Amós 2-6



Capítulo 2: Opressão, idolatria e outros males da sociedade
Amós continua com as predições de castigo, mostrando qual foi o pecado das nações. Diante de Deus, todos nós temos os mesmos vícios, paixões e maldades. Por causa de Cristo Jesus, nós os crentes da Igreja não somos condenados com o mundo, porém, a justiça Dele continua a mesma e, no tempo determinado por Ele, o mundo receberá a justa ira. Cada um, individualmente, não salvo, também receberá a merecida condenação eterna. Judá se entregou à mentira e rejeitou a Palavra de Deus. Houve uma perversão da justiça que vendia um escravo pelo valor de um par de sandálias. A perversão sexual, de pai e filho se relacionando com a mesma mulher foi denunciada. A idolatria e bebedice são pecados comuns em todas as sociedades e aqui são cultos acompanhados de orgias. A profanação das coisas santas, por exemplo, o desprezo pelo evangelho e Palavra de Deus, nos nossos dias. Na época de Amós estavam oferecendo vinho aos narizeus os quais eram consagradas para se afastar do fruto da uva. Inibiam também os profetas para não falarem a Palavra de Deus (v.1-16).

Capítulo 3: O leão ruge contra as injustiças
A violência e a opressão andam juntas, pois através do poder do forte sobre o mais fraco, por interesses próprios, causam medo. O capítulo 3 repete a figura de um leão feroz. Israel está como uma ovelha comida pelos leões. O pastor fiel consegue salvar apenas duas pernas e um pedaço da orelha. Um remanescente machucado será salvo (v.1-15)

Capítulo 4: Limpeza de dentes e falta de arrependimento
As mulheres mimadas por seus maridos são chamadas de vacas. Termo apropriado com a profissão de Amós, um boiadeiro. As mulheres de Israel estavam acostumadas com suas festas regadas a
bebidas. De onde tirariam dinheiro numa época difícil? Dos pobres. Apesar disso, ainda mantinham uma religiosidade, mas totalmente vazia e irritante a Deus. Por causa disso, Deus daria limpeza de dentes a eles. Em uma época, uma estranha doutrina surgiu no Brasil. Chamavam de “dente de ouro” baseada em Amós 4.6. Diziam que Deus faria surgir obturações de ouro nos dentes como sinal e promessa de prosperidade material. O contexto é totalmente outro. Dentes limpos são dentes que, por causa da escassez de alimentos, não ficaria sujo. Nem com a falta de comida, os ímpios se converteram de seus maus caminhos. Outras aflições vieram, mas também não se converteram. Amós lança a advertência para que se preparassem, pois se encontrariam com Deus em juízo (v.1-13).

Capítulo 5: Busquem ao Senhor e vivam
Apesar de todas as condenações, Deus quer que vivam. Bastava buscá-Lo com a mente transformada quanto à justiça, porém, eles sentiam que a justiça de Deus era alosna (absinto). O desejo do Senhor é salvar o pecador, mas ele precisa reconhecer o seu estado pecaminoso e não se justificar em suas boas obras como um contra peso para ser aceito por Deus. Os juízes estavam aceitando suborno contra os pobres e tirando deles o pouco que restava. Eles deveriam buscar o bem e não o mal. Os pecadores tentavam abafar suas consciências culpadas através de cultos vazios e rituais minuciosos. Enquanto praticavam religião vazia a Deus, acumulavam outros deuses pagãos, Sicute, Quium e deus-estrela (v.1-27).

Capítulo 6: Sem preocupações enquanto anestesiado
A indiferença para com o pecado dá a sensação de bem-estar. Só anda à vontade quem é indiferente às coisas de Deus ou quem está ciente de seu pecado, mas descansa na graça do Senhor Jesus Cristo. O homem tem a tendência de pensar que o julgamento está longe. Todos pressentem um juízo, mas não iminente. Somente quando as coisas vão mal ou algo dá errado nos planos humanos é que o pecador começa a se preocupar. Não sendo o caso, o pecador, principalmente, o rico de bens materiais e em situação financeira confortável, nada teme, apenas aproveita o que o mundo pode lhe conceder para ter sua consciência anestesiada. Amós descreve a regalia do pecador despreocupado. Dorme em cama de marfim, inventa instrumentos musicais, bebe vinho em taças, usa os melhores remédios e perfumes. Há um estado de soberba neste pecador. Podemos dizer: assim caminha a humanidade (v.1-14).

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