Atos 21


Capítulo 21: O retorno de Paulo para Israel
1.Lucas continua com Paulo. Pegaram uma embarcação comercial para a Fenícia. Tiro era o principal porto da Fenícia (v.3). Nada se sabe sobre a Igreja em Tiro. Eles souberam pelo Espírito Santo que Paulo seria preso em Jerusalém e, por isso, tentaram persuadi-lo a não ir para lá[1] (v.4). O costume oriental era seguir um amigo em viagem e despediam-se na praia (v.5). Também, era comum orarem de joelhos. De alguma forma as filhas solteiras de Filipe exerciam o dom da profecia (v.8-9). Novamente Ágabo profetiza (v.10), agora não profetiza a fome, mas a prisão de Paulo. Jeremias também dramatizou uma profecia (Jeremias 13.1). Insistiram para Paulo não subir a Jerusalém, inclusive Lucas (v.12). Foi uma demonstração da fraqueza deles, mas também de afeto (v.13), mas Paulo foi maduro como o Senhor Jesus (Mateus 16.21-23, Marcos 8.31-33). Mnason que estava em Cesaréia subiu com eles, pois morava em Jerusalém e iria hospedá-los. O termo "velho discípulo" significa que participou do grupo dos 120 de Atos 1 e 2, que presenciou a descida do Espírito Santo. Os preparativos para viagem refere-se às bagagens. Lembrando que Paulo levava consigo as ofertas para os crentes de Jerusalém (v.1-16).

2.Paulo relata alegremente sobre sua viagem (v.20), mas os irmãos levantam um problema: enquanto ele viajava e pregava aos gentios, alguns judeus crentes falavam mal dele, acusando-o de desprezar a lei de Moisés. Tiago sentia-se responsável em desfazer tal confusão (v.22) e sugere o voto do nazireado (v.23). Paulo foi um pacificador (v.17-26).

3.Aqui os judeus incrédulos da Ásia (v.27). É provável que alguns eram de Éfeso, onde houve o tumulto provocado por Demétrio ( o líder do "sindicato dos ourives"). Trófimo era de Éfeso (v.29). Viram Trófimo, sim, mas não no Templo, mas na cidade; imaginaram que Paulo tivesse levado Trófimo para o Templo, o que não foi verdade. Paulo estava no Templo (v.30), ele queria paz entre a Igreja e os judeus. A polícia do Templo, percebendo o tumulto, fechou as portas. O tumulto chegou aos ouvidos do comandante romano, que é responsável por 1000 soldados. Os judeus se assustaram com a presença de militares romanos e pararam o espancamento. Por precaução, não sabendo do que se tratava, o comandante prendeu Paulo. Isso foi providência divina, pois, certamente o teriam matado. O clamor do povo era idêntico ao caso de Jesus (v.27-36).

4.Cláudio Lísias surpreendeu-se ao ouvir Paulo falar em grego (v.37). Ele próprio não era romano de nascimento (22.27). Josefo menciona esse político radical, aqui chamado de egípcio (v.38). Os sicários eram os seguidores desse egípcio. Ganharam esse apelido por usarem a sicari, uma espécie de adaga. Nas festas populares praticavam o assassinato político. Seria um triunfo para Cláudio Lísias prender esse homem, porém, o preso era Paulo, que se defendeu diante dos judeus, falando em hebraico (v.37-40).



[1] Conforme o versículo 10 e também por sabermos que Paulo foi chamado para sofrer pelo evangelho, não podemos pensar que a Palavra de Deus está se contradizendo. O Espírito Santo não levaria Paulo para Jerusalém se o próprio Deus não quisesse que ele fosse. A responsabilidade do Espírito Santo aqui foi revelar sobre os sofrimentos, mas tentar impedir foi responsabilidade dos crentes em Tiro.

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