Atos Notas Adicionais


NOTAS ADICIONAIS SOBRE OS CAPÍTULOS 2, 8, 10 E 19 DE ATOS

CAPÍTULO 2
1.Deus queria que o início da Igreja, com a descida do Espírito Santo, fosse um acontecimento único e que todos soubessem que algo incomum estava acontecendo. Isto devia acontecer uma única vez, num local específico, para pessoas específicas, numa época específica.

2.As Escrituras gregas empregam a expressão "lallon glossa" = falar língua, ou seja, falar em idioma. Nunca aparece a expressão "falar em outras línguas" ou "falar em línguas estranhas".

O propósito específico das línguas:
1)Sinal de juízo para o Israel descrente.
2)Mostrar a inclusão dos gentios na Igreja.
3)Autenticação dos apóstolos.


3.Naquele dia havia 16 nações representadas. Os 120 galileus sabiam duas línguas: o aramaico e o grego. Porém, o Espírito Santo deu a capacidade para falarem línguas que nunca aprenderam antes e nem depois. Cada um devia falar de uma vez, pois as pessoas de outros lugares entendiam em sua própria língua.

Não foi um milagre de audição, mas de língua, pois o Espírito Santo desceu sobre os 120 galileus que eram crentes e não sobre as 16 nações (15 prosélitas).

4.Pedro, quando tomou a palavra para dar as explicações do ocorrido, certamente falou em grego para que todos entendessem de uma só vez.  


CAPÍTULO 8
1.Os samaritanos não eram totalmente gentios, nem totalmente judeus, mas uma mistura. Eles não foram evangelizados pelos apóstolos, mas por Filipe, um dos sete.

2.No capítulo 2 não diz que houve imposição de mãos para receberem o Espírito Santo e nem no capítulo 10, porém aqui no capítulo 8 houve a imposição das mãos, não por Filipe, mas pelos apóstolos.

3.Aqui houve a subseqüência, ou seja, um intervalo entre a conversão e o recebimento do Espírito Santo. As razões para este intervalo são duas:

1ª - Para que os samaritanos reconhecessem a autoridade dos apóstolos (judeus).  Samaritanos e judeus tinham rivalidade religiosa.
2ª - Para que os apóstolos (judeus) reconhecessem a inclusão dos samaritanos na Igreja.

4.Samaritanos e judeus falavam aramaico e grego, portanto, não era necessário o dom de línguas.

CAPÍTULO 10
1.Desta vez os apóstolos não vieram impor as mãos sobre os gentios, nem o próprio Pedro que estava lá fez isto.

2.Pedro foi interrompido em seu sermão e o Espírito Santo desceu sobre os gentios. Isto mostra que o plano da inclusão dos gentios na Igreja foi TOTALMENTE de Deus.

3.O sinal de profecia e língua não foi para os gentios, mas para os judeus crentes, ou seja, para autenticar para os judeus crentes que os gentios também foram incluídos na Igreja.

4.A língua que falaram para que Pedro e os outros judeus entendessem não podia ter sido o grego, pois Cornélio e os outros já falavam. Devia ser o aramaico, pois Cornélio não sabia esse idioma, mas os judeus sim.

CAPÍTULO 19
1.Esses não eram discípulos de Apolo, mas de João Batista (que já havia morrido, porém, seguiam os seus ensinamentos sobre a vinda do Messias. Estavam desinformados, pois criam na Pessoa de Jesus Cristo como se ainda estivesse na terra.

2.Aqui não houve subseqüência (pelo menos prolongada), pois não eram crentes. Língua aqui não serviu para impressionar Paulo, mas aos 12 que acabaram de crer, assim estariam convencidos de que não eram mais discípulos de João, mas de Cristo.

3.Que idioma (língua) teriam falado? Possivelmente sabiam o aramaico, pois eram discípulos de João e também o grego que era a língua corrente em todo o mundo da época. Deviam falar um idioma nunca antes aprendido, mas que Paulo entendesse. Talvez o latim.

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