Atos 19


Capítulo 19: Paulo em Éfeso na sua terceira viagem missionária
1.Os antigos discípulos de João Batista que não seguiram Jesus ficaram isolados da Igreja. Entende-se que são os discípulos dos ensinos de João Batista e não, propriamente os discípulos dele. Eram pessoas, como Apolo mal-informadas a respeito da descida do Espírito Santo. Os crentes que iam surgindo precisavam da intervenção dos apóstolos para receber o Espírito Santo, como em Samaria. De alguma forma tiveram informação de Jesus e creram. Aqui não houve subseqüência, pois não haviam sido batizados com o batismo cristão. As línguas aqui serviram, não para impressionar Paulo, mas os doze que acabaram de entender e crer, assim convenceram-se de que não eram mais discípulos de João, mas de Jesus Cristo, tendo como autenticação o Espírito Santo junto com o falar em línguas. Estes doze discípulos nada têm a ver com Apolo. A língua que falaram devia ter sido alguma língua que não entendessem, mas que Paulo entendesse, possivelmente o latim (v.1-7).

2.Paulo deixou a sinagoga e começou a ensinar numa escola ou numa sala de conferência de um certo Tirano (v.10). Era comum judeus exorcistas ambulantes. Nada se sabe sobre esse sumo sacerdote Ceva. O castigo para esses sete causou admiração nos bruxos que se converteram. 50 mil denários corresponde a mais ou menos 2 milhões de dólares. Os lenços e aventais eram de uso pessoal de Paulo em sua profissão. As pessoas iam atrás desses e eram curadas e demônios eram expelidos. Nada fala se Paulo aprovava isto.
É possível que Paulo usasse a escola das 12-16 h, período em que não havia conferências. Lucas não confirma sobre o suposto sumo sacerdote Ceva. Talvez tenham dito que seu pai era sumo sacerdote para fins lucrativos. Sabemos que sumo sacerdotes atuavam apenas em Jerusalém, mas não consta nenhum com tal nome (v.8-20).

3.Paulo iria mesmo para Roma, só que como prisioneiro (v.21). Timóteo e Erasto foram enviados por Paulo para Macedônia, enquanto ficou em Éfeso. Demétrio e outros faziam miniaturas de prata do templo de Diana.  Diana era o nome romano da deusa e Ártemis era o nome grego. Esses nichos (réplica do templo) eram comprados por turistas. Diana (Ártemis) era deusa caçadora. O templo servia também de casa bancária. O "sindicato" dos ourives (v.25) ficou preocupado, dependiam de turistas que vinham adorar em Éfeso (v.27). O teatro (v.29) tinha 150 mt de diâmetro com uma capacidade para 25 mil espectadores. Não achando Paulo, pegaram os seus companheiros. Consideravam a liderança de Paulo (v.30, compare 2 Samuel 18.3). Os asiarcas (v.31) eram homens responsáveis pela organizações dos jogos públicos e adoração ao Imperador (não eram crentes, mas admiravam Paulo). Um tal Alexandre tentou apaziguar a situação, mas sem sucesso, pois era judeu e os judeus eram contra a idolatria, portanto, contra a deusa Diana (v.33). Certa vez caiu um meteorito naquela cidade, que foi guardado e adorado como a deusa Diana. O escrivão, que não é o Alexandre, aconselha Demétrio e os outros que levem suas queixas às autoridades (v.38). A preocupação do escrivão era com as autoridades romanas que podiam até executar os líderes daquele tumulto (v.40) (v.21-40).

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