João 8


Lição 8: A mulher adúltera. Jesus, a Luz do mundo. Jesus é maior do que o pai Abraão (capítulo 8)

As justificações do homem diante de seus próprios pecados
João 8.1-11
I.Ele acha que está justificado enquanto acusa os outros (v.1-6)
II.Ele não é justificado quando sua consciência o relembra de seus próprios pecados (v.7-9)
III.Ele só é justificado de seus pecados quando aceita Jesus Cristo (v.10-11)

1.Jesus passou a noite no Monte das Oliveiras, como era já o Seu costume, quando estava em Jerusalém. Um dia Ele voltará e pisará os Seus pés nesse monte o qual se abrirá. Precisamos conhecer mais a Jesus neste monte. Depois de discussões com os fariseus, as quais sempre terminavam com acusações contra Ele e tentativa de prendê-Lo, Ele se recolhia para o monte das Oliveiras. O crente precisa se recolher mais quando acusado, entristecido ou injustiçado. Há um refúgio no Senhor (v.1).

2.Muitos escribas tinham sua “barraca de ensino” para tirar dúvidas do povo, mas não nos esqueçamos que eles acabaram de dizer que o povo não sabe nada. Não nos admira, pois estão tendo os piores professores. Jesus é o mestre por excelência. Aonde Ele chegava o povo queria ouvi-Lo (v.2).

3.É de se admirar porque Jesus ensinava, pois só podia fazer isto aqueles que eram qualificados com os seguintes requisitos: “ser intérprete competente da Lei e dos profetas para o aramaico, pois os escritos estavam em hebraico” (Novo Dic. Da Bíblia pg 1532). Jesus era qualificado (Lc 4.16, Mt 4.23, At 13.15).

4.O homem natural quer se justificar diante dos outros e de si mesmo, porém, se esquece que somente Deus pode justificar o pecador através de Jesus Cristo. Os fariseus queriam se justificar diante Daquele que se dizia Deus, por isso, conseguiram alguém para acusar. O homem surpreendido fugiu ou não quiseram trazê-Lo por conveniência. É muito mais fácil tratar o pecado próprio buscando exemplos de pessoas piores, mas o pecado é individual e cada um deverá prestar contas a Deus de seus próprios atos (v.3-4).

5.Tentaram colocar Jesus num grande dilema: A Lei de Moisés manda apedrejar (Dt 22.23-24), porém, se Jesus fizesse isso, entraria em conflito com a Lei Romana, que proibia tal ato. Com isso, estavam resolvendo dois problemas. Um, seria o de desmascarar Jesus diante do povo. Se Ele perdoar a mulher estará contra a Lei de Moisés e não pode ser Deus, pois a Lei vem de Deus e, também, resolveram o seu próprio problema com o pecado, pois ninguém podia, no momento, ser pior que a mulher adúltera. Assim é o homem com suas justificativas para não se aproximar de Deus. Sempre acham que há pessoas mais pecadoras. É inútil tentar afirmar o que Ele escreveu na areia, porém, é a única menção de Jesus escrevendo. Em Nm 5 há um relato sobre como faziam num caso assim, era o “teste da água amargosa”. Já não se usava esse método nos tempos de Jesus (v.5-6).

6.O homem pensa que está justificado enquanto está acusando alguém. Por isso, quando apontamos algum erro em alguém devemos cuidar para nós mesmos não praticarmos o mesmo ou pior. A hipocrisia é o mecanismo de defesa do pecador. Para se evitar isso, devemos nos apresentar todos os dias diante do próprio Deus, pois é somente Ele Quem pode nos justificar.

7.Muitos rabinos viviam em adultério. A consciência acusava a todos. Quantos ali deviam ser apedrejados e nunca foram? Os mais velhos tinham mais pecados e, portanto, maior peso em suas mentes. O pecador precisa ser bombardeado com mensagens sobre o pecado e a falta de justificação diante do próprio Deus. Se as pessoas não temem a Deus não há porque se preocuparem com os seus próprios pecados. Jesus, porém, desafiou as consciências adormecidas a refletirem sobre seus próprios pecados (v.7-9).

