Joel 1


Joel 1: Destituídos das coisas boas da vida
1.Joel profetiza a respeito de Judá, predizendo uma catástrofe na agricultura invadida por gafanhotos. É um dia sem precedentes, os quais ficarão marcados por gerações. Às vezes, passamos por tempos que ficam tão nítidos em nossa mente. Esses dias, maus e difíceis, precisam ficar na memória espiritual também, pois nos fazem lembrar que devemos confiar no Senhor. O povo ficou sem nada restante para sua sobrevivência com folga. O prazer dos compulsivos foi cortado, deixando-os desesperados. A Babilônia, simbolizada por um leão, virá furiosa contra Judá, deixando-a sem chance de reação. As árvores que alimentavam o povo foram despidas de suas frutas. Serão dias tristes como uma noiva que nunca se casou porque perdeu o noivo. O lugar de
adoração também foi profanado. O povo perdeu seu sustento básico (v.1-10).

“Os velhos não se lembravam de uma praga de gafanhotos tão severa quanto a que Joel descreve. Ela sobrevém em quatro etapas correspondentes às quatro fases de crescimento do gafanhoto: o gafanhoto cortador, o gafanhoto migrador, o gafanhoto devorador e o gafanhoto destruidor. Talvez representem os quatro impérios mundiais que governaram sobre o povo de Deus: Babilônia, Média-Pérsia, Grécia e Roma.”[1]

2.Quando uma colheita é destruída, vai-se não apenas o sustento, mas a vida e a alegria. Se nós, os crentes, vivêssemos sem a comunhão com o Senhor sentiríamos muita tristeza e não teríamos prazer na vida. Por isso, é muito bom refletir se quando deixamos de ler a Bíblia e orar sentimos falta de alguma coisa. O povo não podia mais ofertar ao Senhor. Também deveríamos refletir se deixássemos de ofertar para a obra do Senhor, sentiríamos alguma tristeza. O sofrimento sobre Judá não respeitou nenhuma classe social. Nós nos prendemos muito pelo estilo de vida que cada pessoa leva ou sobre os círculos sociais, os quais podemos ou não podemos participar. No entanto, o sofrimento cai sobre todos e cada um contará somente com aquilo que crê, se é um consolo ou não. No caso de Judá, os desastres vieram rápido e sem tempo para se preparar. Tempo de se arrepender diante do Senhor tiveram, mas achavam que o juízo do Senhor jamais viria. Ficaram sem mantimento, sem estoque, sem pasto, sem árvores e sem água (v.11-20).

3.Este capítulo leva a nos perguntar o que perdemos ou o que perderíamos que nos faria falta. Na perda, porém, poderíamos ganhar uma compreensão melhor do nosso relacionamento com Deus. Algumas perdas: Posição, ente querido, amizade, privilégio, dinheiro e bens, saúde, emprego ou negócios, romance, vício e dependência, hábitos, etc. 


v.1-2 – Sem precedente
v.3 – Sem história para contar
v.4 – sem nada restante
v.5 – sem satisfação de prazeres e vícios
v.6 – sem chances diante do leão
v.7 – sem alimentos
v.8 – Sem noivo
v.9 – Sem lugar de adoração
v.10 – Sem sustento
v.11 – Sem colheita
v.12 – Sem vida e sem alegria
v.13 – Sem ofertas
v.14 – Sem divisão de categorias
v.15 – Sem tempo para se preparar
v.16 – Sem mantimento
v.17 – Sem estoque
v.18 – Sem pasto
v.19 – Sem árvores
v.20 – Sem água
O que você perdeu ou se perdesse faria muita falta? Posição, ente querido, amizade, privilégio, dinheiro e bens, saúde, emprego ou negócios, romance, vício e dependência, hábitos

O que você ganhou ao perder ou poderia ganhar? Posição (menos estresse, mais sossego), Ente querido (valorização de outros parentes), amizade (independência, novas amizades, menos expectativas falsas), privilégio (humildade), dinheiro e bens (confiança no Senhor para o sustento), saúde (equilíbrio na alimentação e atividades físicas, compaixão com os sofredores, graça de Deus), emprego ou negócios (gratidão pelo que Deus me dá, desenvolvimento de novas habilidades), romance (casamento errado), vício e dependência (liberdade, orçamento mais livre), hábitos (nova maneira de viver a vida sem escravidão)
 


[1] Comentário Bíblico Popular - Antigo Testamento, pg. 750 - William Macdonald (Ed. Mundo Cristão – São Paulo – SP – 2ª ed. Junho de 2011)

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