Gênesis 28


Capítulo 28: A fuga de Jacó
1.Isaque concordou com Rebeca e tratou de fazer o que antes o seu pai, Abraão, fizera por ele. Mandou Jacó para os familiares da Mesopotâmia a fim de conseguir a esposa da parte de Abraão e Sara. Esaú para tentar ganhar o pai para ainda receber a bênção que já perdera se casou com sua prima. Esaú estava sofrendo as consequências do seu erro também ao desprezar a primogenitura e tenta desesperadamente consertar as coisas, mas de modo astuto e humano (v.1-9).

“A justiça própria é característica de mentalidade servil. Enquanto o filho usufrui da condição de herdeiro, o sujeito escravizado lamenta a sua categoria inferior. A reclamação é a nota principal de uma conversa promovida por aqueles que têm representação de escravos. A lamentação é a cantata
preferida nas senzalas da alma.”[1]

2.A misericórdia do Senhor se estendeu a Jacó. A famosa escada de Jacó é a confirmação dos propósitos de Deus para a descendência de Abraão. Se Jacó não é aquele que confiaríamos como o representante da nação eleita, isso mostra que Deus pensa diferente de nós. Não podemos alcançar a justiça de Deus que para nós, às vezes, parece injustiça. Não são os méritos de Jacó, mas a misericórdia e soberania de Deus que o escolheram para ser o antecessor da nação eleita. Jacó ainda precisa conhecer melhor a Deus, ver o suprimento Dele em sua vida e também a proteção. Ele fez um voto. O voto é sempre algo não para quem tem fé, mas para quem tem dúvidas. Quem conhece o Senhor, confia que Ele é totalmente capaz de cumprir suas promessas e não precisa colocá-Lo a prova (v.10-22).


[1] O crime da letra, pg. 48 – Glênio Fonseca Paranaguá (editora Ide – Londrina – PR – 2009)

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