8.Jesus só levantou os olhos depois que todos saíram. Ele despediu a mulher em paz, mas o pecado continuou horrível para Ele, porque Ele é santo. O maior ofendido é o próprio Jesus Cristo. A mulher pecou contra a Sua Lei. Ele é o único que pode perdoar. Ele perdoou a mulher, não só por misericórdia do momento, mas sob o penhor de Sua morte na Cruz que logo aconteceria. Só há perdão e justificação quando o pecador aceita a Cristo como Seu único e suficiente salvador (v.10-11).

9.As justificativas do pecador diante dos seus próprios pecados são baseadas no pecado dos outros. A acusação é o mais antigo recurso do pecador. Começou no Éden, mas desde lá nunca funcionou, pois quando a consciência anestesiada acorda, o pecador perde os seus argumentos. Mas existe o perdão ao alcance de todos que olharem para Jesus, o Salvador.

As credenciais de Jesus Cristo como Salvador
João 8.12-30
I.Ele é a luz do mundo (v.12-20)
II.Ele é de cima (v.13-30)

10.A credencial é o que dá crédito para qualquer pessoa ter alguma autoridade sobre algum assunto. Os que não têm credencial e querem exercer autoridade são impostores. Jesus tem credencial como Salvador porque Ele é a luz do mundo e Ele é de cima, ou seja, é Deus. Os fariseus questionaram a Sua credencial.

11.Jesus extraiu Sua declaração de um detalhe da Festa dos Tabernáculos. Os recintos do Templo eram muito bem iluminados. Havia uma prática de acender os candelabros no Pátio das Mulheres, onde estava o tesouro (o gazofilácio). As luzes no templo representavam a glória da peregrinação no deserto, quando a coluna de fogo guiava o povo. Eram quatro candelabros enormes. Representava a “Luz dos Gentios” (Is 42.6). Essa iluminação permitia que a festa tivesse prosseguimento a noite toda.

12.O mundo está em trevas desde que Adão e Eva pecaram e se afastaram de Deus. Embora o mundo esteja em trevas há testemunhos por toda a natureza de que existe um Criador. Jesus é a revelação máxima desse testemunho. Jesus é a luz do mundo e quem não O segue continuará sem direção e nas trevas. Ninguém mais tem essa credencial, só Jesus (v.12).

13.Alguém não credenciado é um impostor. Se alguém fala de si mesmo é arrogante e pretensioso. Jesus teria credencial de falar de si mesmo? Sim, Ele é Deus. O próprio Pai o credenciou no batismo de João Batista (v.13).

14.Anteriormente Ele usou outros testemunhos para Si. Aqui Ele não quis. O único testemunho que usou foi o do Pai. Ele é Deus e sabe de onde veio e para onde vai. O conhecimento próprio lhe dá credencial. A filosofia diz que as três maiores perguntas do homem são: “De onde vim, o que estou fazendo aqui e para onde vou?”. Todos os homens sem Cristo estão desorientados (v.14).

15.O problema do homem é que ele só pode ver com os olhos físicos. A credencial de Jesus não está estampada em algum cartão de visita, mas é espiritual. Somente os que aceitam o Seu testemunho podem crer na Sua credencial. Jesus pode testemunhar de Si mesmo e, além disso, Ele tem a confirmação do Pai. Ninguém dos ouvintes duvida da credencial de Deus invisível, no entanto, estão duvidando de Jesus visível em corpo e obras. Ele não veio para julgar, mas para salvar (v.15-16).

16.O testemunho de Jesus respeita a lei dos judeus de somente aceitar o testemunho de pelo menos duas pessoas. Ele é credenciado pelo Pai. Eles mesmos podiam julgar pelo que ouviram no batismo de Jesus, pois os fariseus mandaram pessoas credenciadas para testemunhar. Podiam, também, julgar pelas obras que Jesus operou entre eles (v.17-18).

17.Eles endureceram os seus corações com a pergunta: “Onde está o teu Pai?”. Eles podiam ver, mas se recusavam a admitir que Ele só podia ser a luz do mundo. Não há dúvidas sobre a Sua credencial. As evidências são claras. Jesus respondeu a eles que se o aceitassem veriam o Seu Pai (v.19).

18.Ninguém prenderia Jesus sem a permissão do Pai. Enquanto tivesse ministério na terra, Jesus não seria preso. Gazofilácio é a tradução de “gaza” (tesouro) e “philake” (guardar). Havia 13 recipientes em forma de trombetas para receber as várias ofertas. Seis desses gazofilácios eram para ofertas voluntárias (A viúva em Mc 12.41-44 colocou em um desses). O Gazofilácio ficava no Átrio das Mulheres, assim chamado porque elas só podiam entrar até ali, não tinham outros privilégios. Os gentios, mesmo homens, nem ali podiam chegar. Os aleijados, mesmo homens, nem no Átrio dos gentios podiam chegar (v.20).

