Gênesis 35



Capítulo 35: Um desfecho acertado para a jornada de retorno de Jacó
1.Jacó recomeça de onde deveria começar no plano original de Deus. Ele foi para Betel. Jacó recebeu ali a promessa de proteção de Deus e para lá deve voltar. Um novo capítulo da vida da família seria escrito, mas deveria se purificar da trágica experiência de Siquém. Eles deveriam desprezar até a roupa, assim como Judas nos advertiu espiritualmente em Judas 1.23. Agora, sim, Jacó, mostrará o caminho certo à família. Os pais precisam apontar aos filhos suas experiências com Deus para motivá-los a acertar na vida cristã. Jacó nem ficou com os despojos idólatras dos filhos, mas enterrou ali mesmo em Siquém. Os filhos foram muito estragados morando naquela região. Os pais que cuidam dos filhos não os colocam em situação de risco, exceto quando Deus manda. Sabemos que missionários colocam seus filhos em cidades e países perigosos, mas em casos assim, a
direção do Senhor é o que conta. Os povos da região não tentaram nada contra a família de Jacó, pois o Senhor os protegeu (v.1-5).

2.Os filhos, embora manchados com a idolatria dos cananeus, seguiram o pai, pois certamente não desprezariam tamanha riqueza e herança. Sabemos aqui que a ama de Rebeca chamava-se Débora. Ela acompanhou Rebeca quando esta se casou com Isaque (Gn 24.59). O nome de Jacó foi mudado para Israel anteriormente. Aqui foi apenas uma confirmação bem como as promessas feitas a Abraão, avô de Jacó. Ali em Betel, Jacó adorou ao Senhor novamente (v.6-15).

3.Sara teve uma morte no parto. Antes de morrer deu o nome ao filho Benôni (filho da tristeza). Jacó, porém, preferiu outro nome que prevaleceu, Benjamim (filho da mão direita). Efrata é conhecida como Belém. O filho de Jacó, Rúben, teve relações com a concubina de Jacó, Bila. Isso mostra como estava contaminado com os costumes cananeus. As doze tribos de Israel estão completas e o texto alista os nomes. O final do capítulo mostra um quadro de reconciliação que houve entre Jacó e Esaú. Os dois sepultaram o pai (v.16-29).

“O ato de Rúben... manifestou rebelião contra a autoridade de Jacó bem como uma luxúria desenfreada. Isto resultou na perda de seu direito de primogenitura. Judá obteve o direito de governar como o cabeça da família e Levi conseguiu o direito de ser o sacerdote da família, eventualmente. A dupla porção da herança de seu pai foi para José que reconheceu isto através de seus dois filhos, Efraim e Manassés (conforme 1 Cr 5.1-2).”[1]


[1] Comentário Bíblico Popular Antigo Testamento, pg. 243 – William MacDonald (Editora Mundo Cristão – SP – 2ª ed. junho de 2011 – impresso na China)

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