Gênesis 38



Capítulo 38: O plano de Tamar para ter descendente de Judá
1.Judá, filho de Jacó, é o ascendente de Jesus Cristo que é a tribo de Judá. Portanto, essa descendência de modo especial é muito importante para a História de Israel e o futuro do Redentor. Judá se casou com uma mulher cananeia e teve três filhos com ela, Er, Onã e Selá. Judá arrumou uma esposa para Er, Tamar. Deus matou Er porque ele era perverso. Tamar estava sem descendente, por isso, Deus mandou Onã cumprir o levirato para que Tamar tivesse um filho e a descendência de Judá não ficasse comprometida. Onã não queria suscitar descendência para o irmão, por isso, interrompia o relacionamento sexual a fim de evitar a gravidez de Tamar. Aliás um método não muito eficiente. Deus também matou Onã (v.1-10).

2.Restou Selá, mas este ainda era criança. Judá não teria mais filhos, pois a mulher dele morreu. A
descendência de Judá estava, de fato, ameaçada. Tamar voltou para a casa do pai a espera do crescimento de Selá. Os anos se passaram, Selá cresceu, mas nada de Judá chamar Tamar para se casar com Selá. Tamar soube que Judá estava perto da casa dela e, então, teve uma idéia, a de fingir ser uma prostituta com a finalidade de ter relação com Judá e, assim, suscitar a tão esperada descendência através do sogro. Tamar tomou a precaução de ficar com o anel, o cordão da túnica e o cajado de Judá para que tivesse como reivindicar a paternidade dele sobre o filho que nasceria. Quando Judá soube que Tamar estava grávida, considerou-a adúltera, pois era a prometida de Selá. Tamar se salvou de ser morta porque tinha como provar quem era o pai através dos objetos guardados como penhor. Judá reconheceu seu erro de negar Selá, o seu filho, a Tamar, sua nora. Tamar teve gêmeos, Perez e Zera, sendo Perez o primogênito, foi o ascendente de Jesus. Em Mateus os gêmeos são mencionados por causa do nascimento quando Perez “tomou a frente” de Zera o qual foi marcado com um cordão vermelho. O primogênito ficou sendo, portanto, Peres. Em Mateus os nomes são Farés e Zará em algumas versões (v.11-30).

“O cordão... esclarece que o sinete... não era um anel, e sim um selo..., provavelmente cilíndrico, pendente do pescoço, que fazia parte do vestuário de todo homem de posição. O ‘cajado’, frequentemente entalhado era também distintivo do seu dono.”[1]


[1] Gênesis – Introdução e Comentário, pg.175 – Derek Kidner (Edições Vida Nova – São Paulo – SP – 1ª ed. 1979, reimpressão 2001)

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