Gênesis 23



Capítulo 23: A morte de Sara e a gentileza entre os heteus e Abraão
1.Sara morreu quando Abraão tinha 137 anos e Isaque 37 anos. Foi uma grande companhia de Abraão. Passaram por provas de fé e viram juntos o que Deus faz com aquele que crê Nele. Abraão ficou todos esses anos perambulando pela terra. Acabaram residindo em Berseba, mas nunca possuíram a terra da promessa. Essa promessa se cumpriria nos descendentes. Abraão dependeria da gentileza e cortesia dos heteus (ou hititas) os quais consideravam Abraão um príncipe entre eles. Abraão encontrou cortesia entre aqueles pagãos. O apóstolo Paulo também encontrou muita humanidade na ilha de Malta. Às vezes, nos esquecemos que o incrédulo também é feito à imagem de Deus. Há um resquício de Deus no ser humano, por isso, ele pode ser gentil e cortês, mas não devemos nos enganar, ele precisa salvação em Cristo, pois suas boas obras não o salvam, apenas
indicam que é Deus criou o ser humano com emoções, inteligência e vontade saídas Dele mesmo. Depois da queda do homem, a imagem de Deus no ser humano ficou deturpada (v.1-6).

2.Mesmo gozando de privilégio entre os heteus, Abraão sabia reconhecer as autoridades e não queria agir pelas costas de Efrom, o líder entre eles. Abraão também não queria ser um peso e não pagar pela cortesia do povo. Novamente, lembrando-se do apóstolo Paulo, ele não se tornou pesado a ninguém. A cortesia precisa sempre ser reproduzida dos dois lados. Entre cavalheiros, a única discussão que deveria existir é para quem serve mais. Abraão não queria abusar e Efrom queria servir. O resultado foi um cavalheirismo mútuo. Efrom não fazia questão do dinheiro e Abraão fazia questão de pagar alguma coisa. Em Filipenses 2, Paulo nos incentivou a não considerar-nos acima dos outros, mas considerá-los superiores a nós mesmos. Os crentes nem sempre têm a mesma cortesia que os heteus tiveram com Abraão. É claro que alguns dirão que a questão era política. Mas ainda assim, sempre há a opção de não ser gentil como foi o caso de Nabal que não foi gentil com Davi e seus soldados privando-lhes da venda de água, pão e carne (v.7-20).

“Ao mesmo tempo em que precisamos ser cuidadosos em reconhecer que a obra consumada de Cristo no Calvário é uma obra completa do ponto de vista de Deus, igualmente precisamos saber que esta obra só é consumada na vida individual do crente à medida que ele reconhece sua eficácia e permite que a verdade se torne operante em sua vida.”[1]


[1] O supremo propósito, pg. 105 – DeVern F. Fromke (Edições Tesouro Aberto – Belo Horizonte – MG – 1ª  impressão 2008

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