Jeremias 2

Capítulo 2: A noiva rebelde. A cisterna rota. A mácula da idolatria.
1.Deus vê Israel como a noiva que O seguia no deserto quando Ele a libertou do Egito. Mesmo que no deserto não se semeia, Israel se tornou as primícias, os primeiros frutos, de uma grande colheita. Algumas nações vizinhas tentaram por toda a história saquear a colheita de Deus que é a nação de Israel, mas sempre para o seu próprio mal, pois a promessa de Deus para a Abraão é a de amaldiçoar os que amaldiçoarem o povo de Abraão (v.1-3).

2.O estranho é que Deus que sempre foi bom para com essa noiva, essa seara que é Israel, é rejeitado pelo povo, pois se torna idólatra, anulando o seu próprio bom senso. Não chegaram nem a perguntar onde estava esse Deus que libertou o povo da escravidão, mas simplesmente, se desviaram Dele como se Ele os tivesse abandonado. O Senhor, além de não ter abandonado o povo de Israel, ainda o colocou numa terra fértil, cheia de bênçãos. No entanto, o povo se contaminou com os outros povos. O povo segue o seu líder, mas os líderes estavam em situação espiritual precária igual ao povo. Os sacerdotes, os mestres da lei e os pastores se inutilizaram se contaminando com os ídolos inúteis (v.4-8).


3.Deus é misericordioso e ainda quer salvar o povo de sua rebeldia. Ele brigará pelo Seu povo e pleiteará a favor dele. Deus desafia Israel a encontrar além-mar (Chipre) ou nos desertos da Arábia (Quedar) algum povo que deixou os seus deuses por outros. Mesmo que os deuses nada são eles continuavam fiéis a eles. O povo de Israel que possui o único Deus verdadeiro e glorioso por deuses inúteis e sem valor. Até os céus devem se espantar com tamanha insensatez. O povo abandonou Aquele que tem a água viva e cavou cisternas que não retém água porque são rotas. Não há nada que aproveitemos da idolatria, nada fica para o adorador. É como um poço que não segura água (v.9-13).

4.A nação não nasceu para ser prisioneira de ninguém, mas, no entanto, é que assim que preferiu andar, como escrava. O leão que é a Babilônia, Egito, Síria, Assíria e outros povos rugiu contra Israel e fez dela uma assolação. A Babilônia destruiu as portas, os muros e o Templo de Judá. O povo também foi assolado e levado cativo. Mênfis e Tafnes são cidades do Egito. O Egito, antigo opressor de Israel, ainda teve nesses dias poder de opressão sobre a nação santa. Pastar a cabeça é o ato de rapar a cabeça como a um prisioneiro ou saquear os seus bens. Foi por abandonarem o Senhor que tudo aconteceu. As consequências em se afastar do Senhor não podem ser ignoradas. Se Israel é uma cisterna rota, precisará de água. A fonte de água viva está no Senhor, mas a nação preferiu buscar água no Nilo (Egito) e no Eufrates (Assíria), ou seja, buscar refúgio e aliança com essas nações contra a Babilônia. Descobriram que lá também as cisternas são rotas. Não há lucro algum em buscar ajuda daqueles que não obedecem ao Senhor. As próprias decisões erradas são a causa da queda de Israel. É amargo deixar o Senhor (v.14-19).

5.No final desse discurso de Jeremias, a mácula ou mancha denunciada é a da idolatria. A adoração a Baal se tornou um laço contra Judá. Não houve gratidão e reconhecimento por parte de Israel. Antes, se prostituiu com Baal. Houve um retorno agrícola injusto. Deus plantou uma vide de qualidade para ser frutífera e dar muitas e boas uvas, mas o resultado foi uma vide brava, sem frutos. A mácula da idolatria não sai fácil do caráter. O salitre e a potassa servem para limpar as escórias da prata. A idolatria e a prostituição mancham uma pessoa no mais profundo de seu ser, por isso, a prostituição é um sinônimo espiritual para a idolatria (v.20-22).

6.A noiva que é Israel não pode negar que se maculou com a prostituição da idolatria. Deus a compara com uma dromedária nova que anda por todo o deserto. A nação de Israel se contaminou com todo o tipo de idolatria. É como uma jumenta no cio, fácil de ser encontrada, pois nesse tempo está atrás dos jumentos para se satisfazer. O relacionamento sexual pode se tornar numa compulsão, assim como a idolatria. O adorador já não consegue ficar sem se prostrar diante de seus ídolos inúteis (v.23-25).

7.O pecador pego em seu pecado se sente envergonhado como um ladrão que esconde o rosto para não ser reconhecido. O idólatra fica tão manchado em seu caráter que já não reconhece o verdadeiro criador. Ele pensa que aquele ídolo inanimado o criou. No momento de angústia, todas as pessoas buscam o seu criador. Porém, qual dos tantos deuses é o criador?  O adorador de ídolos é totalmente confuso. Deus até tentou disciplinar o povo, mas este matou os profetas levantados por Deus. É um povo ingrato. Deus veio com água e luz, mas os pecadores preferem a sede e as trevas (v.26-31).

8.Israel é uma noiva esquecida. Uma noiva jamais se esqueceria de se maquiar, arrumar-se e embelezar-se, mas Israel se esqueceu que é a noiva de Deus. Israel até ensinou outras noivas a se prepararem para o noivo. Os mestres da lei até ensinavam a Palavra, porém, não a viviam. Essa noiva está com o vestido manchado de sangue inocente. As injustiças cometidas no reino não são ignoradas por Deus, mas a nação sinicamente nega tudo. Deus disciplinou Judá por ter buscado auxílio da Assíria e fará o mesmo porque pretendem escapar da disciplina da Babilônia buscando aliança com o Egito. Sabemos que o Egito traiu Judá nessa aliança, mesmo tendo recebido dinheiro para apoiá-la (v.32-37).

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