Oseias 6

Capítulo 6: A falta de conhecimento de Deus
1.A solução para o pecado é sempre o arrependimento, pois temos um Deus amoroso. O fato Dele exigir arrependimento significa que Ele também é justo. Não existe relacionamento com Deus sem cruz e contrição. Ao terceiro dia haverá salvação para Israel. Alguns têm ensinado que isto se refere à ressurreição de Cristo. Outros dizem que se trata da saída do Egito, o primeiro dia, os dias de Antíoco Epifânio, o segundo dia e os dias do Messias, o terceiro dia[1]. Talvez não temos como saber o que realmente significam esses três dias, mas o que importa é que o Senhor tem boas notícias para Israel arrependido. A necessidade do homem é conhecer o Senhor. Nossos pecados são muitos, porém, em Cristo todos são perdoados. Temos uma necessidade que é relacionarmos com Deus. O amor de Deus pela nação é grande, mas a nação ama a Deus como um amor de neblina que passa logo. Os profetas acabaram sendo a vingança do Senhor. Eles podiam falar palavras de paz, caso se
arrependessem, mas isso não aconteceu, por isso, tornaram-se profetas de palavras de juízo (v.1-5).

2.Novamente o Senhor denuncia o cerimonialismo. A religião hipócrita faz tudo conforme mandam os regulamentos, mas não tem vida, pois a vida é o próprio Senhor. Deus quer relacionamento íntimo e não rituais agendados e sem vida. Assim como Adão pecou, todos nós herdamos o mesmo modo de conduzir nossa vida. Os religiosos eram sanguinários, pois matavam os profetas, como o próprio senhor Jesus denunciou. O reino do Sul, Judá, não estava se comportando melhor do que o reino do Norte, Israel. Todos se desviaram do Senhor. Ainda hoje, vivemos realidade semelhante. Deus quer que O conheçamos. Isso é feito através do estudo da Palavra de Deus e por meio de oração com obediência. O louvor sincero a Deus muda toda nossa perspectiva. Precisamos conhecer melhor nosso Deus para amá-Lo mais. A história abaixo pode ilustrar isso, visto que Oseias também nos fala de um relacionamento conjugal (v.6-11).

“Conta-se a história de uma mulher que procurou a ajuda de um conselheiro matrimonial. - Quero divorciar-me de meu marido - afirmou -, e quero feri-lo tanto quanto for possível. – Neste caso – recomendou o conselheiro -, encha-o de elogios. Quando chegar ao ponto de ser indispensável para ele, ou seja, quando seu marido pensar que o ama de verdade, então dê início à ação do divórcio. Esta é a melhor maneira de feri-lo profundamente. Alguns meses mais tarde, a mulher voltou para anunciar que seguira o curso sugerido. – Ótimo, então está na hora de entrar com o pedido de divórcio – disse o conselheiro. – Divórcio? – respondeu a mulher, indignada. – Nunca! Eu me apaixonei por ele!”[2]


[1] John Gill's Exposition of the Entire Bible, Oseias 6.2 (Dr. John Gill 1690-1771 - extraído de e-sword 10.3.0 – 2014)
[2] O casamento que você sempre quis, pg.45 – Gary Chapman (Editora Mundo Cristão – São Paulo – 2007)

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