19.Jesus é a luz do mundo. Esta é a Sua credencial. Todos os que estão cegos e sem luz podem ver porque a luz de Deus desceu ao mundo para curar toda a cegueira. 

20.Outra credencial de Jesus é a Sua origem. Ele é de cima. Eles morreriam em seus pecados se não O aceitassem. Pensavam que Ele ia se suicidar. Ainda estavam rejeitando a Sua credencial e, por isso, não queriam aceitar que Ele voltaria para o céu de onde Ele é. O problema não é a falta de entendimento, mas é o pecado da incredulidade e dureza de coração (v.21-23).

21.Ele é o eterno “Eu sou”. Essa é a credencial que dava a Moisés autoridade de se apresentar diante de Faraó, mas não significa que o soberano do Egito o aceitou. Da mesma forma, Jesus se apresenta como o Deus eterno, mas não quer dizer que os fariseus O aceitaram (v.24 com Êx 3.14).

22.A mensagem naquela altura não era mais salvadora para eles, pelo contrário, era condenatória, pois estavam relutantes em crer em Jesus como o Deus eterno, o grande EU SOU. A graça de Deus é apresentada, mas alguns a resistem e sofrem a conseqüência. Desde o princípio Jesus está dizendo que Deus é Seu Pai, mas eles não aceitam isto, e o resultado foi que a sua rejeição os cegou. Se por muitas oportunidades as pessoas rejeitam, logo ficaram cegas às verdades tão claras. Os fariseus, cinicamente, pergunta a Jesus de onde Ele é  (v.25).

23.Jesus já podia decretar a condenação dos fariseus, mas Ele, insistentemente, tentava os ganhar. Bastava se arrependerem e se converterem ao Senhor Jesus e estariam salvos. Muitos se endurecem por um orgulho que só os leva à perdição. Eles estavam tão obstinados com a idéia de que Jesus não era Deus que nem percebiam que Ele falava do Pai. Não aceitavam a credencial de Jesus e, por isso, se fecharam para toda evidência de Seu ministério (v.26-27).

24.Note a pessoa do verbo: “tiverdes”. Isso indica que os judeus é que levantarão Jesus na Cruz. Não importa muito que os instrumentos foram os romanos, a responsabilidade recai sobre os judeus como aqueles que crucificaram Jesus (v.28).

25.A obediência de Jesus ao Pai mantinha a credencial, pois o Pai estava sempre com Ele. Jesus é do alto e não podia falar palavras que não viessem do alto. Os fariseus precisam ver as profecias e saber que Ele tinha todas as credenciais do Profeta prometido (v.29).

26.Apesar da incredulidade dos fariseus, muitos creram. Isto prova que as credenciais de Jesus são verdadeiras. Porém, o evangelho de João mostra pessoas que crêem, mas não para a salvação, pois elas não pretendem mudar o seu estilo de vida. Elas se admiram das palavras e até as acham bonitas, mas quando Jesus se aprofunda no assunto de discipulado, elas mostram que, de fato, não se arrependeram e não se converteram. Há muitos que admiram os crentes e os ensinos de Jesus, mas não estão dispostos a se entregarem totalmente. Aceitam a credencial, mas não aceitam serem acusadas. É como o criminoso que aceita a credencial do investigador criminal, mas não se submete à acusação de seus crimes (v.30).

27.Jesus é credenciado pelo Pai para se declarar Deus porque, de fato, Ele é Deus. Jesus é a luz do mundo e Ele vem do alto. Se não cremos nas coisas do alto não somos salvos. A nossa credencial para entrar no céu é a fé em Cristo Jesus.

As sementes que germinam para um destino eterno
João 8.31-59
I.A semente da verdade que germina para libertação (v.31-36)
II.A semente física de Abraão que germina para o orgulho (v.37-43)
III.A semente do diabo que germina para a mentira e assassinato (v.44-59)


28.No contexto dos judeus em relação Jesus, permanecer Nele era o requisito para conhecê-Lo e, conseqüentemente, ser liberto. Os que “creram” deviam orientar a própria vida com os ensinos de Jesus e deixar de ouvir o Sinédrio, pois já ficou evidente a falta de competência desses líderes. As sementes germinam, mas nem todos os frutos são bons. Os que nascem do alto produziram frutos para a vida eterna, mas os fariseus germinam para a perdição, pois estão presos à filiação humana de Abraão, mas servindo ao diabo (v.31).

