1 Coríntios 16


Capítulo 16: A coleta para os crentes de Jerusalém. Exortações e saudações finais
A.A coleta para os crentes de Jerusalém (v.1-12)
1.Rm 15.26. Os crentes em Jerusalém estavam passando por necessidade (2 Co 8 e 9). A coleta devia ser feita da seguinte maneira (v.1-2):

1)No 1º dia da semana (Era quando os crentes se reuniam).
2)Todos contribuiriam
3)Conforme tivessem
4)Em casa, não na presença de Paulo, para não se sentirem pressionados.
5)Regularmente

2.Paulo se encarregará de enviar a coleta para os crentes em Jerusalém através dos irmãos escolhidos, i.é., não seria o próprio Paulo que levaria, mas aquelas pessoas que os coríntios aprovassem. Paulo era cuidadoso sobre o dinheiro para não dar margem às falsas suspeitas. Eles mandariam carta informando quem levaria o dinheiro; era uma carta de recomendação. Em 2 Co 8.16-21 ficamos cientes que o escolhido foi Tito. Paulo irá com os "aprovados" (talvez mais alguém com Tito). Isto Paulo faria se valesse a pena ("convier"), ou seja, se a quantia fosse pequena, Paulo não perderia tempo para ir a Jerusalém com tanta pressa (v.3-4).


3.Paulo pretende percorrer a Macedônia e passar o inverno em Corinto. Talvez ele se demore em Corinto. Em Corinto, possivelmente, Paulo queria conseguir coisas para a viagem posterior. Paulo buscava sempre a vontade de Deus ("se o Senhor permitir"), mas isto não quer dizer que sempre usasse a expressão "se Deus quiser". Os crentes herdaram esta expressão do judaísmo (Tg 4.15). Certa vez Paulo disse "eu irei" (Rm 15.28) e outra vez disse "importa-me ver Roma" (At 19.21). Portanto, há o perigo de fazermos da expressão "se Deus quiser" um chavão a ponto de sentirmos culpa se não usarmos. O que vale não é a expressão em si, mas a submissão à direção de Deus (v.5-7).

4.Paulo ainda tinha atividades em Éfeso. Paulo tinha adversários em Éfeso. O ourives de At 19 é um exemplo (v.8-9).

5.A recepção devia ser com respeito, Paulo já vai advertindo. Timóteo devia chegar ali "sem receio". É bem provável que Timóteo era tímido e pouco ousado e poderia ter medo desta visita. Paulo queria que Timóteo e "os irmãos" voltassem bem. Três opiniões sobre "os irmãos" (v.10-11):

1)Estavam com Paulo em Éfeso e, juntamente com Paulo esperariam Timóteo.
2)Iriam com Timóteo nessa viagem para Corinto.
3)Alguém de Corinto que voltaria com Timóteo para Éfeso.
O certo é que os problemas em Corinto seriam difíceis para Timóteo.

6.Este versículo prova que de modo algum Paulo e Apolo eram rivais. Paulo não tinha inveja de Apolo, o orador, sendo que Paulo não era bom orador (2 Co 11.5-6). Os coríntios queriam a visita de Apolo e Paulo incentivou (v.12).

B.Exortações e saudações finais (v.13-24)
1.Alguém vigilante não é simplesmente alguém "sem sono", mas é alguém que está alerta. A estabilidade do crente deve estar fundamentada em Cristo. Os coríntios, embora crentes, não tinham muita estabilidade, como vimos em toda esta epístola. Isto mostra que, mesmo que alguém seja um obreiro dedicado e conhecedor, como Paulo e Apolo, o resultado nos corações quanto à firmeza será sempre e somente do Espírito Santo, juntamente com a vontade dos discípulos (v.12).

2.Os coríntios eram imaturos em algumas áreas e carnais em outras e precisavam crescer, tornando-se adultos responsáveis. Não significa um imperativo simplesmente, pois não há capacidade em nenhum crente de extrair forças de si mesmo, antes significa buscar forças no Senhor. Exemplo semelhante vemos em 2 Tm 2.1 (v.13).
3.O Capítulo 13 enfatiza o amor. O original é "em amor" e não "com amor". A diferença pode não ser tão grande, mas devemos entender que as ações não são apenas acompanhadas "com amor", mas sim que as próprias ações do crente subsistem "no amor" ("em amor") (v.14).

4.A “casa” entende ser um termo que significa "a família". Portanto, a família de Estéfanas é as "primícias" da Acaia, ou seja, foi a primeira família a se converter ao Cristianismo naquela região. Sujeitar-se a crentes como Estéfanas. Na verdade cada um deve sujeitar-se ao outro. No caso de Estéfanas, o testemunho devia ser bom e, portanto, a sujeição não era penosa (v.15-16).

5.Paulo recebeu a parte que faltava dos coríntios, mas isto não pode ser entendido em primeiro lugar como ofertas, mas sim no sentido emocional. Paulo sentia saudades dos coríntios e Estéfanas, Fortunato e Acaico levaram as saudações dos coríntios, o que satisfez Paulo em ver "uma parte dos coríntios". Devemos sempre lembrar que em algumas igrejas Paulo não exigia e nem pedia ofertas (exemplo: Corinto e Tessalônica) (v.17).

6.O refrigério era a lembrança dos coríntios, representada por Estéfanas, Fortunato e Acaico (v.18).

7.Paulo termina enviando saudações. As igrejas da Ásia e Áquila e Priscila também saúdam os coríntios. Funcionava uma igreja na casa de Áquila e Priscila, que eram de Éfeso. A saudação com ósculo santo era totalmente normal nas culturas daquela época. Era o beijo comum no mundo antigo e oriental (v.19-20).

8.Paulo às vezes escrevia "de próprio punho" e outras vezes usava amanuense (Rm 16.22, Gl 6.11). É bem possível que tivesse algum problema com a visão (miopia ou glaucoma - ver Gl 4.13-15). Aos coríntios, por exemplo, só escreveu a saudação; a epístola foi escrita por Estéfanas e/ou Sóstenes (1.1) (v.21).

9.Quem não ama o Senhor é maldito. "Maranata" não é um termo grego, mas aramaico: MAR (Senhor) AN (nosso) ATHA (vem) (v.22).

10.”A graça e o amor” era o tipo de saudação comum, também, nas outras epístolas de Paulo (v.23).


2 comentários:

  1. pastor como devemos lidar com pessoas que não tem nem um interesse pela escola bíblica principalmente quem tem cargo na igreja?

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  2. Leia Hebreus 10.25 e mostre com amor que um líder precisa ser o exemplo para outros.

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