Gálatas 4

Capítulo 4: A filiação do crente. As duas alianças
1.A menoridade quase não é diferente do que a escravidão, pois embora o menor seja dono de tudo não é dono de nada. Um herdeiro sem posse. Debaixo da lei do esforço próprio e debaixo do sistema do mundo não éramos filhos de Deus. Até o judeu sem Cristo não tinha filiação, pois nenhum judeu poderia chamar Deus de Aba, Pai. Podiam apenas dizer que Deus é o Pai da nação de Israel, mas não individualmente. Quando Cristo veio, no tempo certo ou na plenitude dos tempos, fez esta filiação de maioridade possível. O Espírito Santo é a certeza de novo relacionamento (v.1-7).

2.Quem desejaria voltar a menoridade e abrir mão dos direitos de herdeiro? É tão bom ser filho com todos os direitos. Quando o crente quer viver com os próprios esforços está desprezando sua adoção e voltando a ser como um escravo. Fazíamos de nossas regras nossos deuses. Achávamos que se obedecêssemos todas as regras agradaríamos ao deus legalismo. Paulo teme ter desperdiçado seu tempo, pois os gálatas estavam voltando aos rudimentos do mundo e do legalismo (v.8-11).

3.Paulo relembra aos gálatas como foram solícitos ao receberem a mensagem e o respeito para com o apóstolo. A doença nos olhos de Paulo é sugerida nesses versículos. Os falsos mestres estavam perturbando o entendimento dos gálatas e tudo com muito zelo. Por isso, devemos advertir aos crentes que não fiquem simpatizados com os seguidores de seitas e ensinos errados. Eles são esforçados porque querem ganhar pessoas e manterem sua “salvação”. Tudo o que fazem é por motivos egoístas. O sistema de crença deles é todo apoiado em obras. Eles querem excluir, afastar e anular os crentes do evangelho verdadeiro e de Paulo. É bom que os gálatas sejam zelosos, mas não dos falsos mestres e sim zelosos do evangelho. Paulo fala com amor, mas o tom é de repreensão, pois já não são meninos no evangelho e, por isso, já deveriam ter aprendido que não se deve trocar a graça do Senhor Jesus por obras da lei que é o esforço próprio (v.12-20).

4.Já que os gálatas estão tão interessados na lei, a própria lei tem ensino suficiente de que estão errados. Paulo usa o recurso alegórico de Abraão, Agar e Sara que, de fato, representam dois pactos. A lei e a promessa, o esforço próprio e a graça. Agar representa o Sinai, a Lei e a Jerusalém terrena que atualmente está escravizada, ou seja, na época em que Paulo escreveu Roma ainda dominava Jerusalém. Sara representa a mãe dos salvos, a Jerusalém celestial. Assim como Ismael se tornou inimigo de Isaque, os judaizantes com seu ensino legalístico são inimigos dos crentes que vivem debaixo da graça. Um é escravo e outro é livre (v.21-31).


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