Jeremias 30-34



Capítulo 30: Promessa de retorno do cativeiro
Deus passa a mensagem escrita para o povo, pois era de muita importância terem esse registro. A promessa de Deus era que o povo tivesse paciência para as próximas gerações. O tempo de libertação e liberação para voltarem à terra chegaria depois dos setenta anos. Eles deveriam se tornar um povo forte para o retorno, por isso, a importância dos casamentos e da geração de filhos no cativeiro. Lembramos que quando a família de Abraão ou Jacó foi para o Egito contava com apenas 70 pessoas, mas saiu do Egito com dois milhões e meio de pessoas. Um dia Israel voltará para a sua terra e até o rei Davi reinará em um reino de paz como nunca teve a oportunidade.   

Capítulo 31: A Nova Aliança para Judá e Israel
Não apenas Judá, mas todas as tribos de Israel serão restauradas para a terra. A promessa de Deus não se condicionou à obediência do povo durante os milênios. Um remanescente sempre ganhou a renovação da
promessa do Senhor. A alegria da nação de Israel voltará. A Igreja foi um plano maravilhoso de Deus desde os tempos eternos, mas era um mistério ocultado aos profetas. No entanto, a Igreja jamais substituiu Israel e nem o fará. O plano de Deus para a nação de Israel está traçado pelas inúmeras profecias. Ainda que não houvesse tantas profecias, somente a promessa para Abraão já bastaria para afirmarmos que o Senhor tem planos territoriais para a nação. O choro de Raquel, usado simbolicamente para descrever o clamor da nação de Israel, acabará. Esse texto foi usado também para descrever a angústia de Israel quando Herodes mandou matar as crianças até dois anos de idade com a intenção de matar Jesus. A Nova Aliança de Israel ainda não se cumpriu e não é a mesma aliança que temos no sangue de Cristo, a Igreja. A Nova Aliança se trata da conversão nacional de Israel para a entrada do Milênio. Essa Aliança é tão certa que o Senhor usa como comparação as leis fixas da natureza.

Capítulo 32: A compra de um terreno
Ninguém compra um terreno se não vê a mínima perspectiva de valorização do local. Jeremias deveria agir por fé e comprar um terreno em Israel, confiando que o povo retornaria para aquele local. Deus sempre cumpre a sua promessa e, por isso, a compra do terreno, não apenas seria um bom investimento, mas uma maneira de confirmar a vontade de Deus para o retorno do povo para a sua terra.

Capítulo 33: Restauração e renovação (renovo)
A nação de Judá será restaurada e também a nação de Israel. Portanto, temos uma profecia dupla, pois Judá foi restaurada depois dos setenta anos de cativeiro, mas a nação de Israel ainda aguarda a restauração quando o Senhor voltará a trabalhar com todo o povo de Israel fazendo ressurgindo as doze tribos. O perdão do Senhor está à disposição de todo o pecador contrito. A palavra renovação nos lembra da palavra Renovo, um broto que sai de uma planta cortada. A nação foi cortada e o Renovo veio em Jesus Cristo. Ele sai da casa de Davi, pois veio da família de Judá de onde Davi também veio. O louvor voltará através dos sacrifícios memoriais. Os sacrifícios não terão valor futurístico, pois Jesus já veio e é o Salvador, mas no Milênio os sacrifícios serão como a Ceia, um menorial do Cordeiro que foi morto.

Capítulo 34: Zedequias e a escravatura
O rei Zedequias pegou a “batata quente” e viu o povo de Judá indo para o cativeiro. A promessa para ele era a de descanso e honra em seu funeral, mas a rebeldia em se entregar ao rei da Babilônia só traria vergonha e espada contra ele. Nesse caso, deixar-se ser cativo era ser honrado por Deus. O plano de alforria aos escravos foi sábio, embora atrasado. Há muito que a nação não obedecia a lei de Deus do ano do Jubileu e dos anos de folga da terra. Foram 490 anos o que equivale a setenta vezes sete, o número de anos do cativeiro. Embora o plano de alforria fosse sábio e atrasado, a situação piorou pois mudaram de ideia. Assim como Faraó que deixava o povo sair, mas mudava de ideia e voltava a escravizá-lo. É tão difícil abrirmos mão daquilo que nos traz benefício e satisfação, mas a obediência a Deus deve vencer esses desejos pecaminosos. A consequência da escravatura foi o cativeiro e a prisão de Zedequias.

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