Isaías 54

Capítulo 54: O futuro glorioso de Jerusalém

1.Jerusalém será alargada (v.1-3)
2.Jerusalém será amparada (v.4-10)
3.Jerusalém não será mais afligida (v.11-17)

1.O Servo do Servo verá o fruto do Seu trabalho, pois ressuscitará. Um fruto é a restauração do povo de Israel e o restabelecimento de Jerusalém como a sede de adoração ao Senhor. A promessa é de um parto sem dor e muitos filhos. A cidade que não tinha filhos e era solitária, com a restauração será uma mãe alegre de muitos filhos. Isto significa que a cidade de Jerusalém se encherá de habitantes judeus, salvos. A figura é de uma tenda pequena demais para comportar os moradores. Assim será Jerusalém. O texto pode ser muito bem aplicável aos crentes, porém, o principal objetivo do texto não é falar do crescimento da igreja e, muito menos do crescimento da sua denominação evangélica. O trabalho de missões da igreja deve ser realizado, não com o objetivo vaidoso de expansão de uma denominação evangélica ou como o triunfo de uma agência missionária, mas como a realização do propósito de Jesus Cristo de ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda a criatura. Infelizmente, para os que não creem num reino literal nessa terra, terão que dar um sentido esquisito para a expansão do território de Israel, tal como um mundo se convertendo e entrando para a Igreja. Isto está muito longe de ser verdade e uma simples observação deste mundo desmonta esse argumento (v.1-3).


2.Jerusalém, uma ilustração para o povo de Israel, foi envergonhada no Egito como escrava e humilhada na Babilônia como viúva. O Criador é o marido de Jerusalém. Ela está amparada pelo Senhor dos Exércitos. Apesar de Israel se tornar uma meretriz é o Santo quem a redime. O desamparo de Israel acabará porque o Senhor a amparará. Parecia que Deus não queria mais nada com Israel, mas Ele voltará a acolher o Seu povo querido. Se a disciplina foi dura e rápida, a compaixão será refrescante e eterna. É assim que Jesus nos acolheu também. Estávamos desamparados em nossos pecados, vícios e rebeldia, mas a salvação nos trouxe purificação e companhia fiel. Assim como o mundo não mais acabará em Dilúvio, Deus não mais disciplinará Israel, não porque Ele deixará de ser justo, mas porque Ele dará um novo coração à nação. Essa é a aliança de Jeremias onde se lê que a lei de Deus será imprimida no coração de Israel (v.4-10).

3.Muita aflição desanima qualquer sofredor. Israel chegará ao limite em que Deus a alcançará. É verdade que há pessoas duras de coração sobre as quais as aflições as fazem blasfemar. O mesmo sol que amolece a cera endurece o barro. Deus presenteará Jerusalém, depois da aflição, com uma construção firme e bela. A descrição da Jerusalém Celestial está em Apocalipse 21. Haverá paz para Jerusalém e ensino puro de Deus. As promessas para Israel nunca foram cumpridas. A Igreja é um plano maravilhoso, mas não substituiu Israel, a nação eleita. Há espaço para a Igreja e para Israel no coração de Deus. A justiça voltará a Israel. Sempre haverá pessoas contendendo a respeito de Israel, mas isso não vem de Deus, pois o futuro glorioso para Jerusalém e Israel já estão traçados desde a eternidade. Os inimigos de Israel cairão em sua própria fornalha. O direito de Israel não procede da ONU, mas do próprio Deus. Nós, Igreja, já desfrutamos de toda a sorte de bênçãos espirituais nas regiões celestiais. Assim como gozamos desses direitos e não gostaríamos que ninguém os tomasse, devemos respeitar o direito de Israel porque o Seu defensor é o mesmo Deus que nos remiu através de Jesus Cristo (v.11-17).

Um comentário:

  1. "...muita aflição desanima qualquer sofredor.."
    Maithê

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