Atos 22


Capítulo 22: A defesa de Paulo
Nesta defesa vemos que Paulo se beneficiou por ser cidadão romano. Todos ouviam sua defesa até ele usar a última palavra: “gentios”. Isso era o estopim para aqueles judeus incendiados de raiva (v.22). Lançar pó ao ar era sinal de ira e desprezo (v.23). O comandante queria saber se Paulo estava escondendo algo, por isso, mandou açoitá-lo para ver se ele confessava (v.24). A Lex Valeria em 509 a.C. e a Lex Porcia em 248 a.C. isentavam os cidadãos romanos de quaisquer tratamentos cruéis e abusivos (v.25); Paulo tirou vantagem disso, reinvindicando sua cidadania. Reinvindicar cidadania romana, sem contudo ser romano, ainda que por brincadeira, resultava em punição de morte. Naquele tempo era possível comprar a cidadania romana por uma quantia exorbitante, foi o que fez Cláudio Lísias (v.28). Porém, Paulo nasceu livre, isto é, com a cidadania romana. Talvez o pai dele comprou ou algum antepassado de Paulo prestou algum serviço militar elevado, o qual neste caso, foi presenteado bem como seus descendentes. Por nascer em província romana não dava o direito de ser cidadão romano. O comandante soltou Paulo não para o povo, mas para o Sinédrio julgar e dar o retorno para ele (v.1-30).

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