João 13


Lição 13: Jesus lava os pés aos discípulos. O traidor. O amor entre os crentes (capítulo 13)

As atitudes a serem imitadas (13.1-17)
1.Jesus se fez servo (v.1-11)
2.Jesus mandou que fôssemos servos uns dos outros (v.12-17)

1.Jesus amou até o fim, pois já está em Seus  últimos momentos de vida na terra. Os discípulos ainda tinham os olhos vendados para a situação real: Jesus ia ser morto. Fica claro que aqui trata-se da última Páscoa. Portanto, Jesus celebrou a Páscoa com os discípulos num calendário diferente, antecipando-a, pois evidentemente não poderia celebrar no mesmo dia que os judeus, pois estaria morto. Aqui é o dia 12 de Nisã. Jesus morreu no dia 13 de Nisã, 3 horas da tarde. Às 18 horas já seria 14 de Nisã, a Páscoa. O diabo é quem planejou a traição de Jesus e Judas foi o instrumento. Jesus sabia Sua origem e Seu destino e sabia, também, que estava diante do traidor. Tudo devia acontecer para Ele voltar para o Pai e para realizar o plano da redenção completamente. Lavar os pés era um costume dos povos orientais, mas isso acontecia bem antes da refeição, no momento em que o visitante entrava na casa. Neste episódio, parece que aconteceu durante a Ceia. Tudo para o ato de lavar os pés estava ali, mas não o escravo que fazia isso na chegado dos convidados. Os discípulos eram orgulhosos demais para isso. Se alguém quisesse servir deveria chegar um pouco mais cedo e esperar os onze para lavar os pés na entrada. Jesus tirou  a capa mais nobre e ficou com a roupa mais simples, como um escravo. Jesus “tomou uma toalha”, assumindo a forma de servo (Fp 2). O escravo cingia-se assim para ter sempre à disposição a toalha para enxugar os pés do convidado (v.1-5).


2.Pedro ficou embaraçado em ver o Mestre fazendo um serviço tão humilhante. Pedro falou o que, provavelmente, todos pensavam. Jesus diz que se não deixasse ser lavado “não teria parte com Ele”, ou seja, não teria comunhão e vida em Cristo, enfim não podia ser companheiro de Cristo. É claro que Jesus figurou um ensino espiritual. O ensino era sobre lavagem para salvação, ou seja, quem não for lavado espiritualmente não é salvo.Pedro, percebendo o perigo de não deixar Jesus lavar-lhe os pés, permitiu e exigiu que todos o corpo fosse lavado, pois não queria perder nada da comunhão com o Mestre. Judas estava impuro, embora Jesus tenha lavado os pés dele, também. A limpeza de Judas se resumia no “lava-pés”, mas em sua vida espiritual ainda havia sujeira, não era salvo. Jesus faz um trocadilho, dizendo que aquele que se “banhou” (“louw”, banho completo) só precisa se “lavar” (“nipto”, lavar mãos e pés). Ou seja, quem se banhou é aquele que já foi regenerado pelo batismo, estando completamente limpo. É claro que não se trata de batismo cerimonial, mas a experiência de ser colocado no Corpo de Cristo pelo Espírito Santo (v.6-11).

3.Jesus lavou os pés dos discípulos para dar exemplo para eles, mostrando que Ele sendo Mestre e Senhor, humilhou-Se diante dos servos, portanto, deveriam imitá-Lo, obedecendo. Jesus enfatizou o ensino espiritual e não o ato cerimonial, porém, há de se respeitar o grupo que faça isso em reuniões solenes como a Ceia do Senhor. O símbolo demonstra respeito à verdade apresentada, mas o símbolo nunca pode ser maior que a verdade. Assim, a verdade é que os irmãos são conservos e devem servir uns aos outros (v.12-17).

As pressões que o traidor teve que sofrer na última ceia (13.18-30)
1.A pressão das Escrituras (v.18-20)
2.A pressão do “bocado molhado” (v.21-27)
3.A pressão da noite (v.28-30)

4.Jesus não estava falando de todos (v.10), mas do traidor, o qual já foi antecipado pela profecia de Sl 41.9. Apesar disso, Judas não estava lutando contra um destino impossível de mudar: a responsabilidade era dele e não culpa da profecia. Jesus escolheu todos ali para fazerem parte dos “Doze” (ver 6.70). Judas, embora tenha sido escolhido para fazer parte dos “Doze”, não se tornou um salvo, pois amou mais as coisas de Satanás. Ele não estava predestinado por Deus a perecer no inferno, como ninguém está. Ele poderia se arrepender e ser salvo, como qualquer pessoa pode a qualquer momento de sua vida. Receber um bocado de pão molhado do hospedeiro era sinal de  favor especial para o convidado. Jesus molhou o pão no prato que continha  molho de tâmaras, uvas  passas e vinho azedo (alimentos comuns na Páscoa judaica). Jesus está dando um tratamento especial para Judas, talvez oferecendo nova chance para Judas se arrepender. Parece que ficou claro, neste momento, que todos souberam que Judas era o traidor, o que não sabiam (v.28) era o que Jesus pensava (v.27), ver Mt 26.25. O discípulo amado é o João, escritor, que nunca  menciona seu próprio nome em seu relato. Era fácil reclinar-se ao peito, devido à posição que ficavam nos divãs. Os discípulos entenderam que Jesus mudou de assunto (v.18-30).

A beleza e a falsidade que pode existir entre os seguidores de Cristo (13.31-38)
1.A beleza: o amor fraternal (v.31-35)
2.A falsidade: promessas de fidelidade, mas na prática abandono (v.36-38)

5.Após a saída de Judas, Jesus prediz novamente que a hora de ser glorificado o Filho está próxima. Jesus considera a glorificação já realizada, pois Ele é Deus e pode dizer isto e, também, porque toda a vida de Jesus foi demonstração da glória. O novo mandamento é o AMOR MÚTUO e a motivação é Jesus. O momento era muito íntimo, por isso, Jesus usou o termo “filhinhos”. João, o escritor, gostou tanto desse termo que passou a usar em suas epístolas. O mandamento em si não é novo, mas Jesus deu uma nova profundidade no assunto. O amor mútuo é a marca registrada dos crentes. Jesus será “glorificado imediatamente” na cruz (v.31-35).

6.Pedro pensou que o Mestre precisaria de companhia, por isso, estava à disposição. A resposta de Jesus não foi entendida por Pedro, pelo menos naquele momento. Os romanos usavam o termo “cantar o galo” para indicar a terceira vigília, ou seja, entre a meia-noite e o amanhecer, mas pode ser que Jesus esteja falando do cantar do galo literal, como é mais comum pensar. Pedro nem mesmo confessará Jesus com a boca e, aqui está indo muito além, dizendo que dará a vida por Jesus (v.36-38).

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