Isaías 63

Capítulo 63: Vingança e oração

1.A vingança de Deus contra os inimigos (v.1-6)
2.A oração do profeta (v.7-19)

1.O profeta Isaías descreve a vingança de Deus contra os inimigos do povo de Israel. Jesus não nos autorizou a nos vingarmos dos nossos inimigos e nem mesmo a desejar o mal dos nossos inimigos, mas a orar por eles. Paulo disse que devemos fazer o bem aos nossos inimigos porque eles podem se envergonhar com brasas vivas em suas cabeças, ou seja, consciência queimando por retribuirmos o mal com o bem. No entanto, ele diz que a vingança pertence a Deus. Neemias também pediu que Deus intervisse contra os inimigos. Nós sabemos que um dia o Senhor Jesus voltará a este mundo em chamas de vingança contra o Anticristo e o seu exército. O profeta descreve esse combate chamado Armagedom, no livro do Apocalipse. Jesus virá como salvador de Israel e vingador dos inimigos. A roupa dele ficará manchada de sangue. A figura usada é a de um pisador de uvas no lagar, mas é uma figura de linguagem para o sangue. Ele não precisará de aliados, pois com um sopro Ele vence o inimigo (v.1-6).

2.No mesmo relato de vingança há, por parte do profeta, um louvor sincero pelas misericórdias do Senhor para com o Seu povo humilhado e oprimido. A angústia do povo de Israel foi a angústia do Senhor. Assim como no passado, Ele redimirá o Seu povo no futuro. Assim como o povo foi rebelde no passado, está sendo desobediente hoje. Os judeus angustiados nos dias da tribulação se lembrarão do livramento de Moisés no Egito. Jesus, em quem o Espírito Santo repousou, era o verdadeiro libertador ao lado de Moisés (v.7-14).

3.O profeta sonha com esse dia. Ele não viu, senão profeticamente, mas sabe que é certo, pois o Senhor Deus disse para ele. O povo de Deus deve manter, com esperança renovada, a certeza do triunfo do Messias sobre o mundo pecador, iludido pelo diabo. O Senhor prometeu e jurou a vitória para o Seu povo. Abraão ainda não viu as promessas feitas a ele sendo cumpridas. Deus tem uma “dívida” para com os patriarcas e cumprirá todas as promessas de vitória, reino e território. O profeta clama, compadecido, pelo povo rebelde. Ele não está ensinando que Deus é culpado pela rebeldia e desvio do povo, mas sugere fortemente que se o Senhor não permitisse Israel não se desviaria. É certo pensar que Deus tem todo o poder de fazer o povo obedecer, no entanto, também é certo afirmar que Deus quer verdadeiros adoradores e não prisioneiros espirituais sem qualquer faculdade para examinar o certo e agradável e, assim, por livre vontade, obedecer ao Senhor com coração grato. Isaías relembra que Israel aproveitou muito pouco do seu próprio país, pois desde o início cananeus estiveram misturados com o povo o qual não os expulsou totalmente. Com isso, Israel pegou muitos costumes até se esquecer do Senhor e ser levado para o cativeiro (v.15-19).


Um comentário:

  1. Adorei essa interpretação Deus abençoa fortemente

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