Atos 5


Capítulo 5: A mentira de Ananias e Safira. A prisão e libertação dos apóstolos e estes diante do Sinédrio
1.Ananias significa "Jeová tratou graciosamente" e Safira significa "Bela". Não era pecado ficar com o dinheiro, a culpa se deu pela mentira, ludíbrio. O ciúme faz pessoas imitarem outras só para conseguirem a mesma atenção. Claro que podiam ficar com parte do dinheiro e até mesmo com todo o dinheiro da venda, caso contrário, seria coação e isso, como já vimos, não existia naquele grupo de crentes. Não há motivos para pensarmos que não eram crentes, visto que os apóstolos conheciam os crentes e administravam as suas ofertas (v.1-2).

2.A Bíblia não revela como Pedro descobriu a fraude, mas certamente foi o Espírito Santo Quem revelou. Não há necessidade de pensar que hoje acontece o mesmo. Ananias, mesmo depois de vender, podia fazer o que quisesse com o dinheiro, pois lhe pertencia. O pecado foi que ele quis ter consagração máxima através da mentira. Eles não enganaram Pedro, mas mentiram contra o Espírito Santo. Ananias não estava possesso de demônios, mas obedeceu aos desejos de Satanás. Ananias, pensando estar servindo a Cristo, estava sendo hipócrita (v.3-4).


3.Alguns vêem este episódio como algo repugnante, mas Deus de maneira alguma é injusto. O resultado de qualquer disciplina deve causar temor nos demais, a fim de viverem uma vida reta. O sepultamento foi imediato. Enrolaram-no num linho, como era o costume e o enterraram. Safira não sabia de nada do ocorrido. Não houve tempo para o arrependimento, porém, não é base para dizer que perderam a salvação.  No v.11, a palavra Igreja, pela primeira vez em Atos (v.5-11).

4.Eles não tinham onde se reunir, pois eram milhares, mas de comum acordo se reuniam no pórtico de Salomão. O "restante" mencionado eram outros judeus não crentes, mas admiradores dos cristãos. Talvez tivessem medo de serem julgados pelo Sinédrio. Quanto ao povo acreditar que havia poderes mágicos na sombra de alguém era fato conhecido, porém, isto é superstição e não indica que Pedro concordava com isto. Era uma crença oriental que a sombra de homens maus era maléfica e dos homens bons benéfica. Lucas não precisa explicar esses detalhes para Teófilo (v.12-16).

5.Novamente o Sinédrio ficou com inveja por causa da popularidade que os cristãos estavam obtendo. A palavra “seita” aqui não tem a mesma conotação dos dias atuais. A palavra “seita” simplesmente significa um partido, no caso, o partido dos saduceus. Foram colocados na cadeia à noite para o julgamento no dia seguinte pela manhã. Desta vez quiseram silenciar os doze apóstolos, de uma só vez, na esperança de acabar com o movimento (v.17-18).

6.Um anjo liberta os apóstolos, antes de serem julgados pela segunda vez. O termo "vida" era usado pelos cristãos para descrever o evangelho. O mesmo anjo que os libertou, ordenou-lhes que voltassem para o Templo e continuassem a ensinar. O anjo foi apenas o porta-voz, mas a ordem veio do próprio Deus. Anjos são ajudadores dos servos de Deus (v.19-20).

7.O Senado era o mesmo que Sinédrio. Ficaram perplexos ao ouvir a notícia de que os apóstolos não estavam na prisão. Mais perplexos ficaram ao ouvir que voltaram ao Templo para ensinar o povo. Talvez o Sinédrio pensasse que os apóstolos haviam ensinado os guardas e estes, aceitando a mensagem, os tivessem libertados (v.21-25).

8.Nenhuma violência foi praticada, pois a multidão poderia até apedrejar. Estavam sendo acusados de desobediência por voltarem a pregar e por acusar o Sinédrio de matar um homem inocente (Jesus). Eles não estavam fazendo uma acusação direta, porém, a mensagem da cruz sugeria isto. Nem ao menos perguntaram aos apóstolos como saíram da prisão, pois certamente ouviriam as "fabulosas" histórias sobrenaturais (v.26-28).

9.Embora acusassem novamente o Sinédrio pela morte de Jesus, diziam também que Ele redimia pecados. Os apóstolos eram testemunhas da morte e ressurreição de Jesus. O Espírito Santo também é testemunha. Ele testifica através dos sinais pelos apóstolos, tais como curas, línguas e libertações de prisões. Quando Pedro diz "o Deus de nossos pais" coloca-se como um legítimo judeu (v.29-32).

10.Gamaliel era o fariseu mais ilustre da época e, por isso, todos o ouviam. O conselho de Gamaliel era esperar. Se fosse de Deus, não adiantava persegui-los e se fosse de homens, logo cessaria. Gamaliel recordou de outros dois movimentos que sucumbiram com a morte de seus iniciadores: Teudas, 4 a.C. e Judas, 6 a.C. que instigou o povo a não pagar tributo a César. Este movimento deu origem aos zelotes. Gamaliel ensinou a Lei para Saulo de Tarso (v.33-39).

11.A lei permitia apenas quarenta chibatadas (Deuteronômio 25.1-3), caso ultrapassem esse limite, os verdugos recebiam como castigo a mesma pena que o preso. Por precaução e "margem de segurança" davam trinta e nove. Tiras do couro das costa desprendiam-se por causa desses açoites. A mesma ordem foi dada: não falar de Jesus, mas não adiantou, pois a ordem foi desobedecida centenas de vezes mais (v.40-42).

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