João 16


Lição 16: O Consolador (capítulo 16)
a.jesus previne os discípulos do ódio do mundo por eles - v.1-6
1.Jesus não queria que os discípulos se escandalizassem do ódio que o mundo terá por eles.

   - O crente que fica decepcionado com o tratamento recebido por um incrédulo não entende bem as Escrituras neste assunto. Se não estamos sendo maltratados é uma excessão, talvez por convívio por muitos anos que os incrédulos em um lugar estão tendo com o evangelho e por terem simpatizado com os crentes por suas boas atitudes no dia-a-dia, como foi o caso da Igreja Primitiva que ganhou simpatia do povo.

2.Jesus deixa claro que os discípulos serão mortos e que os assassinos pensarão com isso agradar a Deus (ver o comentário do livro “João - Introdução e Comentário” de B.Bruce pg 188, 9:22).

3.No contexto e época que Jesus fala, os discípulos continuarão ao redor do Templo em Jerusalém e, também, freqüentarão as sinagogas. Serão desprezados e presos; os que assim fizerem pensarão que estão agradando a Deus e defendendo a fé judaica, como foi o caso de Saulo de Tarso.

4.Jesus nunca ordenou que deviam deixar as sinagogas, sendo que isto aconteceria mesmo, pois seriam expulsos. Havia uma oração especial nas sinagogas com respeito aos que seguiam Jesus. Eram chamados de “nazarenos” e a oração era de maldição.


5.Jesus reservou algumas palavras para o final da vida d’Ele na terra e estas palavras incluíam a advertência sobre a perseguição que os discípulos enfrentariam. Dificilmente os discípulos suportariam estas palavras no início de sua caminhada com Jesus.

6.Os discípulos, ainda não estão sendo perseguidos, mas quando forem, lembrarão destas palavras e serão consolados.

7.Note que desta vez não  perguntaram: “Para onde vais?”, pois tudo estava claro para eles: o Mestre estava falando muito sério, chegou o momento em que Jesus partiria deste mundo.

b.a obra do espírito santo em relação ao mundo - v.7-11
1.É necessário Jesus sair do mundo para o Espírito Santo habitar o crente. O termo usado é “convém” (v.7), ou seja “é útil”, “é proveitoso”. O melhor para os discípulos não é que Jesus fique, mas que Ele vá e o Espírito os habite, ainda que isto signifique, também, o início da perseguição.

2.Enquanto Jesus estava com eles, o desenvolvimento foi lento, mas quando começaram a viver na dependência do Espírito Santo e tomando decisões sem a presença física de Jesus com eles, o avanço em maturidade foi notório. Pedro, por exemplo, negou Jesus, mas note a diferença em 1 Pe 3.15, o mesmo Pedro ensinando os crentes a testemunharem com coragem.
3.O ministério do Espírito Santo em relação ao mundo é convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo.

4.DO PECADO - O ministério do Espírito Santo é, também, fazer com que o pecador sinta o peso do seu pecado, pois só assim é possível haver arrependimento.

5.DA JUSTIÇA - O Espírito Santo coloca na mente do incrédulo um novo padrão de justiça, desconhecido por ele, sendo que toda a base da justiça está na injustiça da crucificação de Cristo, por parte de homens perversos, porém, aceita por Deus para remissão dos pecados.

6.DO JUÍZO - Os incrédulos, através do Espírito Santo, ficarão avisados do juízo de Deus, o que possibilitará o arrependimento diante da expectativa de ficar eternamente separado de Deus.

c.a obra do espírito santo em relação ao crente - v.12-15
1.Jesus reserva algumas palavras para adiante, pois estão além do que os discípulos podem ouvir sem a habitação do Espírito Santo.

2.O ministério de Jesus foi muito curto, pois três anos não são suficientes para todo o ensino d’Ele, por isso que Atos dos Apóstolos são a continuação do ensino de Jesus.

3.Muitos ensinos não cabem na mente dos discípulos nessa altura, tais como: Igreja e seu funcionamento, seus líderes, disciplina, batismo, Ceia, etc.

4.O ministério do Espírito Santo em relação aos crentes é guiar a toda a verdade, continuando assim, os ensinos de Jesus.

5.”Toda a verdade”, evidentemente trata-se de verdades espirituais e não os setores do conhecimento geral.

6.O ministério do Espírito Santo em relação a Jesus é glorificá-Lo. Assim como o Filho glorificou o Pai na terra, o Espírito Santo glorificará o Filho na terra, através de seus discípulos.

7.Jesus recebeu do Pai, por isso, o que o Pai tem é de Jesus, por isso, também, o Espírito Santo anunciará o que é do Pai e do Filho, ou seja, essa união do Pai com o Filho. Assim os crentes passarão a ser iguais a Cristo, em uma união espiritual.

d.predição da morte de jesus e a nova maneira de orar - v.16-33
1.Em breve Jesus voltará para a Sua Eternidade, sem limitação de tempo e espaço. Mas antes, passará quarenta dias na terra, inclusive visitando o Hades. Portanto, o o primeiro “por um pouco” são essas últimas horas em que Ele passa com eles.

2.O outro “por um pouco” é quando Jesus ressuscitasse e os discípulos veriam  Jesus, mas ainda assim, por pouco tempo (40 dias).

3.Quando Jesus fosse morto, os judeus incrédulos se alegrariam e os discípulos ficariam tristes, mas a tristeza duraria pouco (20.20).

4.Antes, Jesus disse que Ele mesmo responderia (14.13), agora acrescenta que o próprio Pai responderá a oração.

5.Os ensinos são novos, pois os judeus nunca oraram em nome de ninguém. O Espírito Santo ensinará tudo o que virá, pois serão novidades para os discípulos com mente judaica. Por enquanto, Jesus fala em “figuras”, de modo obscuro, mas o Espírito Santo esclarecerá os corações para um novo contexto: judeus e gentios, juntos em um só Corpo, Cristo.

6.Finalmente os discípulos entendem que Jesus deve voltar para o Pai. Agora não precisam mais perguntar (v.29-30). Ficarão tão extasiados com essa descoberta que declararam a divindade de Jesus.

7.Jesus prediz a dispersão dos discípulos com a prisão no Getsêmane. É possível que nesta altura já estivessem a caminho.

8.Após uma linda declaração dos discípulos, Jesus responde da mesma maneira de que quando Pedro disse que O seguiria.

9.Jesus é claro em dizer que os discípulos O abandonariam quando fosse preso. Somente João e Pedro O seguiram no momento da prisão e julgamento, mas só João seguiu até ao pé da cruz.

10.Jesus estava reiterando a profecia de Zc 13.7, mas ao mesmo tempo dá ânimo para os discípulos naquele momento de aflição.

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