29.Jesus promete libertação, mas libertação de quê? No caso dos judeus, a libertação da escravidão dos padrões que parecem corretos, mas são apenas legalismo ditado pelo Sinédrio e seus membros, os fariseus e saduceus. A semente da verdade é a única que germina libertação e vida eterna (v.32).

30.As mesmas pessoas que “creram” não aceitam a semente da verdade. Querem seguir a Jesus, mas continuar com suas próprias obras. Estes dizem que “jamais foram escravos de ninguém”. Isso não era verdade, pois o povo de Israel foi escravo dos babilônios, dos egípcios, dos assírios, dos persas e, agora, de certa forma, são escravos dos romanos (v.33).

31.O próprio Abraão nasceu em pecado, por isso, dependeu da fé. Ele creu e isto lhe foi imputado por justiça. A semente da verdade cresce regada pela fé no Libertador, Jesus Cristo. Os judeus não queriam aceitar este discurso, pois se achavam livres de pecado (v.34).

32.Eles não podiam permanecer na Casa do Pai porque são escravos do pecado. Nenhum pecador pode ficar na casa do pai porque não é filho, isto é, não é da semente do pai, é um escravo. Um escravo era facilmente vendido e deixava a casa. Um escravo não tinha residência fixa. Com o filho é diferente, pois o filho pertence à casa. O Filho tem liberdade. O Filho é Jesus, não vendido ao pecado. Ele é livre e liberta. Todos os que são semente de Cristo, ou seja, nascidos de Cristo pertencem à mesma casa e podem permanecer. São livres (v.35-36).

33.Jesus deixou bem claro que mesmo aqueles que “creram” não sabiam até o momento quais eram as implicações. A semente da verdade germina vida eterna. A única confiança deve estar na Pessoa de Jesus Cristo que é a verdade.

34.A semente deles era outra e, por isso, não aceitavam a semente da verdade. Eles eram descendentes de Abraão e nisto não há nada de errado, pois Abraão creu. No entanto, eles eram sementes físicas e não espirituais de Abraão, pois se fossem não teriam a intenção de matar Jesus. A semente da verdade não estava neles. Jesus tem um Pai que é Deus, mas os judeus não seguem o mesmo Pai, pois têm outra filiação. A semente da verdade não pode produzir frutos de incredulidade e rejeição. A semente física de Abraão não produz espiritualidade e fé, simplesmente prova que são judeus e este fato não salva ninguém. Se fossem sementes espirituais de Abraão praticariam as obras de Abraão (v.37-40).

35.Os judeus achavam que além de serem sementes de Abraão eram sementes de Deus, pois O consideravam como Pai. No original, a frase empregada é: Não nascemos de um “pornéia” ou seja, não nascemos de uma fornicação, prostituição. Eles se consideravam a pura semente de Deus, sem nenhuma mancha. Consideravam-se raça pura e superior. De modo algum gostamos de pensar nos dias de Hitler, mas foi exatamente isto que ele pregou para matar os judeus. Toda vez que alguém superestima a sua própria posição na sociedade acaba subestimando o seu semelhante. Por exemplo, ser um bastardo não significa que a pessoa não tem dignidade, pois qualquer um de nós poderia nascer de um relacionamento impuro. Deus não vê as pessoas pelo seu status social (v.41).

36.Jesus não somente apresenta a semente da verdade como esclarece que eles que não são semente espiritual de Abraão. Eles pensavam que o nascimento físico dentro da semente de Israel já lhes dava o direito de serem salvos. A prova é sempre a Pessoa de Jesus Cristo e é nisto que as seitas esbarram, pois colocam Jesus acima de todos os homens, mas abaixo de Deus. Se os judeus fossem semente espiritual de Abraão, seriam semente da verdade e aceitariam Jesus como Deus e salvador (v.42).

37.Eles não podem entender a linguagem de Jesus porque não são semente espiritual que germina para a vida eterna. A semente carnal não pode germinar para a vida eterna. Ouvem, mas não têm discernimento espiritual (v.43).

