Mateus 27


Capítulo 27: Judas, Pilatos, a crucificação, a morte e o sepultamento
1.Neste capítulo vemos que Cristo foi o sacrifício perfeito. A vontade de matar era muito grande, mas havia um empecilho que o Sinédrio precisava tirar do caminho. Nessa época a pena de morte judaica devia passar pelo tribunal romano para que este concedesse ou não a permissão. Enquanto isso, Judas o traidor, cheio de remorso e não de arrependimento entrou em desespero, mas já se tornara cúmplice do assassinato de Jesus. Não aceitaram o dinheiro, mas depois recolheram do santuário e compraram um campo para servir de cemitério para estrangeiros. Ele se enforcou em uma árvore na beirado de um precipício, o galho se rompeu e o seu corpo se rompeu com a queda (v.1-10, ver Atos 1.18-19).

2.Pilatos fingiu bem, mas não convenceu. Ele foi injusto com aparência de justo. Ele precisava julgar corretamente, mas ao mesmo tempo precisava agradar os judeus, pois todos os funcionários de Roma, principalmente os do alto escalão, eram obrigados a manter a paz em Israel, pois isto podia lhe custar a posição e aposentaria segura. Não se sabe quando surgiu o costume de libertar um prisioneiro na época da Páscoa e se foi idéia romana ou judaica. As pessoas queriam Jesus crucificado. O ódio de Satanás invadindo a humanidade. Se Satanás não desviou Jesus de Seu plano redentor para a humanidade indo para cruz, quem sabe Ele ficasse morto para sempre. Lembremo-nos que Satanás é um perdedor perseverante em lutar contra os planos de
Deus. A aceitação de qualquer maldição sobre os seus filhos acabou acusando a consciência dos judeus (Atos 5.28). Pilatos condenou Jesus à cruz, mas antes mandou aplicar-lhe o “flagelus” que era a terrível cena bem conhecida e cruel que tortura a vítima com chibatadas com pontas de metal ou ossos as quais feriam profundamente o corpo nu do indivíduo. Os soldados fizeram uma caricatura teatral com Jesus. Se Ele era o Rei, então precisa de um manto, de um cetro, de uma coroa e de muitas reverências (v.11-31).

3.Cirineu não foi nenhum bom samaritano, pelo contrário, foi obrigado a carregar a cruz de Jesus, certamente por este não ter mais forças. O lugar da crucificação era um monte com um formato de caveira, por isso, Gólgota em hebraico. Jesus recusou o fel por ser entorpecente. Ele precisava e desejava sofrer as nossas dores conscientemente. As vestes de Jesus foram sorteadas cumprindo a profecia do Salmo 22.18. Os soldados guardavam o moribundo para que amigos não viessem roubar o corpo para não verem prolongado o sofrimento. A acusação romana para o crime de Jesus era uma ofensa para o Sinédrio. Os ladrões na cruz são exemplos da graça e da obstinação. Deus não predestinou um para o céu e outro para o inferno, pelo contrário, cada um tomou sua própria decisão (v.32-44).

4.Jesus foi crucificado às 9 horas da manhã (hora terceira, Marcos 15.25). As trevas vieram ao meio dia (hora sexta) e duraram até às três da tarde (hora nona), quando Ele entregou Seu espírito. Portanto, Jesus ficou na cruz por 6 horas. Jesus clamou as palavras profetizadas em Salmo 22.1. O som das palavras “Eli” e “Elias” são bem parecidos, por isso, alguns se confundiram e certamente a dicção de alguém com dores e machucado não era perfeita. O Senhor Jesus como o Doador da Vida não foi morto, mas entregou Sua vida para depois reassumi-la (ver João 10.17-18). A cortina rasgada de alto a baixo e a ressurreição de mortos evidenciam a divindade de Jesus. Houve salvação na morte de Cristo para o centurião e os soldados com ele (v.45-56).

5.O evangelho completo é crucificação, sepultamento e ressurreição. Outro fariseu se compromete em seguir a Cristo. Nicodemos em João 7.50-52 e agora José de Arimatéia. O corpo de Jesus seria jogado ao Geena, o lixão da cidade, onde os crucificados eram lançados, mas o sepultamento é a prova para a ressurreição. As mulheres estiveram sempre presente, na crucificação e no sepultamento. Os líderes judaicos tomaram precaução para que nenhuma fraude dessa razão para pensarem que Jesus ressuscitou (v.57-61).



6.A seguir, um quadro dos acontecimentos da crucificação de Jesus.

Os 21 acontecimentos da crucificação em ordem cronológica[1]

Acontecimento
Referência
Manto, coroa e cetro
Mt 27.27-31, Mc 15.16-20, Jo 19.1-3
Simão leva a cruz
Mt 27.32, Mc 15.21, Lc 23.26, Jo 19.17 (Jesus levou a Cruz)
As mulheres chorando
Lc 23.27-32
Gólgota (Caveira, Calvário)
Mt 27.33, Mc 15.22, Lc 23.33, Jo 19.17
Vinho com mirra (entorpecentes)
Mt 27.34, Mc 15.23
Repartiram suas vestes
Mt 27.35, Mc 15.24, Lc 23.34 (Pai, perdoa-lhes), Jo 19.23-24 (mais detalhes)
Jesus delega a João o cuidado de Maria
Mt 27.55-56, Mc 15.40-41, Lc 23.49, Jo 19.25-27 (As três Marias)
Soldados assentados ao pé da cruz
Mt 27.36
O horário da crucificação
Mc 15.25 (9 da manhã). Ficou até às 15 hr
A inscrição de acusação sobre a cruz
Mt 27.37, Mc 15.26, Lc 23.38, Jo 19.19-22 (Pilatos colocou em três línguas e os sacerdotes discordaram da inscrição. Pilatos não mudou a inscrição)
Os dois malfeitores ao lado de Jesus
Mt 27.38, Mc 15.27-28, Lc 23.33, 39-43 (o ladrão perdoado), João 19.18
Zombaria dos que passavam, dos sacerdotes e dos ladrões
Mt 27.39-44, Mc 15.29-32, Lc 23.35-37
Três horas de trevas (12-15 hr)
Mt 27.45, Mc 15.33, Lc 23.44
Jesus pede água (Tenho sede)
Jo 19.28
O abandono de Jesus às 15 hr
Mt 27.46-47 (Eli, Eli), Mc 15.34-35, Lc 23.46
Esponja molhada com vinagre (isto Jesus aceitou)
Mt 27.48-49 (alguns discordaram de matar a sede dele), Mc 15.36, Jo 19.29
Jesus clamou com alta voz e se entregou à morte
Mt 27.50, Mc 15.37, Lc 23.46, Jo 19.30
O véu do Templo se rasgou, terremoto, sepulcros e ressurreição de alguns mortos
Mt 27.51-53, Mc 15.38, Lc 23.45
A conversão do centurião
Mt 27.54, Mc 15.39, Lc 23.47
A multidão se lamentou após a morte de Jesus
Lc 23.48
Perfuraram o lado de Jesus depois de morto
Jo 19.31-37



[1] Elaborado por Pércio Coutinho Pereira em 2014
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário