João 11


Lição 11: Jesus ressuscita Lázaro. O plano para matar Jesus (capítulo 11)

As atuações de Jesus no momento da morte de um amigo
João 11.1-46
I.Um aparente desinteresse (v.1-16)
II.Uma certeza do Seu próprio poder ressuscitador (v.17-32)
III.Uma submissão ao Pai (v.33-46)

1.Lázaro significa “Eleazar” (“Deus, meu socorro). A Maria, irmã de Lázaro é a mesma que derramara mirra sobre os pés de Jesus e enxugara com seu cabelo, conforme veremos no capítulo 12. Jesus era muito amigo de Lázaro. Elas nada pediram, mas só a menção do amor de Jesus por Lázaro já era um pedido, ainda que muito delicado. Jesus não ouve com indiferença (Ef 3.20). Talvez, as irmãs não insistissem no pedido de ressurreição, pois sabiam do perigo que Jesus corria naquelas regiões e os fariseus já tinham se pronunciado contra Jesus (v.1-3).

2.Não era um otimismo cego, mas Jesus falou aquilo para a glorificação de Filho, ou seja, Dele mesmo. A enfermidade de Lázaro afetaria extremamente o ministério de Jesus (v.4).


3.Se Ele ama de fato, por que demorou dois dias para chegar até o amigo enfermo? A resposta é simples, pois o próprio texto oferece uma resposta, ou seja, para mostrar a glória de Deus. Olhando para o aspecto explicativo podemos afirmar que Jesus precisava demorar dois dias para dar tempo de Lázaro morrer e, ainda mais, para que o processo de putrefação avançar mais. Se Jesus estivesse lá enquanto Lázaro ainda estivesse vivo, não seria possível este milagre, pois nunca ninguém morreu na presença de Jesus, nem mesmo os malfeitores na cruz. Se parece um desinteresse é apenas impressão, pois o texto mostra como Jesus amava o amigo (v.5-6).

4.Betânia ficava na Judéia. Ele estava em outra Betânia, na Peréia. As expressões “doze horas do dia” e “quem anda de dia não tropeça” significam que enquanto é dia Jesus deve obedecer ao Pai, pois logo será preso, ou seja, a noite cairá sobre o mundo. Os discípulos não querem que Ele vá, pois já quiseram apedrejá-Lo naquela região. Ele podia curar à distância, como já fez em outras vezes (v.7-10).

5.Sono é um eufemismo para morte, que soa agressivamente aos ouvidos de qualquer um e em qualquer cultura. A expressão “sono” é importante, comparando com o raiar celestial. Jesus ia até lá para os discípulos firmarem a fé. Tomé, por causa de sua dúvida, quando da ressurreição de Cristo, é sempre visto como alguém sem qualidade de fé, mas aqui vemos a coragem e a fé de Tomé. Quando ele disse: “vamos ter com ele”, Tomé já esperava que pudessem morrer com Jesus. Tomé é palavra aramaica e Dídimo, palavra grega, o significado é igual para os dois idiomas, ou seja, “gêmeo”. Ele não estava ironizando, pois chegar perto de Jerusalém era risco de morte com certeza (v.11-16).

6.Jesus tinha grande interesse na glória do Pai, embora pareça que Ele estivesse se recusando a atender ao pedido de Marta e Maria. O Senhor está interessado em nossa vida, bem como em nossa morte.

7.A distância de uma Betânia à outra era de 32 Km. Pessoas iam até a casa de Lázaro dar os pêsames. Marta fala como alguém que tem fé: “Se estivesse aqui ele não teria morrido”. Isto não é uma reclamação, mas uma declaração de fé no poder de Jesus. Ela cria que era possível, inclusive a ressurreição (v.17-22).

Quando é possível firmeza no momento da morte de um ente querido salvo

1.Quando pensamos no assunto antecipadamente
2.Quando não há problema de consciência (remorso)
3.Quando confiamos na glorificação de Deus (Sl 116.15)
4.Quando dependemos de Deus e não apenas do consolo dos outros

8.Marta demonstrou fé crendo na ressurreição do último dia. Jesus não disse: “Eu prometo”, “Eu dou”, mas “EU SOU a ressurreição e a vida”. Quem está em Jesus não pode morrer, apenas, ser transferido. A morte não tem mais poder sobre o crente. A morte nem chega a ser um estado na vida do crente, pois não há sono ou intervalo até encontrar-se com o Senhor, portanto, a morte é apenas um meio de promoção à presença de Deus. Jesus é o próprio poder de ressurreição. Ele não tem dúvida alguma do que estava para fazer. Tudo estava sob o Seu controle (v.23-27).

9.Maria sentia-se segura ao lado de Jesus em um momento como este. O mestre nos chama para nos confortar. Não há ninguém que possa nos ajudar em um momento de luto como o próprio Jesus. Além de desejar nos confortar Ele quer dar salvação para quem ainda teme a morte eterna. Jesus atuava como alguém que tem o poder da ressurreição. Ele chamou as irmãs de Lázaro antes de chegar até à multidão (v.28-30).

10.As pessoas pensavam que Maria tivesse ido ao sepulcro para chorar, mas ela queria ir até aquele que podia fazer o seu irmão viver novamente. As pessoas querem muito trazer os seus queridos de volta e temem muito pela morte, mas se pudessem buscar a Jesus resolveriam o seu problema diante da morte, pois Ele tem o poder da ressurreição. Maria cria no poder de Jesus (v.31-32).

11.Jesus chorou. Isto mostra que Ele era totalmente homem e totalmente Deus. Não apenas o homem chora. Podemos dizer que o coração de Deus chora. Ele se entristece pelo pecado dos homens. Ele se entristece que pessoas morrem sem a salvação. Os motivos pelos quais levaram Jesus chorar tornaram-se discussão entre os teólogos. Alguns dizem que foi tristeza humana de perder um amigo e outros acham que chorou por causa da indignação contra os fariseus que ali estavam. Outros dizem que Jesus chorou não só pela perda de Lázaro, uma vez que logo encontraria com ele, mas chorou de tristeza em ver e sentir em sua própria experiência as emoções e dimensões do pecado no mundo (v.33-35).

12.Jesus pode condoer-se, pois Ele mesmo sofreu (Hb 5.1-3). Houve censura, pois alguns achavam que se Ele amasse tanto o amigo, não podia deixá-lo morrer. Ele que é o próprio poder ressuscitador ouvia as acusações e nada falava (v.36-37).

13.O Sinédrio enviava 10 carpideiras para chorarem por três dias. Alguns criam que durante os três primeiros dias, o espírito ficava sobre o cadáver e depois partia para sempre.

O sepultamento judaico

1.Cova no solo, caiada, para ninguém pisar e ficar impuro
2.Cavernas
3.Túmulos escavados na rocha. Somente ricos dispunham desse tipo de túmulo. Jesus e Lázaro tiveram esse tipo de túmulo.
4.Câmaras escavadas na rocha. Eram túmulos para famílias inteiras. Pessoas muito ricas possuíam esse tipo de túmulo.

14.As atuações de Jesus no momento da morte do amigo no início pareciam de indiferença, porém, Ele é o próprio poder ressuscitador.Jesus agradeceu ao Pai diante de todos e mandou Lázaro sair. Jesus reconhecia o Seu próprio poder que é o mesmo poder do Pai. Na oração de gratidão que Jesus faz, Ele menciona que o Seu desejo de que todos ao redor O reconheçam como Filho de Deus Salvador (v.38-42).

15.Jesus não tinha dúvida alguma do Seu poder ressuscitador e, por isso, clamou com voz poderosa. Ele sabia exatamente o que fazer. Lázaro estava vivo novamente. Muitos creram, mas como a obstinação do pecador é muito forte, alguns rejeitaram. Não estavam rejeitando porque achavam que era tudo uma farsa, mas porque não queriam aceitar Jesus como o Cristo. Apesar das evidências, o orgulho era muito grande. Queriam ter a glória do Sinédrio e deixavam escapar a salvação de suas almas (v.43-46).

16.As atuações de Jesus nesse acontecimento demonstram a Sua divindade. Parecia que Ele estava desinteressado na vida de Lázaro, mas isto não é verdade. A glória seria manifestada com a morte do amigo. O Seu poder ressuscitador é verdadeiro. Jesus foi submisso ao Pai, dando glória a Ele e levando as pessoas a conhecer a Deus através de Sua vida e Seu poder.

Os avisos de Deus para a consciência do pecador
João 11.47-57
I.Deus avisa que existe um Salvador (v.47-53)
II.Deus avisa que o pecador precisa buscar o Salvador (v.54-57)

17.É inacreditável, mas alguns ainda não creram. Entendemos que os que não creram foram decididos e deliberados traindo a própria consciência que é o aviso de Deus para todos. Exceto o milagre da salvação, que é humanamente inexplicável, talvez a ressurreição de Lázaro tenha sido o maior dos milagres de Jesus aos olhos humanos. Denunciaram Jesus ao Sinédrio.

18.Deus avisa o pecador de várias formas. Ele deseja que todos cheguem ao conhecimento do salvador. Os fariseus ao sabiam o que fazer. De um lado eles possuíam a consciência de que Jesus só podia ser Deus, porém, de outro lado tinham os seus interesses políticos. Os romanos não queriam ninguém muito popular entre os judeus, pois isto poderia resultar em alguma rebelião (v.47-48).

19.Caifás era o sumo sacerdote naquele ano. Isto não significa que havia eleição todo ano, mas que naquele ano era Caifás. Uma sedição implicava para a nação judaica a perda do Templo, do território e dos privilégios como nação, sem a obrigatoriedade de adoração ao Imperador. Antes do domínio romano, o Sinédrio podia sentenciar alguém à morte, mas agora não, era necessário levar o reú ao representante de Roma, que na época de Jesus era o Pôncio Pilatos. Note que o Sinédrio desistiu da idéia de tentar negar a veracidade dos sinais de Jesus, pois é indubitável que os sinais que Ele realizava eram verdadeiros e não fraude ou feitiçaria.