38.A semente da verdade liberta e a semente física de Abraão escraviza. A semente espiritual de Abraão é a semente da verdade e liberta porque produz fé para justificação na Pessoa de Jesus Cristo. O judeu do Velho Testamento era salvo por crer na provisão de Deus através dos sacrifícios com a esperança de um Libertador que viria. O judeu depois de Cristo é salvo quando crê que Ele é o sacrifício perfeito e o Libertador que viria.

39.Jesus falou claramente qual semente eles eram. Uma semente má produz maus frutos e a explicação está toda neste fato. Eles são sementes do diabo e, por isso, querem matar Jesus. Essa semente maldita produz três pecados mencionados neste versículo. O primeiro pecado é o egoísmo, o segundo é o assassinato e o terceiro é a mentira. Pensando em Caim aconteceram estes três pecados. Ele só pensou em si mesmo, por isso, matou Abel e mentiu quando disse “sou guardador de meu irmão?”. Os judeus só pensam em si e querem matar Jesus e são mentirosos como se vê claramente nos Evangelhos, principalmente, no julgamento de Jesus. Como provêm de uma semente mentirosa, o diabo, os opositores de Jesus não crêem Nele (v.44-45).

40.Ninguém pode acusar Jesus de pecado, pois a semente Dele é sem pecado. Ele é o primogênito de Deus. Gerado de Deus, não no sentido de nascimento, mas em sujeição ao Pai. Os judeus obstinados são sementes do diabo e não crêem em Jesus. Se eles fossem sementes de Deus dariam ouvidos a Deus, mas são sementes do diabo (v.46-47).

41.Eles não aceitavam que Jesus era semente divina, mas acusavam que Ele era uma semente maldita de samaritano e do diabo. Os judeus, furiosos, xingam Jesus com os piores palavrões da época. Diziam que era um samaritano, indicando que a fé de Jesus era uma fé corrompida, um herege e, também diziam que era um endemoninhado, indicando que os demônios incentivam Jesus à heresia e à blasfêmia (v.48).

42.Jesus confirma que a sua semente é divina. Os judeus, no entanto, desonravam a Deus rejeitando a Jesus. A glória de Jesus era confirmada pelo Pai. Deus busca glorificar o Filho e julga a obediência Dele, aprovando-a (v.49-50).

43.Jesus continua dizendo que “aquele que guardar a minha palavra não morrerá eternamente”. Eles deviam deixar que a semente da verdade e da descendência espiritual de Abraão germinasse em seus corações (v.51).

44.Os judeus confirmavam que eram semente do diabo. A dúvida deles era: se Abraão e os profetas morreram, quem é este para dizer isto? Eles nem mesmo criam que o pai Abraão e os profetas viviam. Eles não cogitavam as coisas de Deus (v.52-53).

45.A glória de Jesus vem diretamente do Pai. Eles se achavam sementes de Deus, mas não aceitavam Jesus. Jesus conhece o Pai, mas os judeus não conhecem. Eles são mentirosos, pois são da mesma semente que o diabo (v.54-55).

46.Para o judeu não era estranha a idéia de que “Abraão se alegrou por ver, profeticamente, o dia do Messias, no sacrifício de Isaque. O problema é que Jesus disse: “Abraão se alegrou por ver o ‘meu dia’”. Em outras palavras, Jesus diz que é o Messias esperado por Abraão (v.56).

47.Jesus não tinha nem 50 anos. Para conhecer Abraão deveria ter, pelo menos, 1700 anos. Jesus diz que é  o eterno “Eu Sou”. Isto era demais para os judeus. Eles se achavam semente de Abraão e bem na frente deles aquele homem diz que Ele existe antes de Abraão (57-58).

48.O fato de pegarem em pedras para matá-Lo, indica que esses judeus entenderam que Jesus estava dizendo que Ele é Eterno e, portanto, que é Deus. Com essa atitude acabaram de confirmar que Jesus é um profeta, pois Ele disse que queriam matá-Lo e eles O acusaram de endemoninhado (v.59).

49.Eles são de uma semente maldita, o diabo. Se recebessem a semente da verdade seriam livres. Se fossem semente espiritual de Abraão aceitariam a Jesus, mas por prepararem os seus corações para receber a semente do diabo rejeitaram a Jesus, o salvador.

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