Atos 7


Capítulo 7: Estevão se defende relatando a história da nação de Israel

Os objetivos deste sermão
1.Traçar a história de Israel até Jesus, o cumprimento da História.
2.Mostrar a rebeldia dos judeus durante a História, e agora, contra Jesus.
3.Mostrar que Jesus é o profeta predito por Moisés (Deuteronômio 18.15).

1.Os primeiros cinco versículos relatam a trajetória de Abraão, o pai da nação de Israel (v.1-5).
2.Estevão arredondou para 400 anos, pois exatamente são 430 anos (Êxodo 12.40, Gálatas 3.17). Este é número de anos do pacto de Abraão até o surgimento de Moisés. Como escravo Israel ficou por 215 anos, mas Estevão não se preocupa em fazer a divisão (v.6).

3.A circuncisão foi estabelecida por Deus antes da Lei de Moisés. José tem uma importante participação na História de Israel (v.7-9).

4.O título Faraó significa "casa grande". O nome daquele Faraó era Misfragmutosis, os judeus o chamavam de Rian ben Walid. Estevão conta a história de Israel como sendo a história do seu próprio povo, mostrando assim que não está discutindo com os fariseus um assunto desconhecido (v.10-19).


5.Moisés é um nome egípcio (Monios: Mo=água e Ni=para fora). O significado, portanto, é "tirado da água". Porém, os israelitas chamavam-no de Semara ben Nataniel. Moisés também assim como José é uma figura importante para a história de Israel (v.20-40).

6.Copiaram Ápis, touro adorado no Egito, como símbolo de deus Osíris. Deus julgou a nação se afastando do povo e deixando-o em seus próprios pecados de idolatria (v.41-42).

7.Moloque era representado por uma estátua de metal oco. Faziam fogo embaixo e toda estátua efervescia. A estátua era representada por um corpo humano com cabeça de touro, com os braços estendidos. Os adoradores depositavam bebês nos braços da estátua; os gritos da criancinha sendo assada eram abafados com o som dos tambores, acompanhados de danças e prostituições. É quase inacreditável que Salomão tenha edificado um altar a esse deus, mas infelizmente o fez. Renfã é o planeta Saturno, indicando, assim, a astrologia como prática (v.43).

8.A seguir Estevão fala das duas habitações de Deus na terra. O tabernáculo e o templo de Salomão (v.44-50).

9.Embora o Velho Testamento não diga, em Gálatas 3.19 e Hebreus 2.2 afirma que a Lei foi dada por ministério de anjos. Circuncisão, usada como analogia, era cortar fora o orgulho e a pecaminosidade do coração (Levítico 26.41, Deuteronômio 10.16 e Jeremias 4.4). Os judeus eram responsáveis pela morte dos profetas que Deus enviava (1 Reis 19.10,14, Neemias 9.26, Jeremias 26.20-24, Lucas 6.23, 11.49, 13.34, 1 Tessalonicenses 2.15, Hebreus 11.36-38). Agora também eram responsáveis pelo assassinato de Jesus, o Justo (v.51-53).

10.Rangiam os dentes. Mais uma vez mostraram a resistência contra o Espírito Santo, como seus antepassados (Salmo 35.16). Estevão já era bem-vindo no céu, antes mesmo de ser apedrejado. Ele viu a glória de Deus e viu Jesus à direita, em pé. Uma cena muita parecida com a de Jesus tempos atrás (Marcos 14.62), provavelmente aqueles homens, os mesmos do julgamento de Jesus, lembrassem da semelhança (v.54-56).

11.Taparam os ouvidos para não ouvir a verdade. Não era permitido aos judeus executar ninguém, porém, nesta época, Pilatos estava em decadência e certamente se aproveitaram dessa vantagem. As testemunhas atiravam as primeiras pedras (Deuteronômio 17.7). Para facilitar os movimentos de apedrejamento tiravam as vestes de cima (túnicas). Saulo foi testemunha ocular de todo o ocorrido, concordando com tudo, ao segurar as túnicas dos apedrejadores. Não houve nenhuma sentença formal. Não sabemos se naquela época Saulo pertencia ao Sinédrio. Seguiram a tradição e executaram fora da cidade (v.57-58).

12.Estevão orou à semelhança de Jesus na cruz, pedindo a Deus para não lhes imputar esse pecado. Claro que aqueles homens carregariam aquela culpa, porém, Deus respondeu o pedido no sentindo de não reter a graça, isto é, se aqueles homens se arrependessem, como foi o caso de Saulo, tudo estaria perdoado. Adormeceu é um eufemismo para morreu (v.59-60).

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