João 20


Lição 20: A ressurreição de Jesus Cristo. Jesus aparece para Maria Madalena, aos discípulos e a Tomé (capítulo 20)
a.maria madalena, pedro e joão - v.1-10
1.Não foi preciso completar os preparativos, pois o corpo de Jesus não estava mais no sepulcro.

2.Maria Madalena foi até o lugar do sepulcro.  Em Lc 8.2 diz que Maria Madalena possuía 7 demônios. Isso explica a devoção e gratidão que tinha para com Jesus, o Libertador de sua alma.

3.Maria Madalena foi até o sepulcro sozinha, mas não iria conseguir remover a pedra e, dificilmente encontraria alguém ali, pois era ainda madrugada. Ou talvez, Maria Madalena estivesse acompanhado de alguém, o que parece ser verdade, como veremos adiante.

4.Jesus ressuscitou ao terceiro dia, mas segundo o cálculo judaico, que é inclusivo, não podia tratar-se de 72 horas. Quando Jesus se compara a Jonas no ventre do grande peixe, entende-se que é apenas uma comparação, calculando o dias inclusivos e, portanto, Jesus ressuscitou ao terceiro dia. Senão concordarmos com o cálculo inclusivo, teremos que aceitar  o cálculo feito pela Igreja Católica Romana, que diz que Jesus foi morto na quinta-feira e não na  sexta-feita.


5.Sendo assim, usando o cálculo inclusivo, que é o sistema judaico, Jesus morreu na sexta-feira, três horas da tarde e ressuscitou no domingo de madrugada.

- Sexta-feira  (primeiro dia). Das 15:00 horas até às 18:00 horas =   3 horas
- Sábado (segundo dia).                                  até às 18:00 horas = 24 horas
- Domingo (terceiro dia)                                 até  ± 05:00 horas = 11 horas
                                                                                     TOTAL = 38 horas

6.Portanto, Jesus ressuscitou ao terceiro dia, porém, não ficou 72 horas no sepulcro, mas aproximadamente 38 horas.

7.Maria Madalena viu que a pedra não estava ali. Com a pedra no lugar seria um problema, agora o problema é maior.

8.Espantada, lembrou de Pedro e João e correu para relatar a eles o que tinha vista (ou o que não tinha visto). O único pensamento de Maria Madalena era que alguém teria roubado o corpo de Jesus.

9.O v.2 sugere que Maria Madalena não estava sozinha quando foi ao sepulcro (“não sabemos onde o puseram”).

10.Pedro e João correram até o sepulcro. João chegou primeiro, mas nem por isso foi o primeiro a entrar no sepulcro. Foi educado o bastante para esperar Pedro (o mais velho) chegar para entrar. Andar seria muito tedioso naquela ocasião de euforia, por isso, correram. Alguém disse: “Quantos gostariam de participar daquela corrida!”.

11.Se o corpo fosse removido, seria estranho deixarem os lençóis e o lenço (“sudarium”) dobrados. Se os discípulos fossem roubar o corpo para insinuar que Seu mestre ressuscitara, teriam muita pressa e levariam o corpo com as faixas, as quais são difíceis para não dizer impossível de deixá-las com se estivessem  enroladas no corpo.

12.A palavra grega para “deixado”, com respeito às faixas, é “entetuligmenon”, que significa “enrolado ou dobrado”.

13.Mesmo que os soldados estavam vigiando o túmulo, a pedra foi removida. Em Mt 28.11-15 mostra a astúcia dos líderes religiosos diante da incontestável ressurreição de Jesus.

14.Enquanto os outros discípulos creram na ressurreição porque viram Jesus Cristo ressurreto, João creu logo que chegou ao sepulcro e viu que este estava vazio (v.8). “As faixas enroladas desenrolaram os pensamentos de João e o sepulcro vazio encheu o seu coração de fé”.

15.No v.9 vemos que o entendimento deles, ainda era muito limitado. Isso concorda com Jo 2.22.

16.O v.10 diz que os dois voltaram “para casa”. No original grego é “voltaram para eles mesmos”, indicando que estavam reunidos em um mesmo lugar.

b.maria madalena, a primeira pessoa a ver jesus ressurreto - v.11-18
1.Maria Madalena continuou perto do sepulcro, chorando. Chorou pela morte de Jesus e pelo desaparecimento de Seu corpo. Talvez Maria Madalena pensou que se continuasse ali, alguém apareceria e daria alguma informação.

2. Os sentimentos de alguém podem ser tão fortes, que mesmo com as melhores intenções, impedem que veja com os olhos da fé. Maria Madalena sentia muito amor por Seu mestre, mas não parou para pensar que Ele poderia ter ressuscitado.

3.Os dois anjos não foram assustadores, pois Maria Madalena agiu normalmente.

4.Um à cabeça e o outro aos pés do lugar onde estava Jesus. Isso lembra os dois querubins no propiciatório.

5.Maria Madalena responde com muita tristeza porque estava chorando. Ela nem esperou para ouvir o que os anjos tinham a dizer. Ao voltar-se para trás, sem ouvir se os anjos tinham algo para dizer, depara-se com Jesus e sem reconhecê-Lo, pensou ser o jardineiro.

6.Maria Madalena, esperançosa de que aquele “jardineiro” tivesse tirado o corpo de Jesus, pede de volta o corpo do mestre.

7.O jardim era de José de Arimatéia e, sendo um homem rico, mantinha jardineiros para cuidar do imenso jardim.

8.Maria Madalena nem citou o nome de Jesus para o “jardineiro, pois se fosse realmente o jardineiro saberia dos últimos acontecimentos e que o famoso Jesus tinha sido sepultado no sepultro de seu patrão.

9.Ao chamar-lhe pelo nome, Maria Madalena reconheceu que se tratava de Jesus. Ela esperava encontrar o corpo de Jesus, mas agora vê o próprio Jesus, vivo. Ela o chamou de “raboni”, que é o mesmo que rabino (“mestre”).

10.Jesus evita Maria Madalena e manda que ela avise os outros que Ele vai para o Pai. A tradução “não me detenhas” é incerta. Não pode significar “não me toques”, pois Jesus não seria “contaminado” e nada poderia prejudicar sua chegada ao céu. O melhor seria: “solta-me, pois vou para o Pai”, dando o sentido que não podia passar muito tempo em um só lugar, pois tinha muito o que fazer até ir para junto do Pai.

11.Maria Madalena foi a primeira a falar e testemunhar da ressurreição, mas não foi a primeira a crer. O primeiro a crer na ressurreição de Jesus foi o discípulo amado, João, o escritor deste evangelho (v.8-9).

c.o sopro do espírito santo e a grande comissão - v.19-23
1.Os discípulos estavam juntos e amedrontados. Amedrontados por causa da fuga no jardim Getsêmane, por causa da inquirição de Anás a respeito deles e por causa do ensino de  Jesus, que dizia que os discípulos deveriam sofrer, também.

2.Jesus aparece no meio deles e, embora a porta estivesse trancada, surgiu no meio deles, mostrando que não mais há limitação física em seu corpo, que não é outro em  essência, mas em qualidade.

3.A saudação usada por Jesus é usada pelos crentes e judeus até hoje: Paz.

4.Se era difícil reconhecer Jesus com o corpo glorificado, as marcas dos pregos nas mãos (pulsos) e no lado era provas incontestáveis da crucificação.

5.A glorificação do corpo de Jesus levanta algumas dúvidas sobre a identificação d’Ele. Às vezes os discípulos reconhecem e às vezes, não. Nem mesmo pela voz ou maneira de falar reconheciam se Ele mesmo não Se identificasse.

6.Talvez se Jesus não falasse de Sua ressurreição, os discípulos ficariam com muito medo, ainda mais quando vissem Jesus.

7.O verbo enviar é “apostello”, o que significa que a partir de agora se tornariam efetivamente apóstolos (“enviados”).

8.Jesus, nessa visita, usa duas vezes a palavra “paz”: a primeira vez foi para acalmá-los e a segunda vez para prepará-los para a grande comissão.

