Isaías 65

Capítulo 65: Rebeldia, Remanescente e Restauração

1.Rebeldia (v.1-7)
2.Remanescente (v.8-16)
3.Restauração (v.17-25)

1.Até um povo que não pertencia ao Senhor O buscava. É uma profecia a respeito dos gentios buscarem a Deus. Paulo cita essa profecia em Romanos 10.20. Deus sempre quis salvar os gentios, mas nunca quis que para isso o Seu povo eleito o rejeitasse. No coração de Deus há espaço para todos os que O buscam arrependidos de seus pecados. Deus sempre está pronto a dizer: “Eis-me aqui”. Ele recebe o pecador contrito. Para a nação de Israel, Deus insistiu em buscá-la, sempre estendendo suas mãos amorosas. A nação, no entanto, segue os próprios caminhos e pensamentos e não os caminhos e pensamentos de Deus (v.1-2).


2.Deus não queria que o povo sacrificasse em jardins e debaixo de árvores como os pagãos faziam, por isso, separou um tabernáculo e, posteriormente, uma Casa e depois o Templo. Israel se rebelou e criou sua própria adoração imitando os vizinhos pagãos. Deus sempre ficou irritado com isso. Não bastasse essa provocação, o povo também passou a praticar a necromancia, sacrificando nas sepulturas a fim de “conversar com os mortos”. A dieta que Deus deu como teste de fidelidade foi totalmente desprezada e passaram a comer alimentos proibidos e feitos de modo proibido por Deus, com sangue. O Senhor Jesus não está colocando tais regras para testar nossa obediência, mas se Ele pedisse, seja o que quisesse, deveríamos obedecer. De fato, Ele está pedindo e será que estamos obedecendo. Ele pede para amarmos, perdoarmos, pregarmos o evangelho a toda a criatura, contribuirmos financeiramente e com nossos bens, lermos a Bíblia, orarmos, confiarmos, exortarmos, ouvirmos a exortação, termos paciência, hospedarmos, batalharmos pela fé e muitas e muitas outras práticas as quais também testam nossa obediência (v.3-4).

3.A arrogância do pecador é cega e nem consegue ver a tolice de se comparar a Deus em santidade. Quando alguém chega ao ponto de se achar mais santo do que o próprio Deus, então, a presunção já se instalou em seu coração e a loucura passa a ser a sua principal característica. Deus sente essa rejeição e presunção como fumaça ardendo no nariz. Esse atrevimento não passará em branco. Israel será castigada por dois cativeiros: Assíria e Babilônia (v.5-7).

4.No meio dos infiéis existe um pequeno grupo fiel. Assim como não se despreza um cacho de uvas quando algumas estão azedas e verdes, pois existem as aproveitáveis, da mesma forma entre o povo de Israel alguns eram piedosos e não se venderam à idolatria e rebeldia. Deus está atento a esses fiéis e não os desprezará, ainda que também vão para o cativeiro junto com os infiéis. Neste mundo perverso, o Senhor Jesus está atento àqueles que andam na luz e obedecem ao Espírito Santo. Mesmo sofrendo a incompreensão dos que não querem obedecer à Palavra, esses têm a segurança de não serem lançados fora como uvas azedas (v.8).

5.Deus levantou o descendente de Jacó que herdará toda a terra. É o Messias de Israel. Os eleitos de Deus aqui são o povo de Israel. Do povo eleito, evidentemente, nem todos são salvos, mas no final da tribulação tudo será esclarecido e os salvos de Israel herdarão os montes de Jerusalém. Haverá abundância de bens e frutos nas cidades de Israel. Acor e Sarom, regiões férteis de Israel (v.9-10).

6.Quem se afasta do Senhor acabará por se render à idolatria ou, provavelmente, se afastou do Senhor por causa da idolatria. Dois deuses dos babilônios, Fortuna (Gad) e Destino (Menee). A maioria das pessoas seguirão o dinheiro e o “destino seguro”. Os fundos de investimentos e os bens duráveis podem justificar o esforço de trabalho nosso no dia-a-dia para assegurar-nos de um futuro confortável, mas essas pessoas estão vivendo o presente? Estão contribuindo na obra de Deus ou estão guardando aquilo que não podem guardar para o seu destino? São questões práticas as quais nos delatam e nos colocam de frente com o povo de Israel acusando-nos ou nos defendendo como iguais ou melhores do que aqueles idólatras. Enquanto os judeus adoram o deus Destino, o único destino que restará à nação é a espada. Não porque Deus não tenha avisado, mas o Senhor sempre alertou a nação e esta fez a escolha errada. Escolhas são um assunto muito importante da existência humana. Mediante as escolhas, vêm as consequências (v.11).

7.Deus faz uma diferença notável entre os rebeldes e os servos, como há entre crente nominais e os crentes genuínos os quais são, na verdade, incrédulos e crentes. Há diferença entre o que serve a Deus e o que não serve. Os judeus salvos entrarão no Milênio, o reino do Messias na terra. Os incrédulos, pertencentes a qualquer povo, serão lançados ao inferno e, posteriormente, após o juízo do Grande Trono Branco, ao Lago de Fogo por toda a eternidade, banidos da face de Deus e de Seu amor. No final, os justos prevalecerão no juízo, ou seja, para aqueles que dependeram da graça do Senhor somente, nenhum mal eterno lhes sobrevirá (v.12-16).

8.Os próximos versículos são prova de um reino na terra para Israel no qual todos os crentes de todas as épocas desfrutarão, até a Igreja. O profeta mistura propositalmente os termos do Milênio com os termos usados para o Estado Eterno, por isso, há alguma confusão para os estudantes de Escatologia. O Senhor dará descanso e alegria para Jerusalém e todo o povo de Israel o qual será um só e não mais dois reinos divididos entre si. Haverá longevidade, no entanto, haverá morte por desobediência deliberada. Explica-se assim o morrer aos cem anos, jovem, pois alguém tem o privilégio de viver mil anos e morre aos cem, certamente, é por causa de sua ousadia em enfrentar Aquele que possuirá a vara de ferro para reger as nações (v.17-20).

9.As bênçãos terrenas é uma promessa aos filhos de Israel e não para a Igreja, embora, na época do reino restaurado, o Milênio, a Igreja participará. Mas, é muito diferente de pregar prosperidade terrena para a Igreja sem a nação de Israel desfrutando. Não somos contra a doutrina da Prosperidade, desde que seja no tempo certo e, sem dúvida, agora não é o tempo profético para isso. Então, todos os que pregam prosperidade material, hoje, estão avançando um tempo da profecia que ainda não chegou e, sendo assim, estão errados biblicamente. O último versículo do capítulo é um teste para qualquer escola escatológica. É aqui que sabemos se alguém é pré-milenista ou não e se é da Teologia dos Concertos ou não. O leão e o cordeiro, a palha e o boi e a serpente são figuras ou animais literais? Nesse assunto, entendo que a Bíblia é literal. Haverá uma restauração da terra e toda a criação que geme e, posteriormente, no Estado Eterno um Éden Restaurado. Essa é uma promessa imutável para Israel e ainda não se cumpriu, mas Deus que é verdadeiro a cumprirá (v.21-25).

2 comentários:

  1. Muito boa sua explanação, foi muito esclarecedora pra mim. Que Deus continue te abençoando

    ResponderExcluir