20.O nome dele era Caifás José. Era sumo sacerdote desde o ano 18 a.D. Ocupou este cargo por 18 anos. Era saduceu. Josefo relata que Caifás  era muito rude nas respostas. Caifás diz que se para a nação não correr perigo precisar morrer alguém, então que morra Este. O pecador se sente incomodado com a Palavra de Deus que está além das páginas impressas em papel. O conhecimento de Deus está na natureza e na consciência do pecador. Ele sente que algo precisa ser feito para poder ter paz sem Deus. No caso de Jesus parecia simples: matava-se o homem e resolvia todo o problema da consicência. Porém, como sabemos não é simples assim (v.49-50).

21.Seja qual for o grau de entendimento de Caifás, João o escritor, viu ali palavras proféticas. Note que os v.51-52 não são palavras de Caifás, mas comentário adicional do escritor, João. Caifás, à semelhança de Balaão, foi usado por Deus para os Seus propósitos, mesmo que não tinha um coração voltado ao Senhor (v.51-52).

22.A idéia de matar Jesus não era nova, porém, nesse momento, tornou-se uma decisão oficial. A questão agora não era se Jesus deveria ser executado ou não, mas sim como prendê-Lo sem causar tumulto, o que não era fácil, já que era o governador romano quem dava a permissão para a execução de alguém, dentro da nação dos judeus (v.53).

23.O problema era que o povo gostava de Jesus e até mesmo dentro do Sinédrio havia os contrários à Sua morte, como Nicodemos, José de Arimatéia e outros não mencionados por nomes. O governador tinha que ver unanimidade entre os judeus para promover a execução.

24.O pecador em sua incredulidade e orgulho não ouve os avisos de Deus e tenta abafá-los através de pensamentos destrutivos. Quem recusa a Palavra de Deus está tapando os ouvidos para os avisos de Deus de que existe um Salvador.

25.O pecador está recusando o aviso de Deus de que ele precisa buscar o Salvador. Jesus foi para Efraim que ficava 20 Km ao norte de Jerusalém. Era perigoso ficar em Jerusalém em circunstâncias como estas. É de se admirar que o Doador da vida, respeitou Seu próprio curso de vida na terra, não adiantando o momento de Sua morte. Com as frases “ninguém morre na véspera” ou “quando tem de morrer não adianta evitar” e outras, muitas vezes justificamos nossa falta de cuidado e prudência, mas seguem conselhos tão antigos e sábios para os nossos dias (v.54).

1.Não nadar em lugares perigosos
2.Não andar à noite em lugares de risco
3.Fechar a casa 
4.Não colocar a frigideira com o cabo para fora, no fogão
5.Desligar a energia ao mexer com fios elétricos
6.Manter em bom estado a mangueira de gás
7.Andar com cuidado em banheiros e lajotas molhados
8.Guardar medicamentos longe do alcance das crianças
9.Colocar grades nas janelas de sobrados ou prédios e parapeitos na varandas altas
10.Manter iluminados lugares onde têm escadas e estas devem ter corrimão
11.Nunca colocar tapetes onde têm escadas
12.Não ligar veículos em recintos fechados
13.Não utilizar embalagens comuns para substâncias tóxicas ou então marcar muito bem
14.Cuidado nas ultrapassagens, cruzamentos e semáforos e etc, etc  e etc....

26.Faltava menos de um mês para Páscoa. Jesus ficou mais de um mês em Efraim e ninguém o denunciou. Jesus, mesmo sendo rejeitado, voltou para Jerusalém a fim de celebrar a Páscoa e ser morto, completando Sua obra. Jesus terminou o que começou (v.55).

27.As pessoas não paravam de buscar a Jesus. O pecador recebe um aviso de Deus, mas nem sempre ele atende aos avisos de Deus. O pecador sabe que precisa buscar o Salvador, mas ele vai protelando até o dia em que não é mais possível buscá-Lo. Depois da morte vem o juízo. O momento de buscar Jesus é enquanto estamos com vida (v.56).

28.Foi dada uma ordem para buscar a Jesus, mas para denunciá-Lo e prendê-Lo. O pecador não pode passar sua vida ignorando o aviso de Deus. De alguma forma as pessoas buscam a Jesus, ou para aceitá-Lo ou para acusá-Lo (v.57).

29.A consciência é o poder mais forte que o ser humano carrega dentro de si. A consciência foi dada por Deus para que o homem reconheça o seu pecado e busque um salvador. Sabemos que o único Salvador é Jesus Cristo. Quando os avisos de Deus são rejeitados muitas vezes o pecador vai se colocando cada vez mais no caminho do inferno. Os dois avisos da consciência são que existe um Salvador e que Ele deve ser procurado.

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