Atos 4


Capítulo 4: O resultado do segundo discurso foi a prisão de Pedro e João. O amor entre os crentes e a ousadia dos apóstolos.
1.Todos estavam acotovelados naquele corredor. O capitão era responsável por manter a ordem no Templo. Os sacerdotes e saduceus não criam na ressurreição. Os sacerdotes adotaram a doutrina dos saduceus. Os fariseus eram contra esta doutrina, portanto, havia uma divisão entre a própria liderança judaica. Era tarde, isso quer dizer que pregaram pelo menos por três horas. Não era permitido pela lei do sinédrio os julgamentos noturnos.  Com Jesus não respeitaram essa lei (v.1-3).

2.Os convertidos são os judeus e prosélitos. Os gentios ainda não "entram em cena" no livro de Atos. O número dos convertidos é alto, cinco mil (v.4).

3.Um dos objetivos do livro de Atos é mostrar como a rejeição dos judeus contra Jesus continuou contra os apóstolos. O Sinédrio era composto de 22 escribas, 24 anciãos, 24 sacerdotes e o sumo-sacerdote que era o presidente, portanto 71 pessoas. Queriam as credenciais de Pedro e João para operarem milagres. Reuniram-se às dez horas do outro dia, como era costume. Reuniam-se em semi-círculo e os acusados ficavam no meio. A pergunta foi astuta ("Em nome de quem?"), pois conforme a resposta seriam acusados de blasfemos (em nome de Deus) ou acusados de farsantes, impostores (em nosso próprio nome) (v.5-7).


4.Salmo 118.22, Isaías 28.16. Os judeus examinaram a Pedra (Cristo) e A rejeitaram, mas por outro lado, Deus também examinou a Pedra (Cristo) e, ao contrário dos judeus, colocou-A acima de tudo, como Pedra angular, a principal da construção, que ficava na esquina da construção. A pedra de esquina do Templo de Jerusalém media 5,80 mt de comprimento por 2 mt de espessura. Um edifício que tivesse a pedra angular defeituosa poderia ruir a qualquer momento (v.8-12).

5.Pedro e João eram "iletrados", isto é, faltava-lhes preparo rabínico nas escolas de Hilel ou Shamai. Os membros do Sinédrio nada podiam dizer da doutrina dos apóstolos, pois era apoiada por um milagre indiscutível. Não negavam que aquele poder era de Jesus, "reconheciam que haviam estado com Jesus". Para que não expandissem mais o ensino, ameaçaram os apóstolos, embora não houvesse punição, mas um pedido fervoroso (v.13-18).

6.Devemos obedecer as autoridades somente quando estas não tomam o lugar de Deus e quando não contradizem a vontade de Deus. Os apóstolos ganharam tal popularidade que o Sinédrio não ousava açoitá-los. Era muita coragem, pois o Sinédrio representava as coisas de Deus, e os apóstolos diziam que obedeceriam a Deus e não ao Sinédrio (v.19-22).

7.Os cabeças do reino da época se levantaram contra Jesus: Herodes Antipas, Pilatos, Caifás e os cabeças do Sinédrio. A súplica deles era no sentido de Deus dar intrepidez nas próximas oportunidades, visto que seriam reprimidos pelo Sinédrio. Não queriam milagres por simples prazer, mas para pregar o Evangelho. Também não pediram proteção, mas coragem em meio às perseguições (v.23-30).
8.Deus respondeu às orações com um sinal do consentimento. O tremor não foi por terremoto, mas pelo Espírito Santo. Não foi um outro batismo do Espírito, pois este já acontecera. Encheram-se do Espírito, isto é, receberam a Plenitude do Espírito e não foi mais uma descida do Espírito, que foi um fato histórico e único naquele Pentecoste. O Espírito Santo estava livre para atuar na vida daqueles crentes, pois estes estavam dando permissão (v.31).

9.Os cinco mil tinham um só pensamento. Não havia coação. Era espontânea a ajuda uns pelos outros. O assunto principal era a ressurreição de Cristo. Isto contrariando o Sinédrio, porém, não se limitava aos apóstolos, pois em todos eles havia abundante graça (v.32-33).

10.Os apóstolos não deram nenhuma instrução sobre isto, mas os crentes espontaneamente depositavam aos pés dos apóstolos os seus bens para quem tivesse necessidade. Não davam jóias ou coisas de pouco valor, mas dinheiro de casas e terrenos vendidos. Não vendiam ao mesmo tempo, mas à medida que a necessidade surgisse. Os apóstolos é que administravam o dinheiro. Este tipo de economia não demoraria para causar pobreza entre os crentes de  Jerusalém, como de fato, veio acontecer tempos mais tarde (v.34-35).

11.José, apelidado pelos apóstolos de Barnabé, que significa "filho da exortação". Apelidos eram dados para enfatizar o caráter ou alguma característica da pessoa, por isso, entende-se que José era encorajador dos irmãos. Era levita, portanto, a lei que proibia ao levita possuir terras caiu em desuso (Números 18.20, Deuteronômio 10.9, Jeremias 32.7ss) (v.35-37).

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