Gálatas 1

Capítulo 1: O outro evangelho e o evangelho verdadeiro
1.Uma tribo de gauleses se instalou naquela província no 3º século a.C. e, por isso, ficou conhecida como Galácia. Talvez Paulo tenha escrito esta carta em Antioquia. Ele teria passado na Galácia depois do Concílio de Atos 15, no ano 50 a.D. Como a questão da circuncisão já havia sido tratada, ele teria argumentos e apóio aos gálatas. Ele começa a carta apelando para a autoridade apostólica recebida do próprio Deus. A saudação com a graça é tão importante para esta igreja legalista que estava tentando viver com os próprios esforços (v.1-5).

2.Diferente das outras cartas, aqui Paulo não começa com nenhum tipo de elogio, mas com uma repreensão. O legalismo e todas as formas de esforço próprio na vida cristã são chamados de “outro evangelho”. Paulo fala hipoteticamente de um anjo de Deus trazendo outro evangelho. Evidentemente isto jamais acontecerá, mas mostra a seriedade e a imutabilidade do evangelho. O evangelho está acima de qualquer igreja local e organização. Não devemos ser condescendentes com os falsos mestres. Eles são malditos, pois pervertem a mensagem celestial de confiar somente em Cristo Jesus para valorizar o esforço humano (v.1-9).

3.Em contraste aos falsos mestres, Paulo se coloca como exemplo de um servo que não quis agradar a si mesmo, mas transmitir a mensagem de Deus (v.10-11).

4.Este é um texto muito importante, pois fala de Paulo como um judeu. Lembremo-nos de que Paulo está advertindo os crentes contra os judaizantes. Portanto, ao se colocar como um judeu verdadeiro, Paulo mostra sua autoridade. A visão é a de um judeu, membro de uma nação eleita. Todo judeu é escolhido antes de seu nascimento, mas isto não significa salvação e, sim, chamado para uma missão e responsabilidade. Sabemos que houve falha de Israel, mas mesmo assim Deus não desistiu de Suas promessas para essa nação. Ainda é o povo escolhido que receberá atenção especial logo após o arrebatamento da Igreja. Paulo, falando como um judeu, se assemelha a Jeremias (ver Jeremias 1.5), a Sansão (Juízes 13.7) e a João Batista (Lucas 1.15). Agora, muito mais, não apenas como judeu, mas como apóstolo do Senhor Jesus Cristo, Paulo tem uma missão a qual recebe diretamente de Cristo Jesus nos desertos da Arábia por três anos. Paulo é o detentor e proclamador do mistério antes encoberto. Ele soube antes dos demais apóstolos a respeito do plano de Deus de unir judeus e gentios em um só Corpo, a Igreja. Deus dirigiu tudo perfeitamente que todos aceitaram a obra de Deus na vida de Paulo (v.12-24).

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