9.Jesus soprou o Espírito Santo sobre os discípulos. Não se pode dizer que é a habitação do Espírito Santo nos  discípulos, pois isto acontecerá para todos os crentes dez dias adiante. Porém, os biblicistas entendem que Jesus está preparando a mente dos discípulos para a plenitude que viria com o Pentecoste. Ficariam dez dias sem Jesus na terra e sem a habitação do Espírito Santo, contudo teriam uma lâmpada para os guiar, para não ficarem órfãos.

10.Na criação do homem Deus soprou o fôlego de vida. Agora, Jesus sopra nos discípulos uma nova fase para a humanidade.

11.Na comissão que os crentes têm, o alvo são os descrentes. A autoridade de perdoar pecados ou deixá-los retidos (sem perdão) passa ser dos crentes evangelistas, também.

12.Quem perdoa ou não é Deus, através dos apóstolos. Isso acontece “naturalmente” através da pregação do Evangelho. Quando o crente prega o evangelho e alguém aceita, os pecados são perdoados e é como se o crente estivesse perdoando aqueles pecados. O contrário, também, é verdade: quando o crente prega e alguém rejeita, os pecados não são perdoados e é como se o crente estivesse retendo o perdão.
13.O equivalente à esta autoridade está registrada em Mateus 16.19 (“ligar e desligar”). A diferença é que em Mateus refere-se às decisões da Igreja em João refere-se à evangelização do mundo.



d.tomé e sua bela declaração - v.24-29
1.Tomé não estava entre os discípulos quando Jesus apareceu. Judas, também, não estava, mas por outras razões...

2.Algumas pessoas em grande tristeza sentem-se bem com outros, mas outras pessoas, como Tomé, preferem o isolamento.

3.De fato, Tomé duvidou da ressurreição de Jesus, mas lembre-se que pouco antes, ninguém, exceto João, admitia a possibilidade de que Jesus ressuscitara.

4.O termo “os doze” é apenas um título, pois era assim no começo, mas agora são onze, mas o termo continua.

5.Os discípulos relataram o encontro com Jesus, mas Tomé duvida que era Jesus mesmo. Desafio a todos, dizendo que só acreditaria se tocasse nos ferimentos característicos da morte de Jesus. Os outros, também, duvidaram um dia, mas a dúvida de Tomé persistiu por mais 8 dias. A questão de tocar nos ferimentos de Jesus, embora possa ser vista como incredulidade de Tomé não era algo sem fundamento, pois as marcas da cruz eram as provas que todos precisam para identificar Jesus.

6.Jesus reaparece depois de 8 dias e mostra as marcas para Tomé. Desta vez os discípulos não estavam mais com medo, pelo menos de Jesus.

7.Jesus é onisciente e sabia da dúvida de Tomé 8 dias atrás. Jesus, também, desafiou Tomé a experimentar a veracidade da ressurreição de Jesus. A Bíblia não diz nada que Tomé tenha colocado o dedo nas feridas de Jesus e, por isso, não devemos afirmar isto, é muito provável que Tomé creu, apenas vendo Jesus.

8.Tomé declara que Jesus é Deus. Jesus, como era seu costume, aceitava o louvor, mas repreendia qualquer falha e aqui, também, fez isto. A repreensão que Jesus fez a Tomé é uma bem-aventurança aos leitores deste Evangelho, inclusive nós que não vimos Jesus, porém, cremos. Os apóstolos tiveram muitos privilégios, mas não tiveram o grande privilégio que temos: crer sem nunca ter visto!

9.Tomé demorou a crer, mas quando isto aconteceu fez a mais profunda declaração do grupo.

e.o objetivo de joão ter escrito este relato - v.30-31
1.Jesus fez muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Alguns estão escritos nos outros evangelhos, mas outros não estão em nenhum registro, pois Jesus operou muitos sinais enquanto esteve na terra.

2.Os sinais que foram registrados neste Evangelho e, também nos demais, são mais do que suficientes para a salvação dos leitores.

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