Isaías 64

Capítulo 64: Esperando em Deus em oração

1.Esperando pelos grandes feitos do passado (v.1-4)
2.Esperando pelo perdão (v.5-7)
3.Esperando pela misericórdia (v.8-12)

1.O profeta Isaías continua sua oração. O crente ora porque depende do Senhor e não porque Deus precisa de nossas orações. Quando o crente espera no Senhor, o desejo é que os céus se abram em bênçãos e que tudo pare diante de Sua grandeza. No caso do profeta, o desejo é que Deus intervenha na situação de invasão e cativeiro. Sabemos, pelo decorrer da história, que Deus não dispensaria a disciplina do cativeiro, porém, não significa que Ele não se agradaria da oração do profeta bem como de toda a nação. O profeta Isaías ansiava pela repetição dos feitos do passado. Muitas vezes, queremos que Deus faça algo tão extraordinário em nossas vidas a respeito dos nossos problemas que chegamos a pensar que Deus só é Deus se agir “movendo montanhas” ou “abrindo o mar vermelho”. A resolução do problema em si é menos importante do que o que devemos aprender do Senhor, mas, no momento, queremos mais é
resolver os problemas do que ter comunhão com Deus. O Senhor sempre trabalhou para aqueles que Nele esperam. O mesmo Deus que abriu o Mar Vermelho foi aquele que permitiu Estevão ser apedrejado até à morte. De modo algum significa que os judeus libertados do Egito eram mais amados do que Estevão. No entanto, vemos Estevão mais grato ao Senhor e perdoador do que os murmuradores do deserto (v.1-4).

2.O profeta sabe que Deus vai até o pecador contrito e daquele que anda em piedade à Sua Palavra. Isaías sabe que toda a nação é passiva de repreensão porque por muito tempo está em rebeldia. Assim como Abraão incomodava Deus com as perguntas pensando na salvação de Ló da destruição de Sodoma, Isaías quer saber se Deus perdoará o povo algum dia. O profeta se inclui como pecador, juntamente com a nação. Ele já fez isso no capítulo 6. Os termos usados para admitir a própria iniquidade são bem indecorosos. Até aquilo que o pecador considera justiça própria, o profeta diz serem panos da imundícia, ou seja, panos usados nos ciclos femininos (ed beged, em hebraico). Além disso, ninguém chamava a atenção de Deus em oração e quando oravam, Deus não queria atendê-los, pois não faziam as orações acompanhadas de arrependimento (v.5-7).

3.A oração do profeta deveria representar toda a nação. Israel é o barro e Deus é o oleiro. A misericórdia cairia muito bem para Isaías e para a nação, mas, infelizmente, nem todos tinham o mesmo temor que o profeta. O crente está livre da ira de Deus, mas não de Sua disciplina. O pecado traz consequências desastrosas. Para Israel, as cidades santas ficariam desertas e Jerusalém destruída. O profeta se recusa a pensar que Deus não faria nada diante de tamanha humilhação. O fato é que Deus foi blasfemado entre os gentios, mas Ele suportou isso para que Israel experimentasse a Sua disciplina. O nosso pecado desonra a Jesus e Seu evangelho, mas a disciplina cumpre o propósito de purificação. Não pensemos que o prejuízo para a Igreja seria suficiente para Deus impedir a disciplina dos crentes (v.8-12).

Um comentário:

  1. Muito boa reflexão, irmão. edificou minha vida. Deus abençôe.

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