Gênesis 31



Capítulo 31: A despedida de Jacó e família da casa de Labão
1.Os problemas começaram a aumentar quando os filhos de Labão se sentem roubados por Jacó. O próprio Jacó percebe que Labão não está com cara de muitos amigos em relação a ele. Chegou o momento de Jacó aprender com o Senhor em outro lugar. Jacó abre o assunto com Raquel e Leia. O pai delas estava tentando prejudicar Jacó. Não precisamos entender que exatamente dez vezes Jacó foi enganado por Labão. Dez vezes era uma forma de mostrar intensidade ou muitas vezes (Gn 31.41, Nm 14.22, Ne 4.12 e Jó 19.3). Jacó conseguiu entender que a mão de Deus é quem estava
abençoando o seu rebanho (v.1-13).

2.As próprias filhas de Labão se sentiam prejudicadas pelo pai. Ele tirou a herança delas, por isso, elas não sentem que estão roubando nada dele indo com os rebanhos que Deus deu para Jacó. Quando Labão foi para o pasto, Jacó aproveitou para sair da casa dele. Era comum os terafins (ídolos do lar) como forma de superstição. Isso mostra que Raquel carregava no coração as superstições e agora que carregar na bagagem o ídolo da sorte. Labão foi atrás de Jacó, mas Deus o advertiu para não brigar com Jacó. Labão, num surto demagógico, acusa Jacó de sair com as filhas sem esperar uma festa de despedida. Embora os ídolos sejam uma vergonha para as famílias, isso não dá direito a Raquel de roubá-lo. Ela escondeu na albarda (sela) do camelo, ou seja, estava sentada sobre o terafim (ídolo). Labão fez uma vistoria no acampamento deles. Raquel já se escondeu na desculpa de estar nos dias do ciclo menstrual e, por isso, não podia se levantar. Jacó estava convicto de sua inocência, mas não sabia que Raquel havia roubado os ídolos. Jacó, dessa vez, não estava engananddo Labão. Jacó era trapaceiro, mas ninguém pode acusá-lo de preguiçoso. Ele trabalhou muito para Labão e sofreu o prejuízo o qual Deus reverteu em lucro. Após o pacto de paz e privacidade mútua, Jacó e Labão se despedem. Deus estava dirigindo a vida de Jacó por causa das promessas feitas a Abraão, seu avô (v.14-55).

“O concerto abraâmico [foi] ... declarado... e reiterado... incluiu promessas individuais a Abraão, com respeito a si mesmo com uma posteridade de Abraão e sua possessão da terra dada a Abraão por promessa. Todas as promessas subsequentes do concerto são reiterações, alargamentos e esclarecimentos das partes deste concerto original feito através de Abraão com a nação e estabelece certas promessas e esperanças.”[1]


[1] Things to come, 534 – J. Dwight Pentecost (Zondervan – Grand Rapids MI – EUA – 22ª impr. 1982)

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