Jeremias 46

Capítulo 46: O Egito é envergonhado diante da Babilônia
1.Jeremias menciona o que é conhecida como a famosa batalha de Carquemis onde o Egito perde para a Babilônia. Os valentes do Egito se tornam covardes, tamanha a força bruta da Babilônia. Na fuga tropeçavam e caíam e nada lhes vinha como escape. O profeta compara o exército do Egito ao seu mais importante rio, o Nilo. Como se o Nilo transbordasse, o exército vem em quantidade em Carquemis perto do Eufrates. Era o dia da vingança de Deus contra os aliados de Judá. O profeta também menciona Gileade, cidade famosa de Israel pelos bálsamos que produzia para feridas. Porém, não há remédio para o Egito. O valente tropeçou no valente e os dois caíram, ou seja, o Egito e os seus aliados etíopes, lídios e os de Pute (v.1-12).


2.O temível Nabucodonozor destruiria o Egito em Carquemis e todas as cidades seriam previamente avisadas pelo profeta. O ídolo Apis, na forma de touro, não podia sustentar o Egito dessa destruição. Uns tropeçavam nos outros a fim de livrarem sua vida daquela batalha. Faraó foi envergonhado e ganharia o apelido de Espalhafatoso, ou seja, “muito barulho por nada”. O Egito podia parecer como uma novilha bonita, mas a mutuca (ou tavão) a picaria, assim como uma das dez pragas do passado. A Babilônia é a mutuca do norte. O machado está colocado à arvore. Os valentes fogem. Outra alusão às pragas do Egito são os gafanhotos. O exército dos caldeus viria a Carquemis como insetos devoradores. O próprio Deus revela que fará como nos dias antigos, certamente uma menção à grande libertação do povo de Israel por mãos de Moisés (v.13-26).

3.Finalmente, ao final dessa profecia da batalha de Carquemis, uma esperança para Judá. Apesar de anteriormente Deus prenunciar a destruição de Judá, agora Ele dá nova esperança. O amor de Deus é imensurável, por isso, Ele se compadece da nação rebelde. Deus não acabará com Judá, mas dará uma justa medida de disciplina (v.27-28).

4.A batalha de Carquemis nos ensina que os poderosos caíram diante do Senhor.

·         Os valentes se tornam medrosos diante da disciplina de Deus.
·         As pessoas cheias de determinação parecem um rio na enchente, mas se esvaziam diante da
    poderosa mão de Deus.
·         Nem a cidade dos remédios, Gileade, pode curar a ferida deixada por Deus.
·         Os valentes acabam tropeçando em si mesmos. A busca da força no homem não nos mantém de pé.
·         O Touro em que confiamos não nos manterá de pé diante do Senhor.
·         Às vezes somos Espalhafatosos como Faraó. Prometemos muito, mas não conseguimos nada.
·         Mutucas e gafanhotos contra as novilhas bonitas. Pequenas coisas vindas de Deus nos tiram os   
    planos de arrogância. 
Deus nunca desprezará os Seus servos. O crente sempre habitará em segurança.

Um comentário:

  1. Amém. Fui fazer minha leitura agora e abri nesse capítulo e quis entendê-lo bem. Creio nessa palavra. E creio que Deus está destruindo aqueles que pensam que destruíram minha família!

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