João 15


Lição 15: A Videira Verdadeira (capítulo 15)
a.a videira e os ramos - v.1-11
1.Este texto precisa de uma Hermenêutica inflexível e condicional.

 - Se alguém interpreta como sendo um texto referente à salvação, então há de se pregar que o crente perde a salvação.

- Se alguém interpreta como sendo um texto referente ao relacionamento de Jesus com os crentes, então há de se entender que o crente perde privilégios desse relacionamento, mas que não pode nunca perder a salvação.

2.Neste estudo, portanto, a interpretação é que se trata do relaciomento do crente com Jesus e não de salvação. Lembre-se que a partir do capítulo 13 o ministério de Jesus é somente com os discípulos, portanto, os crentes.

3.A videira é uma figura usada para o povo de Israel (veja Is 5.1-7). No Templo, próximo ao portão principal, ficava uma videira de aproxiimadamente 1,70 mt, feita de ouro com cachos de uvas pendendo como ornamentação.

4.O termo melhor é “Viticultor” e não agricultor. No caso, o Pai é o vitucultor e o dono, também.


5.Israel se tornou a “videira falsa” em comparação a Jesus, que é a Videira Verdadeira.

6.Os ramos precisam ser podados. Alguns dizem que se trata de Judas, mas Jesus está falando a todos os que ficaram. Judas não está mais incluído na comunhão dos crentes.

7.Esta poda é uma aspecto espiritual, mais especificamente, o assunto é santiidade. O Senhor corta aquilo em nós que não é espiritual. Os ramos são os crentes e o que está cortando são as más atitudes e pensamentos. Se o crente como pessoa sofre algum corte tem que se ser algum desprezo da parte de Deus, mas que tenha algum benefício e retorno.

8.A seiva viva flui pelo caule e capacita o ramo a produzir uvas. Se o ramo não está ligado à videira não pode produzir nada e o resultado será secar-se e para nada mais serviirá, senão para ser ajuntado, juntamente com as folhas secas e queimado.

 - Neste ponto, se alguém continuar interpretando como salvação, dirá que o crente perde a salvação e é lançado no Lago de Fogo por não produzir os frutos desejados pelo Viticultor.

9.O ensino básico é que NADA podemos produzir sem Cristo.

10.Esta passagem nos faz comparar com Gl 5.22. Muito têm-se usado como ilustração a uva para mostrar que o fruto do Espírito é como uma uva: uma fruta com vários gomos. Melhor seria usar como ilustração uma laranja, pois uva não é uma fruta, mas uma infrutescência (ou inflorescência).

11.Jesus menciona duas virtudes do Espírito Santo neste texto: Amor e Alegria.

b.o amor de jesus - v.12-17
1.Jesus confirma o novo mandamento. O padrão não é somente alto, mas inatingível pelos próprios esforços. O amor é o próprio amor de Jesus derramado nos corações dos crentes.

2.Embora recebemos o amor de Jesus no coração, é preciso desenvolvimento neste amor, e para isto é perfeitamente correto pedir a Deus que nos encha desse amor, com o sentido de crescermos no amor que Ele tem-nos dado.

3.Ninguém tem maior amor do que o de Jesus Cristo, pois o amor d’Ele é impraticável por qualquer pessoa, pois é remidor.

4.Jesus quer os discípulos mais achegados a Ele e, por isso, passa a tratá-los como amigos e não como servos, apenas. Um servo não precisa saber a razão de uma ordem, mas os amigos merecem saber quais são os planos do maior amigo.

5.Jesus fez os crentes merecedores de Sua amizade, mas note que amizade não exclui a obediência e submissão.

6.Jesus trata os discípulos com muita especialidade, mas estes devem entender que não é para o orgulho pessoal, pois não foram os discípulos quem O escolheram, mas Jesus Quem os escolheu.

7.Jesus deseja que os discípulos produzam frutos, o que inclui TUDO o que Ele ordena, incluindo sair pelo mundo e ganhar pessoas para o Senhor Jesus Cristo, mas que não exclui outras ordens. Portanto, a Obra Missionário é apenas um aspecto da Vida Cristã e não a sua totalidade. Infelizmente é possível para muitos cuidar da Obra Miissionário e negligenciar as outras ordens, deixando atrás de si atitudes desamorosas para com Deus e os homens.

8.Jesus conclui este assunto com a repetição do Novo Mandamento: o amor mútuo.

9.Quando o crente permanece em Cristo, o fruto também permanece e as respostas de oração vêm (“a fim...de que Ele vos conceda”).

c.o mundo e o ódio por jesus e seus discípulos - v.18-27
1.Jesus falou anteriormente “vades”, isto é, os discípulos sairão para o mundo, mas Jesus não deixa ninguém desavisado sobre a hostilidade do mundo em relação ao crente. O ódio que o mundo tem não é exatamente pelos crentes, mas é a CONTINUAÇÃO DO ÓDIO POR JESUS.

2.O ódio pelo crente é por causa da falta de semelhança espiritual. O mundo está confortavelmente bem para o que é seu. O mundo trata os crentes como estrangeiros.

3.O servo está em harmonia com o Senhor. Se as pessoas do mundo gostarem das palavras de Jesus, gostarão também das palavras dos servos, mas se odiarem as palavras de Jesus, também, odiarão os servos d’Ele.

4.O ânimo para o servo é que se está sendo perseguido é mais uma evidência que pertence a Jesus. O crente não deve procurar perseguições, (elas virão), antes deve orar pelas autoridades para que o evangelho tenha livre acesso (1 Tm 2.2, Cl 4.3).

5.Toda a ofensa é dirigida a Jesus. O texto é específico para os judeus, com aplicação para os nossos dias.

6.Toda a ofensa contra Jesus é dirigida a Deus-Pai. É impossível amar o Pai e odiar o Filho. Dessa forma, os judeus incrédulos dizem que amam Jeová, mas O rejeitam, pois rejeitam o Seu Filho Jesus Cristo.

7.No v.24, mostra que o pecado dos judeus fica confirmado, pronunciando a sentença contra eles mesmos, pois viram e ouviram dos sinais de Jesus, mas O rejeitaram como o Cristo. Portanto, ao tentarem enfrentar a Rocha, foram despedaçados (1 Pe 2.6-8).

8.O ódio por Jesus é profético (Sl 35.19, 69.). Sem motivo odiaram Jesus, isto é, faltou razão para odiá-Lo e condená-Lo.

9.O crente, mesmo sendo odiado pelo mundo pode, através do Espírito Santo, testemunhar de Jesus.

10.Os discípulos não enfrentariam o mundo sozinhos, mas com a ajuda do Espírito Santo.

11.O testemunho dos discípulos era a continuação daquilo que ouviram desde o início do ministério de Jesus.

12.Por isso, a Igreja Primitiva seguia o ensino dos Apóstolos, que era o ensino de Jesus, mas com o tempo, vindo os Pais da Igreja, os crentes começaram a formular seus próprios pensamentos sobre os ensinos dos Apóstolos, até chegar em nós, quando pela graça do Senhor a Igreja verdadeira é sustentada, mas que perdeu muito do referencial de pessoas autorizadas.

13.Para manter o ensino puro de Jesus, o substituto de Judas deveria ser alguém que tivesse acompanhado Jesus “desde o princípio”.

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