Amós 1

Capítulo 1: Castigo contra as nações vizinhas de Judá e Israel
1.Amós, um boiadeiro, é transformado em um profeta pelo Senhor. As palavras dele são duras contra várias nações. Ele tem uma maneira engraçada de proferir os juízos, comparando com o nosso modo de falar. Ele diz que por três transgressões, sim por quatro... Em Provérbios também há esse tipo de linguagem. É um hebraísmo para dar ênfase no assunto. Cada povo pecou contra Deus causando males contra o povo de Deus. As consequências vieram por mãos Daquele que controla a História da humanidade. Não temos como prever, em curto e médio prazo, o que acontecerá às nações e governos, mas sabemos que quando Jesus voltar como juiz, todos os governos se sujeitarão a Ele. O livro situa muito bem a época. Nos dias dos reis Uzias, de Judá e Jeroboão, de Israel. Dois anos antes do terremoto bem conhecido da época, pois é mencionado. Amós profetizou
nos anos 740 a.C. Ele diz que o Senhor brama (shag = rugir). Como um leão, Deus está feroz contra as nações vizinhas a Judá e Israel e, por isso, não reterá o castigo que merecem (v.1-2).

Nação
Pecado praticado
Castigo
Síria (Damasco é a metrópole)
Trilharam (oprimiram) Gileade
Fogo, arrombamento, extermínio do povo, do rei e cativeiro (v.1-5)
Filístia (Gaza é a metrópole)
Entregaram Judá a Edom
Fogo nos muros e palácio, extermínio do povo e do rei (v.6-8)
Tiro
Entregará Judá a Edom. Não respeitou que são irmãos (Edom e Israel)
Fogo no muro e palácios (v.9-10)
Edom
Perseguiu Judá, não teve compaixão, irou-se contra Judá
Fogo nas principais cidades e palácios (v.11-12)
Amom
Matou as grávidas e roubou terras de Judá
Fogo nos muros e palácios. Cativeiro do rei e príncipes (v.13-15)

“Para nós, naturalmente, misericórdia e ira parecem antônimos irreconciliáveis, uma cancelando a outra. A combinação perfeita de ambas na natureza divina é algo além da nossa capacidade de imaginação. Quando Amós percebeu o caráter do seu Deus, viu que o rugido de condenação e julgamento só vinha quando a paciência da misericórdia tinha esperado muito tempo, e em vão, por arrependimento e por mudança de vida. Este é o significado da repetida frase: Por três transgressões . . . e por quatro. Da parte do homem, a taça do pecado estava cheia até a borda; da parte de Deus, não houve ação precipitada: a primeira transgressão bem que merecera a ira divina, mas a misericórdia aguardou e a paciência ficou observando. Um modo de expressar esta verdade a respeito de Deus é dizer que ele nunca pune o pecador senão depois de prolongada observação pessoal e de amplas oportunidades de arrependimento. Outra maneira de declarar a mesma verdade é dizer que a face que Deus volta para o mundo é predominantemente de misericórdia, que a ira vem, quando vem, tarde e atrasada e, como a Bíblia nos permite dizer, acompanhada das lágrimas de Deus por causa dos pecadores recalcitrantes e não arrependidos (cf. Lc 19: 41, 42). O Deus de Amós é um Deus de providência moral paciente.”[1]


[1] A Mensagem de Amós, pg. 16 – J.A. Motyer e John R. W. Stott (ABU editora – São Paulo – SP – 2ª ed. 1991)

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