Gênesis 27



Capítulo 27: O plano de Rebeca para beneficiar Jacó
1.Vemos dois planos dos pais para satisfazer seus filhos baseados na preferência que cada um tinha. Isaque que amava Esaú queria abençoar-lhe e Rebeca que amava Jacó queria roubar a bênção de Esaú e desviá-la para o filho de sua preferência. Isaque deu o privilégio para Esaú servir-lhe, quem sabe, pela última vez. Por isso, pediu uma caça. Isaque se preocupava com o futuro do filho e para que ninguém passasse a frente de Esaú na questão da herança, Isaque tratou de apressar-se quanto à oficialização de Esaú como herdeiro da maior parte de seus bens, terras, animais e poços que eram enormes. Além disso, havia o direito espiritual de ser o cabeça da geração por vir, ou seja, da nação eleita por Deus. O problema era que Esaú já se envolvera em casamentos com pagãs o que atrapalharia muito o propósito de santidade ao único Deus. Jacó tinha a responsabilidade de confiar no Senhor, mas deixou-se seduzir pelo plano maléfico da própria mãe (v.1-4).

“[Malcom] Knowles afirmou também que adultos são autodirecionáveis. Podem escolher por si mesmos para onde querem ir, ou o que e para que querem aprender. Eles esperam ter
responsabilidade para tomar decisões, inclusive em relação à sua aprendizagem.”[1]

2.Rebeca agiu de modo traiçoeiro. Na eternidade, quem sabe, entenderemos como Deus usa situações perversas, até, para cumprir Seus propósitos. O fato é que Deus “não perde viagem”. Ele faz as coisas mais indignas, inclusive o pecado, contribuir para os propósitos Dele. Jamais devemos duvidar dos atributos de Deus, tais como justiça, bondade e amor. É isto que com certeza sabemos e onde nos ancoramos. Jacó não é uma vítima da situação, mas alguém responsável, cúmplice dos planos de autoria de Rebeca. Ele até levantou obstáculos que dificultariam a farsa, mas a mãe dele já havia pensado em tudo e responsabilizou-se com alguma maldição que viesse. Isaque não estava tão fraco da mente, mas o engodo foi tão elaborado que ele caiu. Talvez o fator decisivo foi a memória olfativa (v.5-29).

Um cheiro pode trazer uma enxurrada de lembranças, influenciar o humor das pessoas e afetar seu desempenho no trabalho. Como o bulbo olfativo é parte do sistema límbico cerebral, uma área tão associada com a memória que é muitas vezes chamada de "cérebro emocional", o olfato pode trazer à tona lembranças e respostas poderosas quase que instantaneamente.[2]

3.Isaque deve ter tido um susto e um alívio ao mesmo tempo quando o “verdadeiro Esaú” chegou com o guisado. Susto por saber o que acabara de fazer e alívio por saber que não estava decrépito, ou seja, demente. Arrumar aquela situação não era fácil. Ele se prendeu com as próprias palavras para Jacó. Não foi possível alterá-las, pois as palavras eram tudo o que os homens possuíam. Quebrar contratos era mais vergonhoso do que fazer contratos impensados. A bênção restante a Esaú era viver em lugar deserto e debaixo de guerras para sobreviver. Os edomitas se instalaram ao sul de Israel. Hoje o lugar é arqueológico e turística. A famosa Petra. Rebeca também tinha planos para se algo desse errado, e certaria daria. Ela providenciou a fuga de Jacó para aplacar a ira de Esaú. Como justificativa, ela apelou para os casamentos mistos de Esaú (v.30-46).


[1] Andragogia em ação, pg.21 – Zenina Soares Belan (Socep editora – Sta. Bárbara do Oeste – SP – 1ª ed. 2005)
[2] Olfato e Memória – Sarah Dowley (do site “Como tudo funciona” http://saude.hsw.uol.com.br/cheiro3.htm - no dia 20 de setembro de 2014

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