Gênesis 44


Capítulo 44: A situação de um pecador e sua responsabilidade diante de Deus
1.Na segunda vez que voltaram ao Egito e compraram trigo, José plantou uma falsa prova no saco de alimento dos irmãos (um copo de prata). Com isso, ele podia deter o seu único irmão de pai e mãe, Benjamim. Eram filhos de Jacó com Raquel. Nesta história, o nome de Judá sobressai aos outros irmãos. Judá foi o responsável pela venda do irmão aos ismaelitas e agora há uma mudança significativa em sua vida. Uma humilhação que deveria haver em todos os pecadores, quer sejam incrédulos ou crentes. Judá é um retrato do pecador diante de Jesus Cristo, o supremo juiz (v.1-13).

2.Judá se apresentou como um pecador diante do soberano José. O pecador deve se apresentar como tal diante do supremo juiz, Jesus Cristo. Todos os irmãos de José se prostraram com medo. Mas Judá, a partir daqui, toma a frente de todo o assunto. O pecador não pode fugir de se apresentar ao Senhor que é o juiz. Temos de prestar contas a Ele. José estava blefando. De fato, ele não podia adivinhar nada. Ele armou toda a situação. No caso do supremo juiz, Jesus Cristo, tudo
está patente aos seus olhos. Ele sabe tudo o que fizemos. Ele não precisa agir com astúcia para tentar descobrir o nosso segredo (v.14-15).

3.Judá se apresentou diante do soberano José como um pecador. Não havia justificativas. O seu pecado fora descoberto. Estava totalmente nas mãos do soberano. Diante de Deus, devemos nos desnudar. Ele está totalmente certo. A decisão mais acertada é nos apresentar como, de fato, somos, pecadores sem esperança, fora do Senhor (v.16).

4.Judá tomou exclusivamente para si a responsabilidade do seu pecado diante do soberano José. O pecador deve tomar inteiramente para si a responsabilidade pelo seu pecado diante do supremo juiz, Jesus Cristo. José queria perto de si Benjamim, o seu único irmão da mesma mãe. Eram os dois únicos filhos de Raquel por quem Jacó trabalhou 14 anos. Jacó trabalhou por quem amava, Raquel. Lia veio como uma artimanha de Labão (v.17, ver Gn 29).

5.A partir daqui vemos uma humilde súplica de um pecador realmente arrependido. Judá tomou para si toda a responsabilidade. Ele já havia perdido José e agora não queria perder Benjamim. O pecado nos faz perder, só perder. O arrependimento traz para nós todo o peso da responsabilidade. Com o arrependimento, deveria vir também mudança de caráter e de procedimento (v.18-34).

6.A seguir, as preocupações de um pecador realmente arrependido e a mudança que é operada em sua vida.

A situação de um pecador e sua responsabilidade diante de Deus
1.Em um mundo entregue à injustiça (v.1-13)
2.Sem maneira de se justificar (v.14-17)
3.Temendo a ira de Deus (v.18)
2.Com uma história (v.19-31).
3.Arrependido, deseja cumprir a sua palavra até as últimas consequências (v.32).
4.Arrependido, está pronto a sofrer o castigo por seus pecados e isentar os inocentes (v.33).
5.Arrependido, insiste com o seu Deus, suplicando por misericórdia, desejando que a situação daqueles a quem ele prejudicou se reverta (v.34)

“O apelo de Judá a favor de seus irmãos foi a expressão de uma mudança que ocorreu em seus corações... Ele arriscou sua vida falando... Ele relembrou os eventos que levaram à acusação e descoberta... Ele relembrou a José do que aconteceria se Benjamim não retornasse ao seu pai... Ele pediu que José escolhesse um plano alternativo.”[1]

7.A transformação de Judá ficou evidente neste episódio. O valor do seu arrependimento se vê nas lágrimas incontidas de José. Deus está atento àquele que, de fato, está arrependido e que tem uma mudança de vida, assumindo inteiramente a responsabilidade pelo pecado, sem envolver outras pessoas em seus erros. Sabemos que Judá foi a única tribo sinceramente piedosa ao Senhor. A única preservada e aquela que gerou o Messias de Israel, Jesus Cristo.


[1] The book of Genesis, pg. 152 – Dr. David Hocking (sem publicadora e sem data)

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