoas de serem salvas (v.5).
5)      Um convite que era para ser agradável se torna odioso, pois os pecadores não amam as delícias da Palavra de Deus e da Salvação em Jesus (v.6).
6)      Um dia o Rei virá não para convidar amorosamente, mas para destruir os que não querem entrar na festa da salvação (v.7).
7)      Ninguém é digno da salvação, mas se torna indigno definitivamente ao rejeitar o presente de Deus (v.8).
8)      As pessoas indignas da sociedade e reconhecidamente perdidas até pela própria sociedade tende a compreender mais rápido a salvação do que os moralistas e religiosos (v.9).
9)      Deus está a procura de maus e bons, ou seja, dos que são os piores pecadores e dos que acham que são melhores e bons, pois todos estão perdidos (v.10).
10)  Embora maltrapilhos no mundo, somos revestidos da justiça de Cristo ao entrar para a Igreja Dele (v.11).
11)  Ninguém pode enganar o rei com justiça (vestes) própria. Ele só aceita os revestidos das vestes da justiça de Cristo Jesus (v.11).
12)  O pecador sem a justiça de Cristo não terá argumentos no dia do juízo (v.12-13).


2.Novamente tentam pegar Jesus em alguma falha e, mais uma vez na questão financeira. Os herodianos eram os defensores de um governo romano absoluto em Israel por um rei com o título de Herodes. Juntaram-se aos fariseus contra Jesus. Assim como na pergunta capciosa a respeito do batismo de João, Jesus mais uma vez responde com uma contra-pergunta e deixa a todos calados. Esperavam que Jesus se rebelasse contra Roma ou que dissesse que outro era rei e não Ele próprio. Não fez nenhuma das duas coisas (v.15-22, ver também 17.24-27).

3.Os saduceus, como já é bem conhecido dos estudantes da Bíblia, não criam na ressurreição. Tentando apoiar seu ponto de visto e ao mesmo tempo querendo pegar Jesus em uma falha, usam a Lei de Moisés com respeito ao levirato, que era a união de um homem à sua cunhada para suscitar descendência do irmão falecido. Os saduceus sugerem uma briga de mulheres no céu, mas o Senhor Jesus deflagrou a ignorância deles com respeito às Escrituras e confirmou o ensino sobre a ressurreição lembrando a todos que Abraão está vivo. E, claro, ninguém duvidaria disso, pois todos são judeus e Abraão é o seu pai (v.23-33).

4.Os herodianos e os saduceus foram vencidos, agora os fariseus tentam novamente vencer Jesus com suas perguntas maldosas. Estavam tão enfurecidos contra Jesus que nem se importaram que a resposta de Jesus aos saduceus beneficiava os argumentos dos fariseus. Até os inimigos se uniram para enfrentar Jesus. O doutor da Lei de Moisés que devia conhecer de cor os 613 mandamentos que os judeus fizeram, quis confundir Jesus, mas este resumiu toda a Lei em dois mandamentos, que fazem parte de um só, conforme as duas tábuas: amar a Deus e amar ao próximo. No relato de Marcos 12.13-17, parece que o doutor foi tocado com a resposta de Jesus, porém, ainda precisa renunciar seus amigos incrédulos para entrar no reino de Deus (v.34-40).

5.Depois de tantas perguntas maldosas chegou a hora de Jesus perguntar, mas não com o objetivo de encontrar falhas neles, mas de dar-lhes a oportunidade de exercer fé Nele. Cristo mostra que o título “Filho de Davi” não se contradiz com Sua divindade, mas a reforça. Depois que ninguém mais conseguia fazer-Lhe perguntas, pois a todas o Senhor Jesus vencia de modo excelente, fizeram silêncio e Ele passa a falar dos fariseus aos Seus discípulos e a todos que os ouviam e (v.41-46).


[1] Os cativeiros da Assíria e Babilônia e a destruição de Jerusalém no ano 70 a.D. poderiam muito bem se encaixar nessa descrição.
[2] Sugestão de leitura sobre esses assuntos: Salvação Seletiva, A fé dos Eleitos de Deus, O que um Deus soberano não pode fazer, Por quem Cristo morreu, Predestinação e Eleição, O que acontecerá com aqueles que nunca ouviram o evangelho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário